iDea Plus Geo

Geo ideias em formato aberto

Voltando do limbo

March 20, 2019 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Primeiramente, as notícias boas: voltamos!

Quem acessou o blog nos últimos tempos deve ter notado que havíamos regredido para 2014... Por uma série de problemas com o motor do blog, o WordPress, acabamos perdendo TODOS os artigos escritos nos últimos 5 anos!!! Conseguimos recuperar a maior parte do conteúdo graças a essa maravilhosa máquina do tempo que é o Internet Archive, mas deu um trabalho enorme.

Aproveitando a ocasião para transformar os limões que recebi em uma deliciosa limonada, abandonei o WP e voltei para a simplicidade do site estático na pureza do html. Ainda estou reestruturando o site, então não estranhe o tema, a falta de formulário de contato, a falta dos comentários nos artigos, e um punhado de outras facilidades que estavam à disposição. Conforme formos avançando, elas voltarão a esterem à disposição, mas a prioridade agora é colocar todo o conteúdo antigo online novamente.

Por falar em conteúdo, estou reativando a série de postagens Aprendendo SIG com Game of Thrones, mas estarei disponibilizando os demais artigos nos próximos dias e, assim que recuperarmos o conteúdo antigo, estaremos voltando a escrever sobre o Geoprocessamento com tecnologias livres, em especial utilizando o gvSIG.

Nos vemos em breve!

Livro gratuito: “Aprendendo SIG com Game of Thrones”

March 20, 2018 — Eliazer Kosciuk

Aprendendo SIG com Game of Thrones

Talvez você que gostaria de aprender a trabalhar com um Sistema de Informações Geográficas e não sabia por onde começar… Aproveitando o fato de que a série (e os livros) “Game of Thrones” está em evidência na mídia, recomendamos que você faça uso do livro que estamos disponibilizando neste momento: “Aprendendo SIG com Game of Thrones”.

Este livro é uma compilação de uma série de artigos que foram publicados originalmente no blog oficial do gvSIG (em espanhol e em inglês), e que foram traduzidos para o português por mim (com a devida autorização, é claro). O objetivo é que qualquer pessoa, sem conhecimentos prévios e através de uma série de exercícios práticos, aprenda a trabalhar com um SIG de uma forma leve e divertida.

Todo o material necessário para seguir o curso está disponibilizado de forma livre e gratuita, tanto o software gvSIG Desktop – um SIG livre utilizado em mais de 160 países – como os dados (os links para download estão no livro), e este tutorial está distribuído sob licença Creative Commons.

No final do livro foram adicionados uma série de links para quem quiser se aprofundar na aprendizagem do trabalho com Sistemas de Informações Geográficas.

O livro pode ser baixado em: http://downloads.gvsig.org/download/documents/books/LivrogvSIGGoT_pt-BR.pdf

Faça um bom uso!

Observação: se você não conseguiu acompanhar a série de artigos traduzidos, aqui estão os links para o material:

Tags: geoprocessamento, gvSIG, Game-of-Thrones

Georreferenciando uma imagem do Google Earth no gvSIG 2.x

March 15, 2018 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

A partir da versão 2 do gvSIG é possível inserir uma imagem do Google Earth (ou do Bing Maps) diretamente através da opção “Vista > Inserir camada”, e na janela que se abre, acessando a aba “WebMaps”, onde estaremos inserindo uma imagem diretamente dos servidores do Google Earth, e poderemos salvá-la, já georreferenciada automaticamente, através da opção “Vista > Exportar > Exportar Vista para imagem” (ou através do atalho Ctrl + Alt + V).

Mesmo assim, outro dia surgiu uma pergunta de como deveríamos fazer para georreferenciar no gvSIG uma imagem salva através do programa Google Earth. Esse tutorial pretende dar uma das soluções possíveis, e que eu achei ser uma das mais diretas e mais fáceis. Pode haver outras soluções… se você souber de outra, sinta-se a vontade para usar os comentários mais abaixo.

Um esclarescimento: esse não será um tutorial completo sobre como georreferenciar imagens no gvSIG (talvez em outro momento eu faça um, se houver demanda). Portanto, se você não está familiarizado com o processo de georreferenciamento no gvSIG, talvez seja interessante dar uma revisada no manual: http://downloads.gvsig.org/download/web/es/build/html/user_manual/2.3/manual/037.html, na seção de georreferenciamento.

Dito isso, vamos ao trabalho: em primeiro lugar, abra o Google Earth, e selecione a imagem que você quer salvar. Cuide para que o Norte esteja para cima, pois facilitará nosso trabalho depois. Vá em “Arquivo > Salvar > Salvar imagem”, remova todas as “firulas” e salve a sua imagem.

Em seguida, crie uma pasta na seção “Meus Lugares”, e com essa pasta selecionada, adicione vários pontos de controle dentro da imagem que você está trabalhando (no mínimo de 4 a 6 pontos). Salve novamente a imagem, agora com os pontos de controle.

Para encerrar o trabalho no Google Earth, clique com o botão direito do mouse sobre a pasta que você criou, no menu que aparece clique na opção “Salvar lugar como”, e salve como arquivo .kml os pontos de controle que criamos.

Agora, no gvSIG, crie uma nova vista com EPSG 4326, e adicione a segunda imagem (a dos pontos) e o arquivo kml dos pontos de controle. Se os pontos não estiverem aparecendo, clique com o botão direito sobre a camada no ToC, e escolha a opção “Zoom na camada”.

Em seguida, vamos acessar o georreferenciamento: com a camada da imagem selecionada no ToC, clique em “Camada > Transformações Geográficas > Georreferenciamento”, ou através dos ícones correspondentes:

Abrirá uma nova janela, onde configuraremos o nosso geoprocesso:

Em “Tipo de georreferenciamento”, selecionamos a opção “Com cartografia de referência”, e no menu suspenso logo abaixo selecionamos a Vista onde estão os pontos que inserimos (isso se houver mais de uma Vista em nosso projeto).

Em “Arquivo de georreferenciamento” clicamos no botão “Selecionar” e selecionamos a nossa imagem que queremos georreferenciar (a que tem os pontos de controle).

Em “Arquivo de saída” não precisamos alterar e, finalmente, em “Algoritmo de georreferenciamento”, deixamos selecionada a opção “Transformação afim”. Finalmente, clicamos no botão “Aceitar”, e seremos apresentado à nossa janela de georreferenciamento:

Como dito anteriormente, não vou explicar como fazer o georreferenciamento. Estou assumindo que você já sabe fazê-lo. O truque aqui é deslocar cada ponto de controle para o centro da visualização e dar zoom até que seja possível posicionar o ponto de controle do georreferenciamento de maneira precisa. Posicione primeiramente o ponto da imagem, depois posicione o ponto da camada de pontos. Nessa você deverá dar o máximo de zoom, pois você estará diminuindo a margem de erro. Feitas as aproximações, clique no ícone de adicionar novo ponto, e clique no centro do ponto da camada de pontos e depois na base do pino da imagem do Google Earth:

Feito isso, desloque-se para o próximo ponto e repita o processo. No caso da camada de pontos, é melhor dar zoom menos até aparecerem todos os pontos novamente, para você ter certeza para onde você estará se deslocando. Faça isso com todos os pontos de controle que você havia inserido na imagem.

Terminado todo o processo, é de bom tom salvarmos nosso trabalho. Clicamos no ícone de “Salvar pontos de controle no arquivo de metadados anexo ao raster (RMF)”:

e respondemos “Sim” ao aviso que aparece:

Garantido que os pontos estão salvos e que não iremos correr o risco de perder nosso trabalho, o próximo passo será clicar no ícone “Testar o georreferenciamento”:

que aplicará a transformação e carregará a imagem transformada na Vista de georreferenciamento:

Podemos conferir se está tudo ok com os pontos que inserimos. Se não estiver, podemos fazer as devidas correções. Se estiver tudo ok, podemos clicar no ícone para “Finalizar o georreferenciamento”:

Seremos questionados se queremos finalizar a aplicação de georreferenciamento, ao que devemos clicar em “Sim”, e abrirá uma nova janela de confirmação, perguntando “Deseja salvar a transformação resultante como padrão para este raster?”, ao que também devemos responder afirmativamente, e finalmente seremos questionados se queremos inserir a imagem resultante na Vista, ao que também podemos responder “Sim”. Terminamos o georreferenciamento e já estamos com a imagem devidamente georreferenciada, o que podemos comprovar observando que os pontos de controle da camada kml agora estão sobre os pontos de controle da imagem do Google Earth, conforme era de se esperar:

Agora é que vem o “pulo do gato”: removemos a imagem que tinha os pontos de controle do ToC e, no gerenciador de arquivos, renomeamos o arquivo .rmf que acabamos de gerar, para que fique com o mesmo nome da imagem do Google Earth sem os pontos de controle. Feito isso, podemos inserir essa imagem no nosso trabalho, que ela já estará georreferenciada, conforme podemos comprovar pelos pontos de controle do kml:

Buenas, é isso aí… espero não ter complicado demais, pois o processo é bem simples para quem já domina o georreferenciamento. Se tiver dúvidas, use os comentários logo abaixo. Nos vemos em um próximo momento! 😉

Tags: geoprocessamento, geoprocessos, georreferenciamento, google-earth, gvSIG, tutorial

Aprendendo SIG com Game of Thrones (XV e final): Instalação de complementos

March 05, 2018 — Eliazer Kosciuk

Dedicaremos este último artigo ao “Gerenciador de complementos”, uma ferramenta que todo usuário de gvSIG Desktop deveria conhecer.

O gerenciador de complementos é uma funcionalidade que permite personalizar o gvSIG, instalando novas extensões, quer sejam funcionais ou de outro tipo (bibliotecas de símbolos, por exemplo). É executado através do menu “Ferramentas/Gerenciador de complementos”, embora também possamos acessá-lo durante o processo de instalação.

Graças ao “Gerenciador de complementos” podemos acessar, além dos plugins não instalados por padrão, a todas as novas ferramentas que são publicadas posteriormente.

Na janela que aparece, a primeira opção que devemos selecionar é a fonte de instalação dos complementos:

Os complementos podem ter 3 origens:

  • O próprio binário de instalação. O arquivo de instalação que baixamos contém um grande número de complementos ou plugins, alguns dos quais não são instalados por padrão, mas estão disponíveis para sua instalação. Isto nos permite poder personalizar o gvSIG sem dispor de uma conexão com a internet.
  • Instalação a partir de um arquivo. Podemos ter um arquivo com um conjunto de extensões prontas para serem instaladas no gvSIG.
  • A partir de uma URL. Através de uma conexão com a Internet podemos acessar a todos os complementos disponíveis no servidor do gvSIG e instalar aqueles que necessitamos. A única diferença desta opção em relação a primeira é que pode ter ocorrido a publicação de complementos adicionais ou a atualização de complementos existentes depois da publicação da versão final do gvSIG.

Após selecionarmos a fonte de instalação, devemos clicar no botão “Próximo”, e será apresentada uma listagem dos complementos disponíveis.

A interface do administrador de complementos se divide em 4 partes:

  1. Listagem dos complementos disponíveis. É indicado o nome do complemento, a versão e o tipo. As caixas de verificação permitem diferenciar entre os complementos já instalados (cor verde) e os disponíveis (cor branca). Pode ser interessante revisar o significado de cada um dos ícones.
  2. Área de informação referente ao complemento selecionado em “1”.
  3. Área que mostra as “Categorias” e os “Tipos” em que se classificam os complementos. Clicando nos botões de “Categorias” e “Tipos” são atualizadas as informações desta coluna. Ao selecionar uma categoria ou tipo da listagem é executado um filtro que mostrará em “1” apenas os complementos relacionados com essa categoria ou tipo.
  4. Filtro rápido. Permite realizar um filtro a partir de uma cadeia de texto que o usuário introduza.

Em nosso caso vamos instalar uma nova biblioteca de símbolos. Para isto clicaremos na categoria “Symbols”, filtrando entre os plugins que são “bibliotecas de símbolos”:

Em seguida marcamos a biblioteca “G-Maps”:

Clicamos no botão “Próximo” e, terminada a instalação, no botão “Finalizar”. Uma mensagem indicará que é necessário reiniciar (no caso de instalar plugins funcionais isso é necessário, mas não quando instalamos bibliotecas de símbolos).

Agora vamos alterar a simbologia de alguma das nossas camadas, por exemplo “Locations”, e veremos os novos símbolos já estão disponíveis:

Podemos visualizar as bibliotecas de símbolos disponíveis na documentação.

E com este último exercício acabamos este atípico curso de introdução aos SIG. Esperamos que tenha servido para o aprendizado e, além disso, o resultado tenha sido tão divertido como foi para nós fazê-lo.

A partir daqui você já está preparado para se aprofundar na aplicação e ir descobrindo todo seu potencial. Um último conselho: utilize as lista de usuários para esclarecer qualquer dúvida ou para comunicar-nos qualquer problema que tenham encontrado:

http://www.gvsig.com/es/comunidad/listas-de-correo

E lembrem-se: gvSIG is coming!

Tags: geoprocessamento, gvSIG, tutorial, Game-of-Thrones

Aprendendo SIG com Game of Thrones (XIV): Mapas

February 28, 2018 — Eliazer Kosciuk

Neste penúltimo exercício do curso para aprender a bases dos Sistemas de Informação Geográfica através de exercícios práticos com dados de Game of Thrones vamos trabalhar com o documento “Mapa”.

Um documento Mapa é um conjunto de elementos de desenho de um mapa ou plano, organizados em uma página virtual, cujo objetivo é sua saída gráfica (impressão ou exportação para PDF). O que se vê no desenho é o que se obtém ao imprimir ou exportar o mapa ao mesmo tamanho de página definido. Em um Mapa podemos inserir dois tipos de elementos: Elementos cartográficos e de desenho.

Em nosso caso vamos criar um mapa com a rota seguida pelos irmãos Greyjoy, desenhado no exercício sobre “Edição gráfica”.

Após abrirmos nosso projeto no gvSIG, devemos acessar a janela do “Gerenciador de projetos”. Uma forma rápida é através do menu “Exibir/Gerenciador de projeto”. Selecionamos o tipo de documento “Mapa” e clicamos no botão “Novo”. Será aberta uma nova janela onde definiremos as características da página do Mapa.

Neste caso selecionaremos um “Tamanho de página” “A4”, com “Orientação” “Horizontal” e indicaremos que seja utilizada a Vista onde temos nossas camadas abertas em vez de “Criar nova Vista”. Se tivermos mais de uma Vista em nosso projeto, aparecerá uma listagem com todas elas.

Será criado um novo mapa, no qual será inserida a Vista indicada e que ocupa toda a superfície da página:

Clicando sobre os “quadrados pretos” que aparecem nos cantos e pontos médios do retângulo que define a extensão da Vista podemos alterar o seu tamanho. Deste modo vamos definindo nosso desenho do mapa. Clicando sobre o elemento Vista inserido e arrastando podemos deslocá-lo. Redimensionamos a Vista inserida e a deslocamos, passando em seguida a adicionar outros elementos cartográficos.

A maioria dos elementos cartográficos estão intimamente ligados ao documento Vista, de modo que as alterações realizadas na Vista serão refletidas no mapa (mudanças de zoom, deslocamentos, modificação de legendas, organização de camadas, etc.). Estas ferramentas estão disponíveis no menu “Mapa/Inserir“ e na barra de ícones correspondente.

Vamos começar inserindo a legenda. Esta ferramenta está disponível no menu “Mapa/Inserir/Legenda“ ou através do seu ícone:

A legenda sempre está associada com uma Vista inserida no Mapa e permite representar a simbologia das diferentes camadas dessa Vista. Após selecionarmos a ferramenta, devemos indicar o primeiro extremo do retângulo que define o espaço a ocupar pela legenda clicando sobre a área do Mapa no lugar desejado, e arrastrando até soltar no extremo oposto. Será mostrado um quadro de diálogo no qual poderemos definir as propriedades gráficas da legenda inserida:

Nesta janela podemos marcar quais camadas (e sua simbologia) queremos que apareçam na legenda.

Em seguida vamos inserir um símbolo de Norte. Esta ferramenta está disponível no menu “Mapa/Inserir/Norte“ ou em seu ícone correspondente:

Uma vez selecionada a ferramenta, indicaremos o primeiro extremo do retângulo que define o espaço a ser ocupado pelo símbolo do norte, clicando sobre a área do Mapa no lugar desejado e arrastrando até soltar no extremo oposto. Será mostrado um quadro de diálogo no qual poderemos definir as propriedades gráficas do norte inserido:

E o nosso Mapa terá o seguinte aspecto:

Para finalizar inseriremos um título com a ferramenta de “Inserir texto” (no menu Mapa/Inserir/Texto ou em seu ícone correspondente). O funcionamento é similar ao dos outros elementos, e neste caso o que indicaremos é o texto que queremos que apareça: “Greyjoy Brothers”.

A partir daqui e para não alongar demasiadamente o exercício recomendamos que seja revisada a documentação relacionada com o documento Mapa e que experimentem inserir escalas gráficas, caixas, etc, bem como provar as ferramentas de ajuda ao desenho. Com um pouco de prática poderemos realizar mapas realmente bem desenhados.

Depois de terminarmos o nosso mapa podemos exportá-lo como PDF através do ícone:

Já podemos enviar nosso arquivo PDF para todos os nossos contatos.

Como costumam dizer, a prática faz o mestre… sendo assim, já sabem…

Agora já falta apenas um artigo para finalizarmos nosso curso… não percam!

Tags: geoprocessamento, gvSIG, tutorial, Game-of-Thrones

Aprendendo SIG com Game of Thrones (XIII): Geoprocessamento

February 22, 2018 — Eliazer Kosciuk

As operações espaciais com dados geográficos para criar nova informação são conhecidos como Geoprocessos. Exemplos de geoprocessos são obter uma nova camada com as zonas de sobreposição entre duas camadas, uma camada que seja a área de influencia a uma determinada distância de outra camada, um mapa de densidade de pontos, etc.

O gvSIG Desktop conta com mais de 350 geoprocessos. Temos muitos algoritmos prontos para serem utilizados e ajudar-nos a analisar nossa informação espacial.

Na ajuda existe muita documentação sobre geoprocessamento; os links principais são:

A primeira coisa que precisamos saber é que acessamos as diferentes ferramentas de geoprocessamento através do menu “Ferramentas/Geoprocessamento/Caixa de ferramentas” ou através de seu ícone correspondente:
A partir da caixa de ferramentas poderemos realizar qualquer dos geoprocessos disponíveis no gvSIG Desktop. No nosso caso iremos aplicar dois geoprocessos diferentes.

Começaremos realizando uma junção espacial entre a camada “Locations” e a camada “Political”. Se consultarmos a ajuda deste geoprocesso, aprendemos que ele faz o seguinte: “A junção espacial permite transferir os atributos de uma camada a outra baseando-se em uma característica espacial comum”.


Se observarmos a imagem anterior, e imaginarmos que a camada de polígonos é “Political” e a de pontos “Locations” parece claro qual será o resultado: uma nova camada de pontos que conterá entre seus atributos os herdados da camada “Political”. Vamos lá…

Abrimos a “caixa de ferramentas” e buscamos o geoprocesso de “Junção espacial”. Se não soubermos onde se localiza podemos utilizar o buscador na parte inferior da janela, introduzindo uma parte do texto, como “junção”.


Vamos utilizar o primeiro dos geoprocessos filtrados. Para executá-lo damos um duplo clique sobre ele ou clicamos sobre ele com o botão secundário do mouse e selecionamos a opção “Executar” no menu contextual que aparece. Aparecerá uma janela como a próxima:


Como “Camada de entrada” selecionamos “Locations”. Como “Camada de revestimento” selecionamos “Political”. Se tiver dúvidas de como funciona um geoprocesso, consulte a ajuda que está disponível clicando no botão de informação da parte inferior direita da janela do geoprocesso (além de estar disponível no manual).

Se não indicarmos que a camada seja salva, será gerada uma camada temporária (isto é, será perdida ao fecharmos o projeto). Portanto, se quisermos preservar a camada resultante devemos selecionar essa opção neste momento, ou posteriormente exportar a camada temporária para uma nova camada.

Ao clicar “Aceitar” a nova camada é criada e adicionada na nossa Vista. Ao abrirmos sua “Tabela de atributos” veremos que tem os campos da camada “Locations”, mais os campos da camada “Political”:


Agora vamos a fazer um segundo geoprocesso, esta vez sobre um grupo de elementos selecionados desta camada que acabamos de criar. O que queremos analisar é se a extensão de território de “Riverlands” tem uma lógica em relação às localizações que contém.

Primeiramente selecionaremos da camada “Junção espacial” os elementos cujo campo “name_1” sejam iguais a “Riverlands”. Se precisar de ajuda com esta parte, revise o exercício de “Ferramentas de seleção”. O resultado da seleção deve ser similar ao da próxima imagem:


Agora abrimos novamente a “Caixa de ferramentas” e buscamos o geoprocesso “Mínima envolvente convexa (Convex Hull)”:


A ajuda nos diz que este geoprocesso calcula a “Envolvente convexa”, o polígono convexo de menor área que envolve todos os elementos vetoriais de uma “camada de entrada”.


Executamos o geoprocesso e abrirá uma janela como a seguinte:


Seleccionamos como “Camada de entrada” a de “Junção espacial” e tomemos o cuidado de que esteja marcada a opção “Feições selecionadas (Camada entrada)”. Deste modo o geoprocesso será executado unicamente sobre os elementos selecionados. Ao clicar em “Aceitar” será criada a nova camada com o seguinte resultado onde vemos que a área é muito similar ao território do Reino de “Riverlands”:


Isso é tudo por hoje… Depois de termos aprendido o procedimento para executar geoprocessos, somente nos resta experimentá-los… E agora só faltam dois artigos para nos despedirmos deste curso!

Tags: geoprocessamento, gvSIG, tutorial, Game-of-Thrones

Aprendendo SIG com Game of Thrones (XII): Edição gráfica

February 19, 2018 — Eliazer Kosciuk

Complementando um exercício anterior no qual havíamos tratado a edição de tabelas, neste veremos a edição gráfica. As ferramentas de edição gráfica permitem criar e editar dados vetoriais. A única coisa que devemos observar é que determinados formatos de dados são somente de leitura e não permitem a edição.

Para adicionar ou modificar elementos de uma camada é necessário que a camada esteja ativa e em modo de edição. Em função do tipo de camada a editar estarão disponíveis determinadas ferramentas (para pontos, linhas e/ou polígonos).

Estas ferramentas estão disponíveis a partir do menu “Camada“ nos submenus “Remover”, “Inserir” e “Modificar”, do menu “Editar” e na barras de ícones correspondentes.

Como sempre comentamos, este é um curso básico de introdução aos SIG, mas se quiser conhecer em detalhe todas as ferramentas de edição recomendamos consultar o manual do gvSIG Desktop:

Feita esta breve introdução, vamos realizar a nossa prática com os dados de Game of Thrones.

Nosso exercício consistirá em criar uma camada nova na qual iremos adicionando as rotas ou viajes que seguem cada um dos protagonistas da saga. Nesse caso, desenharemos o caminho percorrido pelos irmãos Greyjoy de Pyke a Meereen passando por Volantis.

O primeiro passo será criar uma nova camada (no formato shapefile). Encontramos esta ferramenta no menu “Vista/Nova camada”.

A interface irá guiando nossos passos para criar a nova camada:

figura12_01

Devemos selecionar “Criação de nova camada Shape” e clicar no botão “Próximo”.

figura12_02

No próximo passo, “Arquivo de saída”, indicamos o nome e o caminho onde será salva a nova camada (por exemplo podemos chamá-la “Routes”). Uma vez definido devemos clicar no botão “Próximo”.

figura12_03

Neste passo podemos definir o tipo de camada: Point (Pontos), Curve (Linhas), Surface (Polígonos) ou Multipoint (Multipontos). No nosso caso, por querermos representar rotas, necessitamos uma camada de linhas. Portanto, selecionamos o tipo de geometria “Curve”.

Com o botão “Adicionar campo” podemos adicionar campos de atributos à nova camada. Adicionaremos um que chamaremos “Name”, do tipo “String” (cadeia de texto) que servirá para identificar cada rota.

figura12_04

Se quisermos adicionar outros campos, podemos fazê-lo agora. Uma vez definida a tabela de atributos, clicamos no botão “Próximo”.

figura12_05

Por último selecionamos a opção de adicionar a nova camada à Vista. Para terminar clicamos no botão “Finalizar”. Já temos a nova camada em nossa Vista. Uma camada vazia, sem elementos, e que agora devemos começar a preencher de conteúdo.

Para facilitar o desenho da rota, como já vimos no exercício “Rotulagem”, vamos rotular a camada “Locations”, o que nos permitirá identificar facilmente os lugares pelos que passam o caminho que iremos desenhar: Pyke, Volantis e Meereen. Também podemos utilizar as ferramentas de seleção e o “localizador por atributo” para identificar estas localizações.

Em primeiro lugar vamos tornar editável a nossa camada. Com a camada ativa, podemos fazê-lo no menu “Camada/Iniciar edição” ou no menu contextual que aparece ao clicar com o botão secundário sobre a camada no TOC ou Tabela de conteúdos.

figura12_06

Quando uma camada está em edição seu nome altera para a cor vermelha:

figura12_07

Além disso, podemos ver que apareceram novas barras de ferramentas que permitem tanto desenhar novos elementos como editar os já existentes:

figura12_08

A última alteração na interface se situa na parte inferior da Vista, onde podemos expandir ou contrair uma barra de comandos:

figura12_09

Antes de começar o desenho do caminho devemos conhecer duas ajudas fundamentais ao desenho. Com a roda do mouse, movendo para frente e para trás, podemos alterar a escala de visualização. Com a roda do mouse clicada podemos deslocar-nos pela cartografia.

Para começar a desenhar a rota selecionamos a ferramenta “Desenhar polilinha”:

figura12_10

Nos posicionamos perto de Pyke e clicamos com o mouse, e já temos o primeiro ponto da nossa rota. Agora iremos utilizando a roda do mouse para navegar pela cartografia e ir adicionando pontos intermediários até chegar a Volantis, e posteriormente a Meereen. Após posicionarmos o último ponto clicamos com o botão secundário do mouse e no menu contextual que aparece selecionamos a opção “Finalizar”. Como vimos no exercício de “Edição de Tabelas” agora poderíamos editar seus atributos e colocar, por exemplo, “Greyjoy brothers” para identificar esta viajem.

Em seguida poderíamos adicionar novas rotas, cada uma das quais seria um novo elemento da camada. Neste caso paramos por aqui, portanto acessamos o menu “Camada/Terminar Edição”.
O resultado será similar ao seguinte:

figura12_11

Vocês já estão preparados para praticar e conhecer em profundidade as demais ferramentas de edição! E também podem praticar as ferramentas que já vimos anteriormente, por exemplo adicionando como hyperlink uma imagem identificativa de cada rota.

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Nos vemos novamente no antepenúltimo artigo deste curso, no qual faremos uma introdução ao geoprocessamento.

Tags: geoprocessamento, gvSIG, tutorial, Game-of-Thrones

Aprendendo SIG com Game of Thrones (XI): Rotulagem

February 17, 2018 — Eliazer Kosciuk

Depois de introduzirmos a simbologia do gvSIG Desktop no exercício anterior, neste vamos trabalhar com a “Rotulagem”.

Um rótulo é um texto descritivo baseado em um ou vários atributos de uma entidade. Os rótulos são posicionados dinamicamente sobre ou próximo dos elementos de uma camada, e são representados em função das características de rotulagem definidas pelo usuário. É importante notar que os rótulos não podem ser diretamente manipulados pelo usuário.

No gvSIG há duas modalidades para gerar a rotulagem de uma camada, uma rápida e muito simples, e outra mais complexa mas que permite definir um grande número de características da rotulagem.

Do mesmo modo que na simbologia, são muitas as ferramentas que nos permitem caracterizar uma rotulagem, pelo que recomendamos que revises a seção de “Rotulagem”do manual do usuário.

Vamos fazer um primeiro exercício de rotulagem básica sobre a camada “Political”. Primeiramente temos que abrir a janela de “Propriedades” da camada. Com a camada ativa encontramos esta opção no menu “Camada/Propriedades” ou então, ao clicarmos diretamente com o botão secundário do mouse sobre a camada será aberto um menu que inclui o acesso às suas “Propriedades”. Vamos na aba “Rotulagem” da janela de “Propriedades da camada”. Se marcamos a opção “Ativar rotulagem” já teremos disponíveis todas as opções do que chamamos rotulagem básica.
figura11_01O ponto principal é definirmos o campo da Tabela de atributos da camada que queremos utilizar para gerar a rotulagem. No nosso caso selecionamos o campo “name”, que contém o nome. Digitamos, por exemplo, um tamanho de fonte de “12” e os valores restantes deixamos com os valores padrão. Clicamos no botão “Aplicar” e/ou “Aceitar” e já veremos o resultado refletido na Vista.

figura11_02

Ocultar (ou voltar a ativar) a rotulagem é tão simples como ir na aba “Rotulagem” das “Propriedades da camada” e marcar ou desmarcar a opção “Ativar rotulagem”.

Se queremos fazer rotulagens mais elaboradas, devemos selecionar na aba “Rotulagem” a opção “Rótulos definidos pelo usuário” em lugar da que aparece por padrão de “Atributos da etiqueta definidos na tabela”. E no menu suspenso “Classes” selecionamos o “Método” definido como “Rotular todas as feições da mesma maneira”. O aspecto da janela será alterado e passará a ser semelhante ao da imagem:

figura11_03

Como já comentamos, nesta modalidade são muitas as opções, pelo que recomendamos aprofundar e experimentar com a ajuda do manual de usuário. No nosso caso vamos a fazer uma alteração simples na rotulagem já existente.

Clicamos no botão de “Propriedades” e será aberta uma nova janela:

figura11_04

A primeira coisa que devemos definir é a expressão de rotulagem. Para isto clicamos no botão “…” da primeira linha da tabela de “Expressão de rotulagem”. Na janela que se abre indicamos que queremos rotular pelo atributo “name”, selecionando o campo e clicando em “Adicionar campo”. Poderíamos complicar a expressão de rotulagem com tudo o que quiséssemos, mas neste caso utilizaremos unicamente o atributo “name” que usamos também na rotulagem básica.

figura11_05

Ao clicar em “Aceitar” vemos que a expressão já aparece na “Expressão de rotulagem”:

figura11_06

Agora vamos utilizar uma opção não disponível na rotulagem básica, o halo. O halo pode ser útil em muitos casos para melhorar a visualização dos rótulos. Marcamos a opção “Usar halo” e selecionamos uma cor para o halo. Neste momento podemos selecionar outras características como o tipo, a cor e o tamanho da fonte.

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Uma vez definidas as características da Rotulagem clicamos em “Aceitar”. A janela é fechada e voltamos na de “Propriedades da camada/Rotulagem”. Agora vamos entrar nas opções de “Colocação”; ao clicar no botão será aberta a seguinte janela:

figura11_08

Selecionamos a opção “Eliminar rótulos repetidos” (experimentem com outras opções para ver a diferença) e aceitamos. Aplicamos a rotulagem e já temos o resultado que buscávamos.

figura11_09

Terminamos aqui este exercício, mas recomendamos que explorem as opções muito interessantes existentes, como a que permite rotular de forma diferente em função da escala de visualização. Lembramos também que as opções de rotulagem se alteram em função do tipo de geometrias da camada (pontos, linhas e polígonos).

Agora só faltam quatro artigo para terminarmos este mini-curso. Esperamos que estejam gostando desta original introdução aos SIG.

Tags: geoprocessamento, gvSIG, tutorial, Game-of-Thrones