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Geo ideias em formato aberto

gvSIG no combate ao crime: estudo da criminalidade em Ananindeua

September 18, 2019 — Eliazer Kosciuk

Compartilho com vocês a palestra que a Professora Tatiana Pará ministrou durante as 8as Jornadas Brasileiras de gvSIG, promovidas pelo Departamento de Geoprocessamento da UFSM no dia 12/09/2019, onde ela abordou o assunto: Aplicação de uso do gvSIG - Estudo da Criminalidade em Ananindeua.

Você pode baixar a apresentação em PDF aqui.

A professora Tatiana Pará é professora de Geotecnologias no Instituto Federal Pará - Campus Castanhal. Para entrar em contato com ela:

Contatos da comunidade gvSIG Brasil:

Recorte, reclassificação e vetorização de raster no gvSIG

August 28, 2019 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal! Fazendo uma pequena parada antes de estudarmos o próximo índice radiométrico da série, vamos acatar a sugestão do nosso amigo Gilberto Cugler de aproveitarmos o resultado do raster NDVI que geramos no último artigo e estudarmos algumas das ferramentas que o gvSIG disponibiliza para lidarmos com arquivos raster.

Recortando a camada raster

Para começarmos nossos trabalhos, vamos recortar do raster a nossa área de interesse, que nesse exemplo será a área do município que estamos estudando. Os arquivos para esse exercício (camada raster do NDVI e o shape do município) podem ser baixados aqui. Criamos uma Vista no gvSIG com EPSG 23722 e inserimos nela os arquivos que baixamos. Devemos estar com uma área de trabalho semelhante a essa, conforme visto anteriormente (apliquei a tabela de cores ao NDVI):

Área de trabalho inicial

Para recortarmos a camada raster, abrimos a "Caixa ferramentas" e selecionamos o geoprocesso "Recortar camada raster com camada de polígonos".

Caixa de ferramentas - Reclassificação

Em "Camada raster > Camada a cortar" selecionamos a camada raster que queremos cortar (NDVI, nesse caso), em "Camada vetorial > Polígonos" selecionamos a camada contendo o limite do município, e em seguida clicamos em "Aceitar".

Janela - Recortar camada raster com camada de polígonos

E teremos a nossa camada de estudo já inserida na área de trabalho:

Área de trabalho - imagem raster recortada

Podemos excluir as camadas que usamos para gerar essa última, e passaremos para o próximo passo.

Reclassificação de arquivos raster

Para fins de visualização, apliquei novamente a tabela de cores NDVI no raster gerado:

NDVI com tabela de cores

Observe que, muito embora estamos visualizando o raster dividido em 10 classes, cada pixel dele continua com valores entre -1,0 e 1,0, o que pode ser comprovado se utilizarmos a ferramenta de "Informação por ponto", conforme já vimos no artigo anterior.

Se quisermos calcular qual a área de vegetação apresenta um desenvolvimento vigoroso, por exemplo, precisaremos aplicar uma reclassificação à imagem raster que temos, de modo que cada pixel da imagem tenha um valor apenas para cada faixa de valores que definirmos.

Para aplicar uma reclassificação, abrimos novamente a "Caixa de ferramentas" e selecionamos o geoprocesso "Reclassificação":

Caixa de ferrmentas - Reclassificação

Na opção "Camadas raster > Camada a reclassificar" selecionamos a camada que queremos reclassificar. Em "Opções", "Método", selecionamos a opção "Min < x < Máx"; em "Tabela de correspondências", vamos clicar no botão "..." ao lado da opção "Tabela fixa 1x3".

Janela geoprocesso Reclassificação

Abrirá uma nova janela, onde poderemos estabelecer os limites que desejamos aplicar à nossa reclassificação:

Janela de entrada de dados da tabela de reclassificação Vamos aplicar a seguinte tabela para reclassificar nosso raster, lembrando sempre que os valores esperados estão entre -1,0 e 1,0: | Faixas | Interpretação | Novo valor | |--|--|--| | -1,0 a 0,0 | Plantas mortas ou objeto inanimado (solo nú, cursos de água, construções, ...) | 1 | | 0,0 a 0,33 | Plantas não saudáveis | 2 | | 0,33 a 0,66 | Plantas moderadamente saudáveis | 3 | | 0,66 a 1,0 | Plantas saudáveis | 4 |

Para isso, vamos inserindo os valores "mínimo" e "máximo" e "novo valor" nas células correspondentes da tabela (lembre de utilizar o ponto (".") como separador de decimal), clicando no botão "Adicionar linha" para adicionar as linhas que necessitamos.

Tabela de reclassificação a ser aplicada

Observe que temos a opção de "Salvar" a tabela criada, para que possamos utilizá-la em outras situações, o que pode ser feito através da opção "Abrir".

Ao terminarmos, podemos clicar em "Aceitar", que teremos a nossa tabela de reclassificação pronta para ser aplicada sobre o raster (Note que agora alterou para "Tabela fixa 4x3). Para isso, basta clicarmos na opção "Aceitar" na janela "Reclassificação", e teremos a nossa nova camada inserida na área de trabalho:

Resultado da reclassificação

Utilizando novamente a ferramenta "Informação por ponto" podemos verificar que os pixels do raster agora apresentam os valores variando entre 1 e 4, conforme definimos na nossa tabela de reclassificação.

Se quisermos , podemos definir uma nova tabela de cores para o nosso raster, refletindo os novos valores:

Reclassificação com tabela de cor aplicada

Vetorizando

Para que possamos calcular a área de cada classe que definimos, precisamos transformar o nosso raster em um vetor, através do geoprocesso "Vetorizar camada raster (polígonos)", que pode ser encontrada na "Caixa de ferramentas":

Caixa de ferramentas - Vetorizar camada raster (polígonos)

O único parâmetro que precisamos definir é a "Camada de entrada". Cuide para selecionar a camada correta.

Janela Vetorizar camada raster (polígonos)

Clicando em "Aceitar", o geoprocesso será aplicado, e a nova camada será inserida na área de trabalho. Observe que já aplicamos uma nova simbologia, para refletir as quatro classes que definimos:

Camada vetorizada, com simbologia aplicada

Concluída esta fase podemos passar para o nosso último passo:

Calculando as áreas de cada classe de vegetação

Primeiramente, vamos calcular a área de cada polígono: com a camada vetorial selecionada no ToC, abra a sua tabela de atributos (menu "Camada > Mostrar tabela de atributos" ou através do ícone correspondente na barra de ícones: Ícone Mostrar tabela de atributos). Visualizaremos a tabela de atributos da nossa camada:

Tabela de atributos da camada

Em seguida, clique no menu "Tabela > Adicionar medição > Área" (ou utilize o ícone: Ícone: Área). Abrirá uma janela com o aviso: "Serão adicionados novos campos na tabela. Deseja continuar?". Clique em "Sim". Terminado o processamento poderemos conferir que foi acrescentado o campo "Área" na tabela, contendo o valor da área de cada polígono.

Tabela de atributos com campo Área inserido

Para calcular a área de vegetação com desenvolvimento vigoroso, por exemplo, precisamos clicar sobre a coluna "Área" na tabela de atributos e, em seguida, utilizar a ferramenta de seleção por atributos, que pode ser acessada através do menu "Seleção > Seleção por atributos" ou do ícone correspondente: Ícone Seleção por atributos.

Na janela que abre, selecionaremos o campo "Resultados" na lista de "Campos", clicamos no botão "=" e, em seguida, no campo "Valores conhecidos", selecionamos o campo "4", que corresponde ao valor referente às áreas de vegetação com desenvolvimento vigoroso. Depois, clicamos no botão "Novo conjunto" e, depois, em "Aceitar".

Janela de Seleção por atributos

Na área de trabalho poderemos visualizar as áreas selecionadas:

Camada vetorizada com seleção aplicada

Agora, para calcular a área de vegetação com desenvolvimento vigoroso, precisamos clicar sobre a coluna "Área" na tabela de atributos e, em seguida, utilizarmos a ferramenta de Estatísticas, através do menu "Tabela > Estatísticas", ou através do ícone: Ícone Estatísticas.

Janela de Estatísticas da tabela - campo Área

Na janela que abre, no primeiro campo nos é informada a soma de todos os campos "Área" das geometrias selecionadas: 1.506923E8, isto é, 150.692.300 m² ou 15.069,23 ha.

Para sabermos qual a unidade de medida da área, podemos observar a barra de status do gvSIG, no canto inferior direito: gvSIG, Barra de status

Para calcular as áreas das outras classes devemos repetir o procedimento utilizado.

Tags: gvSIG, geoprocessos, geoprocessamento, raster

Índices radiométricos no gvSIG: NDVI

August 19, 2019 — Eliazer Kosciuk

Esse é o primeiro artigo da série "Índices radiométricos no gvSIG". Para uma lista completa dos artigos já publicados, acesse o índice da série.

NDVI, a teoria:

Quando falamos sobre índices de vegetação, quase automaticamente lembramos do NDVI. Muito embora esse não seja o único índice de vegetação (longe disso), é um dos mais conhecidos e mais utilizados.

O Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (Normalized Difference Vegetaion Indice, em inglês) é baseado na relação entre os comprimentos de onda vermelho e infravermelho próximo: a clorofila das plantas absorve grande parte das ondas visíveis (vermelha), enquanto que a estrutura das plantas reflete fortemente as ondas do infravermelho próximo.

Explicando de modo superficial, uma planta saudável irá conter grande quantidade de clorofila, absorvendo fortemente a luz no espectro visível e refletindo fortemente as ondas no espectro infravermelho próximo. Se uma planta está doente, afetada por pragas, sofrendo competição com plantas invasoras, ou ainda, entrando em processo de senescência, a relação será inversa. Baseados nesse conhecimento, podemos estimar como está a saúde das plantas, ou o seu estádio de desenvolvimento.

Para calcularmos o NDVI, utilizamos a seguinte fórmula:

NDVI = (NIR - R) / (NIR + R)

Onde:

  • NIR: Banda do Infravermelho Próximo
  • R: Banda do Vermelho

Ao realizarmos o cálculo entre as bandas, pixel a pixel, resultará em uma imagem com pixeis que terão uma variação de valor entre -1 e 1. Quanto mais próximo de 1, maior é atividade vegetativa no local representado pelo pixel. Valores negativos ou próximos a zero indicam áreas de água, edificações, solo nú, ou seja, onde há pouca ou nenhuma atividade vegetativa.

Algumas das principais aplicações do NDVI:

  • estimativa da saúde da vegetação (consequentemente, do estado de saúde das lavouras);
  • acompanhamento da fenologia das plantas;
  • indicador de áreas de seca (indicador da umidade do solo);
  • estudo de estresse hídrico;
  • indicador de índice de área de folhagem (Leaf Area Index, ou LAI);
  • Monitoramento de carbono;
  • Detecção de danos provocados por pragas;
  • Mapeamento de áreas agrícolas;

Entre muitos outros usos que podem ser encontrados numa pesquisa rápida na literatura disponível. Mas, vamos deixar a teoria de lado, e vamos partir para a prática:

NDVI no gvSIG, a prática:

Para calcularmos o NDVI no gvSIG, precisamos primeiramente de uma imagem da área que desejamos estudar, que tenha disponíveis as bandas infravermelho próximo e vermelho, por razões óbvias. Lembramos que cada satélite tem a sua composição de bandas, e compete ao técnico saber quais as bandas devem ser utilizadas.

Neste exemplo, estaremos utilizando uma imagem do satélite Sentinel-2, que tem a banda Vermelho no canal B04, e a banda Infravermelho Próximo no canal B08. Você pode baixar a imagem que estamos utilizando aqui, ou pode utilizar a sua própria imagem.

Abra o gvSIG, crie um novo projeto, modifique o sistema de referência para EPSG 32722 (ou o sistema de referência da sua imagem) e insira as duas bandas raster no projeto. No final do processo deveremos estar com uma área de trabalho semelhante a essa:

Área de trabalho com as bandas 04 e 08 do Sentinel-2 inseridas

Método 1: utilizando a calculadora raster

O gvSIG disponibiliza uma ferramenta para realizarmos operações com camadas raster: a Calculadora raster, que está incluída dentro da Caixa de ferramentas, que pode ser acessada através do menu "Ferramentas > Geoprocessamento > Caixa de ferramentas", ou clicando no ícone correspondente (Ícone Caixa de ferramentas) da barra de ícones.

Aberta a janela da Caixa de ferramentas, vamos fazer uma busca pela Calculadora raster;

Caixa de ferramentas - Calculadora raster

Encontrada a opção, basta dar um duplo clique sobre ela para abrir a janela de diálogo correspondente.

Para calcularmos o NDVI, precisamos digitar a fórmula na janela de textos da ferramenta, lembrando de substituir a NIR e R pelas bandas correspondentes (B08 e B04, respectivamente, neste exemplo). A fórmula final deverá ser semelhante a essa:

(B08 Band 1 - B04 Band 1) / (B08 Band 1 + B04 Band 1)

Inserindo a fórmula do NDVI na Calculadora Raster

Podemos deixar marcada a opção "Salvar em arquivo temporário", ou podemos designar um nome e local para o arquivo que será gerado, clicando no botão "...".

Depois, basta clicarmos no botão "Aceitar", aguardarmos o tempo necessário para que os cálculos sejam realizados, e obteremos o nosso raster com o índice NDVI calculado para a imagem que disponibilizamos.

Raster resultante do cálculo do índicie NDVI

Método 2: utilizando a opção "NDVI" da Caixa de ferramentas

A Caixa de ferramentas do gvSIG disponibiliza diretamente algumas rotinas para calculo de índices radiométricos, sem que seja necessário utilizar a Calculadora raster. Para utilizarmos esta opção, com as duas bandas raster inseridas na nossa área de trabalho, basta abrirmos a Caixa de ferramentas, e fazermos uma busca por "NDVI".

Caixa de ferramentas - Índice NDVI

Ao darmos um duplo clique sobre a mesma, abrirá a janela "NDVI", onde precisaremos apenas selecionar qual é a camada correspondente a Banda vermelho e a Banda infravermelho próximo, decidirmos se queremos que o resultado seja gerado em um arquivo temporário, ou se já queremos salvar como um arquivo de imagem, e clicarmos em "Aceitar".

NDVI - Definição de parâmetros

Finalizado o processo, teremos a nossa camada NDVI inserida no ToC.

Resultado final do geoprocesso NDVI

Comprovando se funcionou

Para sabermos se obtemos um resultado correto no nosso cálculo do NDVI, podemos lançar mão da ferramenta informação por ponto, que pode ser acessada através do menu "Camada > Consulta > Informação por ponto", ou através do ícone correspondente na barra de ícones: (Ícone - Informação por ponto).

Ao usarmos esta ferramenta, estando com a camada resultante do cálculo do NDVI selecionada no ToC, podemos navegar sobre a imagem, que a região por onde estivermos passando irá aparecer em zoom na janela "Informação por ponto". Basta clicar sobre o ponto que quisermos conhecer suas informações, e as mesmas aparecerão na lista de características que estão na janela. Podemos clicar em diversos pontos e comprovar que os valores estão entre -1 e 1, conforme esperado.

Janela de Informação por ponto

Utilizando as tabelas de cor

Vamos agora deixar nossa imagem NDVI com uma informação mais visual, que possamos interpretar com um simples "bater de olho". Para isso, vamos usar as "Tabelas de cor" do gvSIG.

Para acessá-las, com a camada "NDVI" selecionada no ToC, podemos utilizar quatro caminhos diferentes:

  • através do menu "Camada > Camada raster > Tabelas de cor";
  • através das teclas de atalho "Ctrl + Alt + t";
  • através do menu contextual da camada, que acessamos ao clicarmos com o botão secundário do mouse sobre o nome da camada no Toc, e a seguir selecionamos a opção "Tabelas de cor";
  • ou ainda através da barra de ícones, na seção destinada às ferramentas raster, selecionando "Camada raster" no primeiro ícone, e "Tabelas de cor" no segundo ícone.

Barra de ferramentas de geoprocessos raster

Aberta a janela "Tabelas de cor", precisamos escolher uma tabela de cor que seja representativa para a informação que queremos mostrar. Vamos usar uma nova tabela, que criei especialmente para o uso com imagens NDVI, que pode ser baixada aqui (clique com o botão secundário do mouse sobre o link e escolha a opção "Salvar como").

Baixado o arquivo, precisamos importá-lo no gvSIG. Usaremos a opção "Importar biblioteca", na barra de ícones localizada logo abaixo da lista de "Bibliotecas":

Barra de ícones

Terminado a importação, já podemos utilizar nossa nova tabela de cores. Para tanto, primeiramente devemos ativar a opção "Ativar tabelas de cor". Após ativada, já podemos ter uma prévia de como ficará nossa imagem raster na seção "Vista prévia", que irá refletindo todas as alterações que fizermos. Como desejamos aplicar intervalos previamente definidos, que estão embutidos na tabela de cor, precisamos desativar a opção "Ajustar limites".

Tabela de cor aplicada

Ao clicamos no botão "Aceitar", a tabela de cores será aplicada à imagem raster do NDVI, e poderemos conferir o resultado final:

NDVI - Resultado final

Levando em conta que esta imagem foi obtida no início do mês de agosto de 2019, fazendo uma análise superficial, podemos observar que as áreas tendendo ao vermelho representam as áreas de corpos d'água, solo nú, áreas onde a vegetação está em processo de senescência ou áreas dessecadas para o início do plantio. Áreas com cores verde claro representam vegetação com um grau normal de desenvolvimento e vigor (possivelmente áreas de culturas de inverno, cobertura de solo ou pastagens de inverno). Áreas de coloração verde intensa são áreas onde a vegetação apresenta desenvolvimento vigoroso, com grande probabilidade de serem áreas de matas nativas ou cultivadas.

Links para artigos:

Alguns links básicos sobre o assunto. Se tiverem mais algum link, podem deixar nos comentários que irei incluindo.

Tags: gvSIG, geoprocessamento, geoprocessos, NDVI, indices-radiometricos

Novos grupos de gvSIG no Telegram

July 30, 2019 — Eliazer Kosciuk

A interação com os usuários do nosso programa gvSIG é primordial e qualquer novo canal de comunicação é sempre bem vindo. A Associação gvSIG segue disponibilizando o uso das listas de discussão como principal forma de contato com os usuários, quer seja pelo grande número de usuários, quer seja pelo histórico que fica disponível a todos. No entanto, um chat pode ser um canal de interação que pode ser interessante em muitos momentos e situações, e que pode perfeitamente complementar as formas de contato dos usuários com o time do gvSIG.

Baseados na sugestão do usuário do twitter @ideaplusgeo (alterego desse que vos fala), a Associação gvSIG resolveu criar um novo grupo no Telegram, destinado ao gvSIG Suite. O grupo é aberto a qualquer pessoa que queira participar, e será um prazer contar com a sua presença. Nesse grupo já estão participando os membros da Associação gvSIG, usuários e desenvolvedores.

Grupo gvSIG Suite no Telegram

Aproveitando este fato, estamos abrindo também um grupo no Telegram voltado para os usuários de língua portuguesa, o grupo gvSIG Brasil, um espaço para compartilharmos dicas, tutoriais, links, dúvidas, entre outros assuntos relacionados ao gvSIG, em português. Esse espaço vem se somar ao grupo gvSIG Brasil no Facebook, no qual você também é convidado a participar.

Grupo gvSIG Brasil no Telegram

Se você é um usuário e/ou desenvolvedor, ou ainda, quer conhecer mais sobre esse excelente SIG, aproveite e venha participar de nossas comunidades

Tags: gvSIG, geonews

4º gvSIG Festival: palestras e apresentações

March 29, 2019 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Durante os dias 27 e 28 de março foi realizado o 4º gvSIG Festival, as Jornadas virtuais do gvSIG, que nesse ano teve um incentivo à participação das mulheres que fazem parte da comunidade gvSIG.

Com participação on line aberta ao público e totalmente sem custos, ocorreram treze excelentes palestras abordando os mais diversos assuntos onde o gvSIG foi o protagonista. Se você não pode acompanhar, ou se quiser rever as palestras, disponibilizo a seguir os links para os videos das apresentações do canal gvSIG no YouTube:

Soluciones gvSIG para Agricultura en la Generalitat Valenciana

Los SIG como herramienta ​​​​​​​de realización de la justicia social

gvSIG como apoyo en la cartografía y deslizamientos y caída de bloques

gvSIG para identificação de áreas ​​​​​​​para instalação de usinas fotovoltaicas

gvSIG Mobile para levantamiento de mobiliario en parques urbanos

Geochicas o el empoderamiento de mujeres ​​​​​​​en el mundo Geo latinoamericano

Programa Copernicus y servicio territorio ​​​​​​​de Copernicus en España

Observatorio Ambiental Nacional, software libre para difundir datos abiertos del ambiente en Uruguay

Geopaparazzi: state of the art of the ​​​​​​​digital field mapping application

Analysis of extreme events ​​​​​​​with the HortonMachine tools

Diez años de Enseñanza Universitaria (2009-2019) con gvSIG

(Palestra ainda não liberada no YouTube. Assim que for disponibilizada eu atualizo).

How can I get a diverse team?

¿Cómo puedo conseguir un equipo diverso?

Aproveitem para conhecer um pouco mais sobre o gvSIG, e nos vemos no próximo post!

Tags: gvSIG, webinarios, geonews

Voltando do limbo

March 20, 2019 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Primeiramente, as notícias boas: voltamos!

Quem acessou o blog nos últimos tempos deve ter notado que havíamos regredido para 2014... Por uma série de problemas com o motor do blog, o WordPress, acabamos perdendo TODOS os artigos escritos nos últimos 5 anos!!! Conseguimos recuperar a maior parte do conteúdo graças a essa maravilhosa máquina do tempo que é o Internet Archive, mas deu um trabalho enorme.

Aproveitando a ocasião para transformar os limões que recebi em uma deliciosa limonada, abandonei o WP e voltei para a simplicidade do site estático na pureza do html. Ainda estou reestruturando o site, então não estranhe o tema, a falta de formulário de contato, a falta dos comentários nos artigos, e um punhado de outras facilidades que estavam à disposição. Conforme formos avançando, elas voltarão a esterem à disposição, mas a prioridade agora é colocar todo o conteúdo antigo online novamente.

Por falar em conteúdo, estou reativando a série de postagens Aprendendo SIG com Game of Thrones, mas estarei disponibilizando os demais artigos nos próximos dias e, assim que recuperarmos o conteúdo antigo, estaremos voltando a escrever sobre o Geoprocessamento com tecnologias livres, em especial utilizando o gvSIG.

Nos vemos em breve!

Livro gratuito: “Aprendendo SIG com Game of Thrones”

March 20, 2018 — Eliazer Kosciuk

Aprendendo SIG com Game of Thrones

Talvez você que gostaria de aprender a trabalhar com um Sistema de Informações Geográficas e não sabia por onde começar… Aproveitando o fato de que a série (e os livros) “Game of Thrones” está em evidência na mídia, recomendamos que você faça uso do livro que estamos disponibilizando neste momento: “Aprendendo SIG com Game of Thrones”.

Este livro é uma compilação de uma série de artigos que foram publicados originalmente no blog oficial do gvSIG (em espanhol e em inglês), e que foram traduzidos para o português por mim (com a devida autorização, é claro). O objetivo é que qualquer pessoa, sem conhecimentos prévios e através de uma série de exercícios práticos, aprenda a trabalhar com um SIG de uma forma leve e divertida.

Todo o material necessário para seguir o curso está disponibilizado de forma livre e gratuita, tanto o software gvSIG Desktop – um SIG livre utilizado em mais de 160 países – como os dados (os links para download estão no livro), e este tutorial está distribuído sob licença Creative Commons.

No final do livro foram adicionados uma série de links para quem quiser se aprofundar na aprendizagem do trabalho com Sistemas de Informações Geográficas.

O livro pode ser baixado em: http://downloads.gvsig.org/download/documents/books/LivrogvSIGGoT_pt-BR.pdf

Faça um bom uso!

Observação: se você não conseguiu acompanhar a série de artigos traduzidos, aqui estão os links para o material:

Tags: geoprocessamento, gvSIG, Game-of-Thrones

Georreferenciando uma imagem do Google Earth no gvSIG 2.x

March 15, 2018 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

A partir da versão 2 do gvSIG é possível inserir uma imagem do Google Earth (ou do Bing Maps) diretamente através da opção “Vista > Inserir camada”, e na janela que se abre, acessando a aba “WebMaps”, onde estaremos inserindo uma imagem diretamente dos servidores do Google Earth, e poderemos salvá-la, já georreferenciada automaticamente, através da opção “Vista > Exportar > Exportar Vista para imagem” (ou através do atalho Ctrl + Alt + V).

Mesmo assim, outro dia surgiu uma pergunta de como deveríamos fazer para georreferenciar no gvSIG uma imagem salva através do programa Google Earth. Esse tutorial pretende dar uma das soluções possíveis, e que eu achei ser uma das mais diretas e mais fáceis. Pode haver outras soluções… se você souber de outra, sinta-se a vontade para usar os comentários mais abaixo.

Um esclarescimento: esse não será um tutorial completo sobre como georreferenciar imagens no gvSIG (talvez em outro momento eu faça um, se houver demanda). Portanto, se você não está familiarizado com o processo de georreferenciamento no gvSIG, talvez seja interessante dar uma revisada no manual: http://downloads.gvsig.org/download/web/es/build/html/user_manual/2.3/manual/037.html, na seção de georreferenciamento.

Dito isso, vamos ao trabalho: em primeiro lugar, abra o Google Earth, e selecione a imagem que você quer salvar. Cuide para que o Norte esteja para cima, pois facilitará nosso trabalho depois. Vá em “Arquivo > Salvar > Salvar imagem”, remova todas as “firulas” e salve a sua imagem.

Em seguida, crie uma pasta na seção “Meus Lugares”, e com essa pasta selecionada, adicione vários pontos de controle dentro da imagem que você está trabalhando (no mínimo de 4 a 6 pontos). Salve novamente a imagem, agora com os pontos de controle.

Para encerrar o trabalho no Google Earth, clique com o botão direito do mouse sobre a pasta que você criou, no menu que aparece clique na opção “Salvar lugar como”, e salve como arquivo .kml os pontos de controle que criamos.

Agora, no gvSIG, crie uma nova vista com EPSG 4326, e adicione a segunda imagem (a dos pontos) e o arquivo kml dos pontos de controle. Se os pontos não estiverem aparecendo, clique com o botão direito sobre a camada no ToC, e escolha a opção “Zoom na camada”.

Em seguida, vamos acessar o georreferenciamento: com a camada da imagem selecionada no ToC, clique em “Camada > Transformações Geográficas > Georreferenciamento”, ou através dos ícones correspondentes:

Abrirá uma nova janela, onde configuraremos o nosso geoprocesso:

Em “Tipo de georreferenciamento”, selecionamos a opção “Com cartografia de referência”, e no menu suspenso logo abaixo selecionamos a Vista onde estão os pontos que inserimos (isso se houver mais de uma Vista em nosso projeto).

Em “Arquivo de georreferenciamento” clicamos no botão “Selecionar” e selecionamos a nossa imagem que queremos georreferenciar (a que tem os pontos de controle).

Em “Arquivo de saída” não precisamos alterar e, finalmente, em “Algoritmo de georreferenciamento”, deixamos selecionada a opção “Transformação afim”. Finalmente, clicamos no botão “Aceitar”, e seremos apresentado à nossa janela de georreferenciamento:

Como dito anteriormente, não vou explicar como fazer o georreferenciamento. Estou assumindo que você já sabe fazê-lo. O truque aqui é deslocar cada ponto de controle para o centro da visualização e dar zoom até que seja possível posicionar o ponto de controle do georreferenciamento de maneira precisa. Posicione primeiramente o ponto da imagem, depois posicione o ponto da camada de pontos. Nessa você deverá dar o máximo de zoom, pois você estará diminuindo a margem de erro. Feitas as aproximações, clique no ícone de adicionar novo ponto, e clique no centro do ponto da camada de pontos e depois na base do pino da imagem do Google Earth:

Feito isso, desloque-se para o próximo ponto e repita o processo. No caso da camada de pontos, é melhor dar zoom menos até aparecerem todos os pontos novamente, para você ter certeza para onde você estará se deslocando. Faça isso com todos os pontos de controle que você havia inserido na imagem.

Terminado todo o processo, é de bom tom salvarmos nosso trabalho. Clicamos no ícone de “Salvar pontos de controle no arquivo de metadados anexo ao raster (RMF)”:

e respondemos “Sim” ao aviso que aparece:

Garantido que os pontos estão salvos e que não iremos correr o risco de perder nosso trabalho, o próximo passo será clicar no ícone “Testar o georreferenciamento”:

que aplicará a transformação e carregará a imagem transformada na Vista de georreferenciamento:

Podemos conferir se está tudo ok com os pontos que inserimos. Se não estiver, podemos fazer as devidas correções. Se estiver tudo ok, podemos clicar no ícone para “Finalizar o georreferenciamento”:

Seremos questionados se queremos finalizar a aplicação de georreferenciamento, ao que devemos clicar em “Sim”, e abrirá uma nova janela de confirmação, perguntando “Deseja salvar a transformação resultante como padrão para este raster?”, ao que também devemos responder afirmativamente, e finalmente seremos questionados se queremos inserir a imagem resultante na Vista, ao que também podemos responder “Sim”. Terminamos o georreferenciamento e já estamos com a imagem devidamente georreferenciada, o que podemos comprovar observando que os pontos de controle da camada kml agora estão sobre os pontos de controle da imagem do Google Earth, conforme era de se esperar:

Agora é que vem o “pulo do gato”: removemos a imagem que tinha os pontos de controle do ToC e, no gerenciador de arquivos, renomeamos o arquivo .rmf que acabamos de gerar, para que fique com o mesmo nome da imagem do Google Earth sem os pontos de controle. Feito isso, podemos inserir essa imagem no nosso trabalho, que ela já estará georreferenciada, conforme podemos comprovar pelos pontos de controle do kml:

Buenas, é isso aí… espero não ter complicado demais, pois o processo é bem simples para quem já domina o georreferenciamento. Se tiver dúvidas, use os comentários logo abaixo. Nos vemos em um próximo momento! 😉

Tags: geoprocessamento, geoprocessos, georreferenciamento, google-earth, gvSIG, tutorial