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Geo ideias em formato aberto

[maio/2013] Atualização da Coletânea de Links Sobre o gvSIG

May 23, 2013 — Eliazer Kosciuk

tux_gvSIG_coletanea

Buenas, pessoal

Depois de mais de um ano sem mexer na Coletânea de Links Sobre o gvSIG, voltamos à carga, trazendo uma nova atualização. Desta vez fiz uma revisão completa, corrigindo links quebrados, duplicados e/ou com problemas. Além disso, procurei acrescentar todos os links que consegui coletar neste meio tempo.

Terminado o trabalho, deixo aqui algumas constatações:

  • A lista cresceu! Não só em número, mas principalmente em qualidade. Podemos constatar um amadurecimento muito grande nos tutoriais que vem sido disponibilizados, o que só vem a colaborar para o crescimento da comunidade.
  • Por outro lado, o número de colaboradores não aumentou na mesma proporção. Precisamos reverter esta situação, incentivando cada vez mais o compartilhamento de conhecimentos.
  • Com o crescimento do número de links, tive que fazer uma reestruturação na divisão da classificação. Procurei reproduzir o máximo possível a estrutura do Manual do usuário do gvSIG, acrescentando algumas categorias complementares, a maioria já existente na coletânea anterior.
  • Após esta reestruturação, resolvi retirar aquele efeito “sanfona” entre as categorias. Muito embora a lista tenha ficado com uma aparência mais extensa, facilita o trabalho de quem quer pesquisar alguma referência através da busca do navegador (o famoso CTRL+F).
  • Por falar em pesquisa, observem que procurei manter o título original do artigo, inclusive preservando a língua no qual ele foi escrito. Levem isso em consideração em suas buscas, pois temos tutoriais em português, espanhol, inglês, francês, italiano, …
  • Com o lançamento da aguardada versão 2.0 do gvSIG, estão surgindo muitos tutoriais voltados para esta versão, principalmente vindos do Blog do gvSIG. Em princípio, todos os artigos que apareceram por lá até o dia de hoje sobre esta versão estão listados. Procurarei atualizar a lista conforme forem sendo lançados outros artigos, sem maiores avisos aqui no blog…
  • Na medida do possível procurei destacar quando o link é referente a uma versão específica do gvSIG, ou é aplicável a partir de uma certa versão. Por exemplo, todos os links para artigos referentes ao gvSIG 2.0 levam o nome da versão no texto descritivo do link. Não venci colocar esta informação em todos os links, mas irei padronizando com o passar do tempo.
  • Por favor, se encontrarem algum link quebrado ou qualquer outro erro, me avisem! Usem o formulário de contato, ou até mesmo o sistema de comentários do blog. E, como sempre, sugestões são sempre bem vindas!

Creio que para o momento é isso, pessoal. Por favor, usufruam da Coletânea de Links sobre o gvSIG, que já é um verdadeiro “FAQ” sobre o gvSIG ou, em outras palavras, um ponto de partida para quem quer descobrir a resposta para a pergunta: “Como eu faço isso no gvSIG?”…

Tags: geolinks, geoprocessamento, gis, gvSIG, geonews

Anúncio: disponível a nova versão gvSIG 2.0 final

April 15, 2013 — Eliazer Kosciuk

Deixo abaixo a tradução da notícia que foi disponibilizada hoje de manhã:

A Associação gvSIG anuncia a publicação da versão final do gvSIG 2.0 [1]. A principal novidade desta versão é sua nova arquitetura, que foi redesenhada de forma tal que o gvSIG maneja as fontes de dados com o objetivo de melhorar tanto a confiabilidade como a modularidade, beneficiando assim tanto aos usuários como aos desenvolvedores. Além de permitir uma maior facilidade de manutenção e evolução da tecnologia. Tem sido, por tanto, uma aposta de futuro com o objetivo de não limitar a evolução tecnológica e assentar as bases para uma rápida evolução. 

Não obstantemente, esta nova versão do gvSIG Desktop traz também uma série de novas funcionalidades:
  – Novo instalador, que suporta instalação típica ou personalizada.
  – Administrador de complementos, que permite instalar novas extensões e personalizar nosso gvSIG dentro da própia aplicação.
  – Algumas mudanças na interface das ferramentas de manejo de dados como:
       · Importação/exportação de arquivos.
       · Operações com tabelas.
       · Nova camada.
  – Melhoras no rendimento de abertura das camadas.
  – Suporte de WMTS (Web Map Tiled Service).
  – Cache de dados raster.
  – Interface de geoprocesamento unificada.
  – Importador de símbolos, facilitando a geração de bibliotecas de símbolos. 
  – Exportador de símbolos, que permite compartilhar com facilidade bibliotecas de símbolos completas com outros usuários. 
  – Contorno de scripting (linguagens: Jython, Groovy e Javascript).

Apesar de ser a última versão do gvSIG, temos que ter em conta que realmente nos encontramos diante em um novo gvSIG, pelo que notaremos que a mesma não conta com algumas das funcionalidades do gvSIG 1.12. Estas funcionalidades serão incorporadas em sucessivas e contínuas atualizações, conforme forem sendo migradas para a nova arquitetura. As principais funcionalidades não disponíveis são:
  – Georreferenciamento
  – Legendas por símbolos proporcionais, graduados, densidade de pontos, quantidades por categoria e por expresões
  – Extensões: Análises de redes e 3D.

Do mesmo modo, existem diversos projetos baseados nesta nova arquitetura, que permitirão que nos próximos meses apareçam novas funcionalidades e melhoras diretamente sobre o gvSIG 2.0.

Da mesma forma, temos que lembrar que o nível de estabilidade desta nova versão não é tão alto como gostaríamos, considerando-a uma versão final para efeito de que a comunidade possa começar a utilizá-la de forma oficial e, principalmente, abordar os novos desenvolvimentos sobre ela. 

Por tudo isso convidamos você a experimentá-la e a relatar os erros que encontrarem, de maneira que possamos ir corrigindo-os nas sucessivas atualizações. Os erros conhecidos desta versão podem ser consultados em [2].

Nesta versão foram habilitados também vários mirrors para a descarga dos complementos a partir do gvSIG. Estes mirrors estarão disponíveis dentro de alguns dias.

Esperamos que gostem das novidades desta nova versão e que nos ajudem a melhorá-la.

Tags: geoprocessamento, gis, gvSIG, geonews

Comunidades gvSIG brasileiras: espaços onde compartilhar conhecimento

April 09, 2013 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Como sempre, ando meio sumido, mas volta e meia eu “apareço”. (BUUU :P)

Hoje estou aproveitando para divulgar alguns novos espaços para a comunidade gvSIG brasileira (e outros nem tão novos, mas pouco divulgados…):

Vou começar com uma comunidade que criei a pouco tempo: gvSIG Brasil no Google+

Se você se inscrever por lá, tenha um pouco de paciência para receber a liberação para acesso, porque eu não tenho acesso ao G+ no trabalho… se alguém se voluntariar a ajudar no gerenciamento desta comunidade, entre em contato comigo que eu providencio os ajustes.

Outra comunidade brasileira do gvSIG foi criada para os usuários do Facebook (essa não fui eu…). Se você está no Facebook e quiser participar, acesse o grupo gvSIG Brasil.

*Temos também a *comunidade gvSIG no GeoConnect do Mundo Geo. Muito embora não seja uma comunidade específica para os brasileiros, são aceitas postagens em qualquer língua.

Divulgo ainda, para quem não conhece, a Lista de emails da Comunidade gvSIG-BR. Esta é a lista oficial da comunidade de usuários brasileiros, e é o espaço destinado para tirar dúvidas, divulgar trabalhos e estimular a adoção do gvSIG aqui no Brasil.

É isso aí, pessoal. Espaço para divulgar e compartilhar conhecimento é que não falta. O que falta são pessoas dispostas a criar e, principalmente, compartilhar o conhecimento!

Tags: geoprocessamento, gis, gvSIG

Instalando o gvSIG 2.0 versões RC (release candidate)

February 01, 2013 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

O desenvolvimento da versão 2.0 do gvSIG está andando a passos largos. Montei este tutorial com a versão RC3, mas já recebi a notícia de que já está disponível para download a versão RC4. Não haverá maiores problemas pois o procedimento é o mesmo, bastando substituir o nome do arquivo para a última versão disponível.

Há uma grande expectativa da comunidade de usuários gvSIG quanto ao lançamento da versão 2.0, e se você quiser testar a nova versão, poderá seguir os passos que estão demonstrados neste tutorial. Ressaltamos que esta é uma versão beta, destinada a testes, e que não deve ser utilizada como ambiente de trabalho “normal”. Este tutorial está sendo feito considerando a instalação do gvSIG 2.0 RC3 em um PC com Linux Ubuntu 12.04. Para outras versões do Linux e/ou de outros sistemas operacionais o procedimento pode variar um pouco, mas segue a mesma lógica.

A partir da versão 2.0 teremos duas possibilidades de instalação: a tradicional (completa e com todos os pré-requisitos de instalação), que é opção recomendada, e a instalação online, que requer uma conexão com a internet para ser completada (recomendo uma conexão com a internet estável e de boa velocidade, pois o número e tamanho dos arquivos a baixar é considerável). Na medida do possível, procurarei abordar ambos os processos de instalação.

Como o tutorial ficou bem “grandinho”, optei por colocar uma divisão no texto. Na página principal você verá até essa parte, e, clicando no link abaixo, poderá visualizar o tutorial completo.

O primeiro procedimento será baixar o arquivo de instalação. Para tanto, acesse a página de download do gvSIG 2.0 – versão em desenvolvimento, e escolher qual a versão do instalador que irá utilizar. Considerando a versão RC4, abra um terminal e digite o seguinte comando:

wget -c http://downloads.gvsig.org/download/gvsig-desktop/dists/2.0.0/builds/2063/gvSIG-desktop-2.0.0-2063-RC4-lin-x86-standard-withjre.bin

para o instalador completo ([caso 1], a partir de agora), ou

wget -c http://downloads.gvsig.org/download/gvsig-desktop/dists/2.0.0/builds/2063/gvSIG-desktop-2.0.0-2063-RC4-lin-x86-online.bin

para o instalador online ([caso 2], a partir de agora).

Feito o download, vamos alterar as permissões do arquivo para que possamos executá-lo:

chmod +x gvSIG-desktop-2.0.0-2063-RC4-lin-x86-online.bin [caso 1]
chmod +x gvSIG-desktop-2.0.0-2063-RC4-lin-x86-online.bin [caso 2]

Alterada as permissões, basta executar o arquivo, ainda via terminal:

./gvSIG-desktop-2.0.0-2063-RC4-lin-x86-online.bin [caso 1]
./gvSIG-desktop-2.0.0-2063-RC4-lin-x86-online.bin [caso 2]

A partir de agora entraremos no modo gráfico, e o procedimento será semelhante para ambos os instaladores. Quando houver diferenças, avisarei no texto.

O primeiro diálogo nos apresenta a opção para selecionarmos o idioma de instalação. No momento só estão disponíveis o Inglês e o Espanhol. Faça a sua escolha e clique no botão “OK”:

instala2-01

 Aparecerá um alerta avisando que será instalado o gvSIG desktop no seu computador, e solicitando a sua autorização para tal… basta clicar no botão “Yes”:

instala2-02

Finalmente seremos apresentados à tela de boas-vindas. Clique no botão “Next”:

instala2-03

A próxima janela mostrará os termos da licença de uso do gvSIG. Após lida a licença (ou não…), selecione a opção de aceitar os termos de licença e clique no botão “Next” que será habilitado:

instala2-04

Janela de seleção da instalação do Java. Aparecem as seguintes opções:

  • Instalar a partir de uma versão Java que o instalador encontrou no sistema (use essa opção se você já tiver outras versões do gvSIG instaladas no mesmo computador; o instalador deverá ter detectado o caminho correto).
  • Instalar a partir de outra instalação do Java (será solicitado que você indique o caminho da instalação do Java – versão 1.5 ou superior – que deverá ser usada).
  • Fazer uma nova instalação do Java (como não havia outra instalação do gvSIG nesta máquina, foi o caminho que eu adotei).

instala2-05

Se estivermos utilizando o instalador completo [caso 1], o instalador irá fazer a instalação do Java 1.6 em um diretório específico do gvSIG. Se estivermos utilizando o instalador online [caso 2], deveremos aguardar que o instalador fará o download dos arquivos necessários e a posterior instalação do Java. Em ambos os casos, a janela mostrará o progresso da instalação e, após completado o processo, o botão “Next” estará disponível. Clique nele:

instala2-06

Na próxima janela, poderemos alterar (se desejarmos) o caminho onde o gvSIG será instalado. Por padrão desde a versão 1.12 o caminho normal no Linux será:

/home/[user]/gvSIG-desktop/gvSIG-desktop-2.0.0

Se você “não tem nada contra” esse local, simplesmente clique no botão “Next”. Se quiser alterar esta localização, clique no botão “Browse”, localize a nova pasta onde o gvSIG será instalado, e após clique no botão “Next”:

instala2-07

A próxima tela simplesmente nos avisa de que o processo de cópia dos arquivos necessários para instalar o gvSIG será iniciada, e nos mostrará um resumo das opções que fizemos até o momento (diretório de instalação e tipo de instalação – típica). Basta clicar novamente em “Next”:

instala2-08

Nesta fase do processo somos apresentados a uma janela que nos comunica que terminamos a instalação básica do gvSIG, e que iremos passar à instalação dos add-ons (ferramentas), explicando as diferentes opções que estarão disponíveis. Basta clicarmos no botão “Next”:

instala2-09

Buenas! A partir da próxima janela é que precisaremos nos decidir qual o método de instalação que iremos utilizar:

  • instalação padrão: se baixamos o arquivo completo [caso 1], essa será a opção escolhida.
  • instalação a partir de um arquivo: para quando temos arquivos do tipo .gvspki ou .gvspks.
  • instalação a partir de um link: esta é a opção utilizada quando estamos fazendo a instalação online [opção 2].

instala2-10

Primeira opção: Instalação padrão

Vamos mostrar agora a instalação padrão [opção 1], para o caso de termos baixado o arquivo completo, com todos os componentes a serem instalados. Mais tarde abordaremos as diferenças em relação a instalação online [opção 2]. Selecione a primeira opção e clique no botão “Next”. Aparecerá a janela de progresso da instalação:

instala2-11

Terminado o processo, o botão de finalizar será habilitado, bastando clicar no mesmo para seguirmos para a próxima janela:

instala2-12

Recebemos então a comunicação de que terminamos o processo de instalação e que poderemos finalmente desfrutar da nova versão do gvSIG, a partir do momento em que clicarmos no botão “Finish”:

instala2-13

Antes de termos acesso ao gvSIG 2.0 propriamente dito, somos apresentados ao arquivo “Readme”:

instala2-14

Ao fecharmos a janela do Readme através do botão “Close”, iniciamos o gvSIG, e podemos ver a nova janela de Splash do programa (muito bonita, por sinal):

instala2-15

Terminada esta parte, podemos finalmente dispor do gvSIG 2.0 em nosso ambiente desktop:

Segunda opção: instalação online

Passaremos agora a abordar a instalação online, onde baixamos apenas um pequeno arquivo, que realiza a instalação apenas dos componentes básicos do gvSIG, e o restante do processo é feito através de uma conexão com a internet.

Deixo aqui o alerta de que é preciso ter uma boa conexão de dados, pois o número de arquivos a baixar é grande e pesado, e um dos aspectos a serem melhorados no instalador é o fato de que ele não permite retomar o download dos arquivos do ponto em que parou, se por acaso a conexão for interrompida. O processo é reiniciado desde o começo…

Feito este alerta, vamos voltar à janela onde fazemos a opção pelo tipo de instalação, já que o início do processo é semelhante, independente do arquivo que baixamos. A única diferença será que  escolheremos a última opção, correspondente a instalação a partir de um link (URL), e clicar no botão “Next”:

instala2-17

Na próxima janela seremos questionados se queremos fazer uma instalação típica ou avançada, sendo que, nesta última, poderemos selecionar alguns pacotes específicos que não estão presentes na instalação típica. Neste caso, selecionei a instalação típica, pois os demais pacotes também poderão ser instalados mais tarde. Selecionada a opção desejada, basta clicar no botão “Next”:

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Passamos então para a próxima janela, que monitora o download dos arquivos. Para dar início ao download, precisamos clicar no botão “Start download”:

instala2-19

O instalador começará a realizar o download dos arquivos, e poderemos acompanhar a execução desta tarefa através da janela de progresso:

instala2-20

Terminado o download o instalador irá fazer a instalação dos arquivos baixados e, ao finalizar, será aberta a janela com a mensagem de finalização, bastando clicar no botão “Finish” para terminar o processo de instalação e abrir o gvSIG 2.0:

instala2-21

A partir daqui, a continuação é exatamente igual a instalação completa, portanto não irei repetir as telas…

Considerações finais:

Buenas, pessoal! Como eu disse no início deste artigo, o texto ficou grande… espero não ter “perdido” nenhum leitor no meio do caminho mas, se alguma coisa não ficou bem explicada, basta deixar suas dúvidas nos comentários logo abaixo, que procuraremos melhorar.

Quanto ao gvSIG 2.0, lembramos mais uma vez que esta é uma versão beta, destinada a testes. Apesar de que, neste momento, já está disponível a versão RC4, o que indica que um longo caminho de correções já foi percorrido, ainda estamos sujeitos a bugs e comportamentos erráticos. Portanto, instale por sua própria conta e risco, e não use esta versão como ferramenta de trabalho no dia-a-dia.

Por falar em bugs, se você quiser participar dos testes desta versão do gvSIG, está disponível uma página com instruções, com um roteiro de testes a ser aplicado e explicando como pode ser feita a comunicação de erros encontrados.

Por hoje é isso, pessoal! Instalem o gvSIG 2.0, testem, reportem erros, compartilhem e ajudem a melhorar este excelente software GIS Open Source!

Tags: geoprocessamento, gis, gvSIG, instalação, linux, tutorial

Diagrama de Voronoi no gvSIG + Sextante (#SLGeoTbFaz)

January 30, 2013 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Mais um ponto para o software livre: a integração entre os vários projetos, agregando diversas ferramentas e potencializando o resultado final, o que nos permite obter o mesmo resultado utilizando caminhos diversos.

Hoje voltamos ao Diagrama de Voronoi. No artigo anterior vimos como gerá-lo através da extensão de Topologia do gvSIG. Hoje veremos como obter o mesmo resultado no gvSIG através das rotinas disponibilizadas pela extensão Sextante.

Iniciando a partir do resultado que obtivemos no último artigo, vamos abrir a extensão Sextante, clicando em “SEXTANTE > Caixa de ferramentas” ou clicando no ícone correspondente:

voronoi_sextante01

Será aberta a janela da ferramenta Sextante:

voronoi_sextante02

Para facilitar a localização, vamos utilizar o campo de busca (“Search“), fazendo uma busca pela palavra “voronoi“:

voronoi_sextante03

Podemos notar que aparecerão apenas a rotina referente ao Diagrama de Voronoi. Poderíamos achar a mesma ferramenta seguindo o caminho: “Algorithms > SEXTANTE > Tools for point layers > Voronoi tesellation

Basta então clicar sobre o nome da rotina que será aberta a janela correspondente. Na primeira aba precisamos definir dois parâmetros: a camada de pontos, que será o shape “parada_bus.shp”, e também o nome e o caminho do arquivo que será gerado:

voronoi_sextante04

Na segunda aba devemos definir o tamanho do arquivo que será gerado. Podemos escolher se o diagrama será gerado em relação à camada de entrada, se será defina pelo usuário, se levará em consideração o tamanho de uma vista, ou será gerada em relação ao tamanho de uma camada. Podemos selecionar a primeira opção, que gerará o Diagrama de Voronoi levando em consideração o tamanho da camada de entrada:

voronoi_sextante05

Selecionados os parâmetros que a rotina necessita, podemos clicar no botão “OK”, e o Diagrama de Voronoi será gerado, sendo automaticamente inserido na vista que estamos trabalhando:

voronoi_sextante06

Alterando os parâmetros da simbologia, podemos ver o nosso resultado final, agora gerado no gvSIG através da extensão Sextante:

voronoi_sextante07

Por hoje é isso pessoal.

Tags: geoprocessos, geoprocessamento, gis, gvSIG, sextante, SLGeoTbFaz, tutorial

Diagrama de Voronoi no gvSIG (#SLGeoTbFaz)

January 21, 2013 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Como comentamos no último artigo, onde falamos sobre a instalação da extensão de Topologia no gvSIG, dissemos que a mesma seria necessária para o próximo assunto, o Diagrama de Voronoi:

Vou fazer um “CTRL-C – CTRL-V” no texto do Anderson Medeiros sobre a função do Diagrama de Voronoi, para não chover no molhado:

diagrama de Voronoi, também conhecido pela denominação de polígonos de Thiessen é utilizado para resolver problemas que envolvem conceito de proximidade em um plano. É uma das estruturas mais importantes no contexto da Geometria Computacional.

Recomendo o texto “Diagrama de Voronoi e suas aplicações em SIG“, também do Anderson Medeiros, se você quiser se aprofundar um pouco mais na parte teórica. Como o nosso objetivo é a parte prática, baixe esse arquivo de shapes, que contém dois shapes:  o shape “lotes.shp” representando as quadras de um determinado bairro, e o shape “paradasbus.shp_” representando as paradas de ônibus existentes naquela região. Utilizaremos o geoprocesso do Diagrama de Voronoi para gerarmos um diagrama que nos permita fazer uma análise espacial da distribuição das paradas de ônibus, para verificarmos se as suas localizações estão atendendo as demandas dos usuários, por exemplo. Vamos ao trabalho:

Em primeiro lugar, abra o seu gvSIG, já com a extensão de Topologia devidamente instalada (se ainda não instalou, volte ao artigo anterior neste blog). Crie uma nova Vista, no sistema de projeção SAD69 (EPSG 4291). Abra a Vista e insira na mesma os dois shapes que foram baixados:

voronoi00

Em seguida, vamos abrir o geoprocesso do Diagrama de Voronoi propriamente dito, acessando o menu “Vista > Gestor de geoprocessos“. Ao clicarmos nesta opção irá abrir a janela do Gestor de geoprocessos. Para localizar o geoprocesso do Diagrama de Voronoi é necessário navegar na árvore de Geoprocessos: “Geoprocessos > Análises > Geometria Computacional > Voronoi > TIN/Voronoi/Delaunay“:

voronoi01

Ao clicarmos nesta opção irá aparecer no lado direito da janela do Gestor de geoprocessos uma descrição dos procedimentos que serão aplicados. Basta clicarmos na opção “Abrir Geoprocesso” para abrir a janela do Geoprocesso:

voronoi02

Como “Camada de entrada” vamos selecionar o shape “paradasbus.shp“; automaticamente o gSIG nos avisará que foram selecionados 17 elementos. Selecionaremos a opção “Polígonos de Thiessen (Voronoi)” e a opção “Chew’s incremental TIN baseado em um triângulo envolvente“. Por último, clicamos no botão “Abrir_” e selecionamos o local e o nome para o shape que será criado.

Feitas estas seleções, podemos gerar o Diagrama de Voronoi, bastando para isso clicar no botão “Aceitar” e aguardar a geração do diagrama.

No final do processo, seremos apresentados a uma tela semelhante a essa:

voronoi03

Para melhorarmos a visualização e obtermos um resultado mais significativo em termos de interpretação, podemos alterar as propriedades da camada do Diagrama de Voronoi, retirando o seu preenchimento, o que nos permitirá visualizar a distribuição das paradas de ônibus e como cada conjunto de quadras está sendo atendido pelas suas respectivas paradas:

voronoi04

Por hoje é isso, pessoal! Espero conseguir tempo para colocar online todos os artigos que tenho por aqui sobre o uso do gvSIG… Um abraço a todos os que nos acompanham e nos incentivam nessa empreitada!

Tags: geoprocessos, geoprocessamento, gis, gvSIG, tutorial, SLGeoTbFaz

Instalação da extensão de topologia no gvSIG 1.12

January 17, 2013 — Eliazer Kosciuk

Estou acompanhando a série de artigos sobre Diagrama de Voronoi que o Anderson Medeiros está publicando em seu blog, e um dos artigos explica como efetuar essa operação no ArcGIS. É uma boa hora para retomarmos a série #SLGeoTbFaz. No entanto, ao abrir o gvSIG para fazer o procedimento, notei falta da opção para elaborar o Diagrama de Voronoi e, após uma breve pesquisa, descobri que seria necessário instalar a extensão de Topologia para habilitar essa função no gvSIG. Veremos agora como proceder para instalar a extensão de topologia no gvSIG, nas versões 1.12 e superiores (nas versões 1.11 e anteriores o procedimento é um pouco diferente, e será abordado ao final deste artigo). Em primeiro lugar, precisamos acessar o Gestor de Complementos, que a partir desta versão do gvSIG já está totalmente funcional. Para tanto, acessamos essa opção no menu Ferramentas > Gestor de Complementos. Ao clicarmos nesta opção, nos depararemos com a seguinte tela (clique na figura para abrir em tamanho maior):

complementos01

A primeira opção é utilizada no momento da instalação do gvSIG, a segunda é utilizada quando fazemos a instalação a partir de um arquivo disponibilizado para este fim, e a terceira opção, que é a que iremos usar, é utilizada quando queremos instalar um complemento (uma extensão do gvSIG, neste caso), a partir de um repositório do gvSIG, na web. Note que o campo logo abaixo já está preenchido com o link do repositório que iremos utilizar. Clicamos no botão “Next” para irmos à próxima tela:

complementos02

No lado direito desta tela veremos uma lista com todos os complementos que estão disponíveis para instalação a partir deste repositório. Vamos descer a lista até encontrarmos a extensão “org.gvsig.topology“, que é a que nos interessa neste momento. Selecionado o complemento que queremos instalar, clicamos novamente no botão “Next“.

complementos03

Neste momento, aparecerá uma janela alertando para o fato de que selecionamos uma versão que está em desenvolvimento ou não é oficial. Clicamos em “Continue” para seguirmos na instalação.

complementos04

Neste momento, voltaremos à janela do Gestor de complementos. Clicamos no botão “Iniciar download” para iniciarmos o processo:

complementos05

Dependendo da conexão, esse passo pode demorar um pouco, pois o programa entrará em contato com o servidor do repositório, e fará a “negociação” para iniciar o download:

complementos06

Quando o download do arquivo começa, podemos acompanhar o seu avanço.

complementos07

Terminado o download precisamos clicar novamente no botão “Next“, para seguir para a tela de instalação propriamente dita:

complementos08

Terminada a instalação do complemento que selecionamos, o botão “Finalizar” ficará disponível, bastando clicar no mesmo para terminarmos o processo.

complementos09

 Por último, somos alertados de que precisamos reiniciar o gvSIG para que as mudanças sejam aplicadas, isto é, neste caso, para que a extensão de Topologia esteja funcional no gvSIG. Pode até parecer um pouco complicado em um primeiro momento, em parte porque eu detalhei bastante o processo, mas é algo relativamente fácil e certamente menos complicado do que o processo de instalação de complementos que existia nas versões anteriores. Por sinal, para quem estiver trabalhando com versões anteriores a 1.12 do gvSIG, será necessário instalar no modo “antigo”: Acesse a página de downloads das extensões (http://www.gvsig.org/web/projects/gvsig-desktop/devel/topology), escolha a versão referente ao seu sistema operacional, e execute o arquivo que baixar. Se você estiver trabalhando com o Linux, poderá se basear em um dos tutoriais que eu já havia disponibilizado em outras ocasiões sobre a instalação de extensões no gvSIG (aqui ou aqui).

Neste artigo apresentamos o Gestor de Complementos do gvSIG, uma ferramenta importante e que passará a fazer parte do nosso modo de trabalhar com o programa, pois vem substituir o processo antigo, permitindo que não nos preocupemos com qual a sistema operacional e/ou versão do programa estamos trabalhando, ou com qual o local onde o gvSIG está instalado, pois o Gestor de Complementos gerencia todas estas informações para nós, tornando o processo transparente.

No próximo artigo veremos como aplicar o Diagrama de Voronoi com o gvSIG, utilizando a extensão de Topologia do gvSIG. Até lá!

Tags: geoprocessamento, geoprocessos, gis, gvSIG, linux, tutorial

Calculadora de campos no gvSIG: Operações com textos, parte 2

September 05, 2012 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Dando seguimento ao nosso estudo do uso da Calculadora de Campos no gvSIG, vamos continuar a lidar com as operações com textos, destrinchando mais algumas funções que são disponibilizadas pelo gvSIG.

Para início de história, vamos baixar o arquivo shape sobre o qual vamos trabalhar: ARQUIVO2. Em seguida, criamos uma nova vista, com a projeção SAD69/UTMzone23S (código EPSG 29183), e inserimos o nosso novo shape, e entramos em modo de edição (se não sabe como chegar até aqui, confira o primeiro artigo desta série).

Uma dica importante para quem usa Linux: se você está visualizando caracteres “estranhos” quando abre a tabela de atributos do shape, você está enfrentando problemas com a codificação do arquivo .dbf:

erro_codificacao_dbf

Para corrigir este problema, basta seguir a dica do blog Processamento Digital: Codificação Padrão do DBF.

 Função subString: Separando partes de uma string:

Uma das funções a que precisamos recorrer frequentemente é separar partes de uma string. Na tabela vinculada ao shape que estamos trabalhando existe o campo [FONE], que contém uma string com o número do telefone, incluindo o prefixo (código de área):

calculadora de campos_txt_2_00

Vamos separar esta string em duas informações: prefixo e telefone, aproveitando os campos que já estão disponíveis na tabela. Vamos fazer essa tarefa em dois passos:

Primeiramente, selecionamos a coluna [PREFIXO], clicando no respectivo nome na tabela. Em seguida, acessamos a Calculadora de Campos (menu Campo > Expressão). Selecionamos então a opção “String”, e localizamos a função que queremos aplicar: “subString”. Ao clicarmos duas vezes sobre ela, aparecerá a seguinte expressão no campo de Expressões:

subString(,,)

Podemos então editar essa expressão, para que fique dessa forma:

subString([FONE],0,4)

calculadora de campos_txt_2_01

Com isso, estamos dizendo para o gvSIG pegar a string do campo [FONE], e separar a substring que inicia no caractere 0 (zero) e termina no caractere 4 menos 1 (para o Python, começamos a contar os caracteres a partir do zero).

Para entender melhor:

(21) 3371-9411

01234567890123

Ou seja: separaremos a substring que está contida entre o primeiro e o quarto caracter, e colocaremos o resultado no campo [PREFIXO], que estava previamente selecionado. Ao clicarmos em “Aceitar” poderemos ver o resultado da nossa expressão:

calculadora de campos_txt_2_02

Essa forma de contar pode parecer um pouco confusa no começo, mas depois a gente pega o jeito…

Agora vamos a segunda parte: selecionamos a coluna [TEL] e acessamos novamente a Calculadora de Campos. Agora, digitaremos a seguinte expressão:

subString([FONE],5,14)

calculadora de campos_txt_2_03

 Ou seja: da string presente no campo [FONE] estaremos selecionando a substring que começa no caractere 5 (o sexto caractere) e que termina no caractere 14 menos 1 (isto é, 13, ou o décimo quarto caractere). Clicando em “Aceitar”, poderemos visualizar o resultado da expressão que criamos:

calculadora de campos_txt_2_04

Como eu disse anteriormente, no começo pode parecer um pouco confuso, mas depois que entendemos o processo fica fácil de aplicar as regras e obter os resultados que precisamos ao manipularmos strings.

Concatenando strings com a função “+”

Agora vamos fazer o caminho inverso, para aprendermos a lidar com a função de concatenar strings. Como primeiro passo, crie o campo [TELEFONE] com as mesmas propriedades do campo [FONE] (string, comprimento = 24). Lembre-se que, para isso, precisamos estar no modo de edição (se você está acompanhando o tutorial, já deve estar no modo de edição).

Selecione o campo [TELEFONE] na tabela e abra a Calculadora de Campos. Vamos criar agora a string telefone no formato “0XX (21) 3371-9411”, Para tanto, digite a seguinte expressão:

"0XX " + [PREFIXO] + " " + [TEL]

calculadora de campos_txt_2_05

O “segredo” aqui é inserirmos os caracteres das partes da string que queremos adicionar à string final entre aspas duplas (Ex.: “0XX “). Preste atenção também ao uso dos espaços. Basta digitarmos as strings e intercalarmos os campos, com a função de concatenação, de modo a obtermos o resultado desejado. Ao clicarmos em “Aceitar”, poderemos ver o resultado final:

calculadora de campos_txt_2_06

Função toLowerCase

Converte todos os caracteres de uma string para caixa baixa (LowerCase).

Já não vou explicar o processo de aplicação da expressão, pois creio que nesta altura do campeonato essa parte já deva estar dominada. Vou apenas apresentar a expressão utilizando a função, e o resultado final:

toLowerCase([NOME])

calculadora de campos_txt_2_07

 Função toUpperCase:

Converte todos os caracteres de uma string para caixa alta (UpperCase).

toUpperCase([MUNICIPIO])

calculadora de campos_txt_2_08

Buenas… por hoje é isso, pessoal! Lembrem-se de que, para salvarmos todas as alterações que efetuamos na tabela, precisamos sair do modo de edição do shape e salvar as alterações quando questionados.

Espero que eu não tenha sido sucinto demais, mas quem encontrar alguma dificuldade basta revisar os artigos anteriores desta série, que o processo está bem “mastigadinho”.

No próximo artigo abordaremos o uso da aba “Avançado” da Calculadora de Campos. Aguardem, que vem muita novidade por aí!

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Calculadora de Campos no gvSIG: Operações com textos, parte 1

August 27, 2012 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Depois de um “longo inverno” sem postagens aqui no blog, retomamos aonde havíamos parado: o estudo das aplicações da Calculadora de Campos no gvSIG. Recomendo que vocês façam uma revisão do artigo anterior, onde fizemos uma introdução a Calculadora de Campos no gvSIG antes de prosseguir por aqui…

Para os exercícios que faremos por aqui, continuaremos utilizando o shapefile que já estávamos usando, e que pode ser baixado aqui: ARQUIVO1. Lembrando: este shapefile está na projeção SAD69/UTMzone23S (código EPSG 29183), portanto, para iniciarmos os trabalhos, precisamos criar uma nova vista com esta projeção que, depois de aberta, devemos inserir o shapefile sobre o qual trabalharemos. No final, devemos estar com uma área de trabalho semelhante a essa:

calculadora02

Para começarmos o nosso trabalho com a Calculadora de Campos, precisamos colocar o gvSIG em modo de edição. Para tanto, no TOC, clicamos com o botão secundário do mouse sobre o nome do arquivo que iremos trabalhar e, no menu contextual que se abre, escolhemos a opção “Iniciar edição”.

calculadora05

A partir de agora o gvSIG estará em modo de edição, permitindo que tenhamos acesso a Calculadora de Campos.

Ainda como preparação para os trabalhos, precisamos criar um novo campo na tabela de atributos do nosso shape. Não vou abordar esse assunto novamente, então, se você não lembra como fazemos isso, volte ao artigo anterior desta série para revisar o assunto.

Abra a Tabela de Atributos do shape que estamos trabalhando (menu Tabela > Modificar a estrutura da tabela ou clicando no ícone correspondente). Se você está utilizando o mesmo shape que trabalhamos na primeira parte, verá uma tabela de atributos semelhante a essa:

calculadora08

(Se você baixou o arquivo novamente, a tabela não conterá o campo “MUN”, que foi criado no tutorial anterior. Não se preocupe, ele não será necessário para o trabalho que iremos fazer).

Observando com atenção os atributos da tabela, podemos notar que o Campo “Bairro” é do Tipo “String”, e tem um Tamanho de 254 bytes. Aproveitando que estamos na Tabela de Atributos em modo de edição, vamos alterar a tabela (menu Tabela > Modificar a estrutura da tabela) para criar um Novo Campo, com o criativo nome [Bairro2], com as mesmas características do campo [Bairro] (isto é: Tipo “String” e Tamanho de 254 bytes). Com isso, estaremos duplicando o campo [Bairro].

Copiar dados de textos a partir de um Campo existente:

A partir deste momento é que começamos a nossa conversa “pra valer”. Como primeira operação com textos através da Calculadora de Campos do gvSIG, vamos fazer uma operação básica: copiar os dados de um campo de texto para outro campo (isto é, vamos duplicar o campo). Pode parecer uma operação sem sentido, mas é muito importante quando queremos trabalhar sobre os dados de um campo, mas ao mesmo tempo precisamos preservar as informações originais.

Para iniciarmos o trabalho, sempre no modo de edição, vamos selecionar a coluna do campo [Bairro2], clicando em cima do seu nome na tabela. Em seguida, podemos acessar a Calculadora de Campos (menu Campo > Expressão). Na janela “Calcular expressão” que se abre, podemos notar no destaque da figura abaixo, que o campo [Bairro2] já vem destacado, indicando que é nele que o resultado da expressão será colocado.

Vamos copiar todos os registros que estão na coluna do campo [Bairro] para o nosso recém criado campo [Bairro2]. Para tanto, basta darmos dois cliques sobre o nome do campo desejado ([Bairro]), que o mesmo já aparecerá na expressão. Para completarmos o procedimento, basta clicar sobre o botão “Aceitar”. Podemos verificar então que todos os campos foram copiados para a outra coluna:

Se o nosso objetivo não é copiar a totalidade dos registros de um campo, o gvSIG nos permite realizar esta operação apenas sobre os registros desejados. Para testar esta modalidade, crie um novo campo na tabela (minha sugestão: [Bairro3] 🙂 ). Após criado o novo campo, retorne na tabela de atributos do nosso shape, e faça uma seleção de múltiplas linhas da tabela (dica: se você segurar a tecla “CTRL”, poderá fazer a seleção linha a linha, clicando nas linhas desejadas; se a seleção for contínua, você poderá clicar na primeira linha, pressionar a tecla “SHIFT” e clicar na última linha da seleção, que todas as linhas entre elas serão selecionadas).

Feita a seleção, clique na coluna do campo [Bairro3], que é onde colocaremos o resultado da expressão que vamos usar, abra novamente a Calculadora de Campos e repita o procedimento anterior:

Observe que agora, após clicarmos no botão “Aceitar”, o resultado da expressão só aparecerá nos registros do campo [Bairro3] que estavam selecionados antes de chamarmos a Calculadora de Campos:

Essa ferramenta pode ser utilizada em conjunto com a ferramenta filtro, o que nos ajudará muito quando estivermos trabalhando com tabelas de dados com muitos registros. Para tanto, estando no modo de edição, basta aplicarmos o filtro para fazer a seleção dos dados desejados, e depois aplicarmos a Calculadora de Campos para efetuarmos as operações desejadas.

Função Replace

A outra função que iremos testar nesta primeira parte será a função “replace”. Podemos utilizar esta função para substituirmos valores que existem em um determinado campo da tabela por outro valor. Por exemplo, para substituirmos algum valor que foi digitado errado, ou que tem que ser alterado.

A sintaxe desta função é: replace (Parâmetro1,Parâmetro2, Parâmetro3), onde:

  • Parâmetro 1: o campo onde iremos aplicar a função;
  • Parâmetro 2: a string antiga, que será substituída; e
  • Parâmetro 3: a string nova, que será colocada no lugar da antiga.

Neste exemplo, vamos substituir todas as strings “São Cristóvão” que ocorrem no campo [Bairro2], por uma nova string, “S. Cristóvão”. Para tanto, primeiramente teremos que remover a seleção que aplicamos no exemplo anterior, pois se não só obteríamos o resultado sobre os registros selecionados. Para remover a seleção, basta acessarmos o menu Camada > Limpar seleção, ou clicarmos no ícone correspondente.

Removida a seleção, selecionamos o campo sobre o qual iremos trabalhar ([Bairro2]) e abrimos a Calculadora de Campo. Para aplicarmos a função “replace”, na aba “Geral” da Calculadora de Campos, selecionamos a opção “string” para o Tipo, e na lista que aparece no lado direito da janela clicamos duas vezes em “replace”. Na parte de baixo da janela aparecerá a seguinte expressão:

replace( , "","")

Posicionamos o cursor antes da primeira vírgula e na lista de campos que aparece no lado esquerdo da janela, selecionamos o campo [Bairro2]. Ao darmos um duplo clique sobre ele, notamos que ele aparecerá na expressão:

replace( [Bairro2], "","")

Em seguida, digitamos entre a primeira sequencia de aspas a string que queremos substituir (“São Cristóvão”) e na segunda sequencia de aspas digitamos a string que irá substituir (“S. Cristóvão”). A expressão deverá ficar como a seguinte:

replace( [Bairro2], "São Cristóvão","S. Cristóvão")

calculadora_textos1_05

Ao clicarmos em “Aceitar” veremos que a função “replace” foi aplicada sobre o campo [Bairro2], conforme solicitamos:

calculadora_textos1_06

Um detalhe: depois de terminado não se esqueça de clicar com o botão secundário no nome do shape que estamos trabalhando, no TOC, e selecionar a opção “Finalizar a edição” no menu que se abre, e salvando (ou não) as alterações que foram feitas na tabela de dados!

Buenas… por hoje é isso, pessoal! Nos veremos em breve, com a próxima parte do artigo sobre a Calculadora de Campos no gvSIG. E, lembrem-se: #SLGeoTbFaz!

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Calculadora de Campos no gvSIG: Introdução (#SLGeoTbFaz)

March 09, 2012 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Só mesmo o @jpsantos2002 para me tirar desse quase “descanso sabático” de postagens aqui no blog! Acontece que ele iniciou uma série de artigos sobre o uso da Calculadora de Campos no ArcGIS, um assunto que sempre me interessou mas que nunca encontrava tempo para me aprofundar no estudo. Quando vi os primeiros artigos da série, imediatamente pensei: “taí” um bom gancho para mais um artigo da série #SLGeoTbFaz!

Apesar de ser uma ferramenta poderosa para a atualização, edição e criação de novos campos de dados em tabelas, é uma ferramenta pouco explorada em tutoriais, e acaba sendo pouco conhecida. O manual do gvSIG apresenta um capítulo a parte sobre a Calculadora de Campos, mas não é muito rico em exemplos de uso. Além deste material, até o momento encontrei apenas dois tutoriais que falam sobre o assunto (e que já estão devidamente catalogados na Coletânea de links sobre o gvSIG): Operador “like” SQL en GvSig e Concatenar campos com Field Calculator. Recomendo a leitura dos dois artigos, que muito nos ajudam a entender sobre o assunto.

Mas, chega de conversa fiada e vamos ao que interessa: a Calculadora de Campos!

Como já comentamos, a Calculadora de Campos é um poderoso recurso disponibilizados pelos programas SIG (entre eles, o gvSIG), e que nos permite fazer a inserção automática de valores na tabela de atributos de um shapefile através de operações matemáticas e expressões lógicas. Utilizada em conjunto com as ferramentas de seleção, filtro e NavTable potencializa as aplicações com dados em tabela, facilitando a edição dos mesmos sem que seja necessário lançar mão de outros aplicativos.

Todas as geometrias do shapefile (ponto, linha ou polígono) possuem uma base de dados que armazena informações no arquivo DBF. As operações da Calculadora de Campo podem ser executadas para atualizar valores de um determinado campo ou aplicar o resultado de uma operação num novo campo. Para fins de compatibilidade com a série de artigos do Jorge Santos vamos utilizar neste tutorial o mesmo shapefile que ele disponibilizou, e que pode ser baixado aqui: ARQUIVO1.

Para iniciar os trabalhos, crie uma nova Vista no gvSIG, e altere a projeção da vista para SAD69/UTMzone23S (código EPSG 29183), que é a projeção do shapefile que iremos trabalhar.

calculadora01

Feito isto, podemos abrir a Vista que criamos e inserir o arquivo shapefile que baixamos. No gvSIG todas todos os arquivos que fazem parte da Vista são organizadas em camadas que, após inseridas, são apresentadas no TOC (Table of Contents). Para selecionar o arquivo a trabalhar, basta clicar em cima do nome do mesmo no TOC, e ele passa a aparecer destacado na listagem:

calculadora02

Para abrir a Tabela de atributos da camada, selecione-a no TOC e, em seguida, acesse o menu Camada > Ver tabela de atributos, ou clique no ícone correspondente na barra de ferramentas:

calculadora03

Será mostrada a Tabela de atributos do shape selecionado:

calculadora04

Criando um novo campo:

Em muitos momentos nesta série de tutoriais sobre a Calculadora de Campos será necessária a criação de novos campos na Tabela de atributos do shape, para que possamos inserir novas informações. Portanto, vamos revisar o procedimento para a criação de novos campos na Tabela de atributos.

Em primeiro lugar, precisamos colocar o gvSIG em modo de edição. Para tanto, com o arquivo selecionado no TOC, clicamos com o botão secundário do mouse sobre ele e, no menu contextual que aparece, selecionamos a opção “Iniciar edição”.

calculadora05

O gvSIG entrará em modo de edição. Acesse novamente a tabela de atributos do shape. A partir do momento que aparece a tabela de atributos na tela, já poderemos alterá-la. Para isso, vamos acessar o menu Tabela > Modificar a estrutura da tabela. Será aberta a janela do Editor de campos.

calculadora06

Nesta janela podemos observar a estrutura da tabela que estamos trabalhando, de onde podemos obter alguns dados importantes: o “Nome do campo”, o “Tipo” do campo (que pode variar entre Boolean, Data, Integer (Inteiro), Double (Dupla precisão) e String), o “Tamanho” do campo, a “Precisão decimal” (número de dígitos decimais, em campos numéricos), e o “Valor padrão” (que pode ajudar no momento do preenchimento da tabela, se temos um campo com um valor padrão, que se repete com frequencia). Como queremos acrescentar um campo à tabela, vamos clicar no botão “Novo campo”.

calculadora07

Na janela “Propriedades do novo campo” que é aberta, vamos criar um novo campo, que irá representar o município ao qual o ponto está inserido. Para tanto, vamos determinar “MUN” como Nome do campo, selecionar “String” como Tipo, e digitar o valor “50” como Tamanho do campo.

Obs.: Existem algumas regras para a criação dos nomes de campos em tabelas vinculadas a shapes, herança do formato de arquivo .DBF que é adotado. As principais regras são:

  • O nome dos campo possui um limite de 10 caracteres;
  • Números, letras, hífens e underscores são permitidos;
  • Não são permitidos espaços e caracteres especiais.

Terminada a inserção dos dados, clicamos em “Aceitar” e podemos conferir que o campo foi criado conforme nossas especificações, passando a fazer parte da Tabela de atributos.

calculadora08

Com o novo campo criado, vamos clicar em “Aceitar” para fechar a janela “Editor de campos”, e começarmos a usar a Calculadora de Campos.

Utilizando a Calculadora de Campos

Como primeiro exemplo, vamos utilizar a Calculadora de Campos para preencher automaticamente o campo “MUN” com o valor “Rio de Janeiro”, que é o município onde estão localizados os pontos do nosso shape. Clique com o botão principal do mouse sobre o nome da coluna “MUN”, selecionando-o, e vamos acessar a Calculadora de Campos.

Para abrir a Calculadora de Campos, devemos clicar no menu Campo > Expressões, ou clicar no ícone correspondente na barra de ferramentas:

calculadora09

Abrirá a janela “Calcular expressão”. Para inserir dados do tipo String devemos digitar o texto entre aspas duplas. Digite “Rio de Janeiro” para preencher a coluna do campo MUN com o nome do município. Clique no botão Aceitar para completar a operação.

calculadora10

Observando a Tabela de atributos, podemos notar que todos os campos da coluna “MUN” foram preenchidos com o valor “Rio de Janeiro”.

calculadora11

Para encerrar a seção de edição, no ToC devemos clicar com o botão secundário do mouse no nome do shape que estamos editando e selecionar a opção “Terminar edição”. Responda “Sim” à pergunta “Deseja salvar a camada?”, e todas as alterações que fizemos na Tabela de atributo serão salvas.

Esse foi o nosso primeiro contato com a Calculadora de Campos no gvSIG. No próximo tutorial começaremos a explorar as operações com campos do tipo String (texto).

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Delimitação de Microbacias Hidrográficas com o gvSIG: Parte IV

November 22, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Finalmente entramos na reta final deste tutorial sobre a delimitação de Microbacias Hidrográficas (MBH) com o gvSIG. Nesta última parte faremos a delimitação propriamente dita.

Havíamos encerrado o post anterior com as sub-bacias hidrográficas de nossa área de estudo caracterizadas e devidamente vetorizadas:

simbologiasb041

Vamos prosseguir a partir daqui:

Selecionar as sub-bacias que pertencem à MBH de interesse:

Em primeiro lugar, vamos alterar a ordem das camadas que estão presentes no TOC, de modo que a camada vetorial da rede de drenagem esteja por cima da camada vetorial das sub-bacias hidrográficas. Além disso, é interessante alterar a simbologia da rede de drenagem, mudando a cor e a espessura da linha, de modo em a rede de drenagem possa ser facilmente visualizada por cima da camada das sub-bacias. Esse procedimento irá ajudar bastante na análise visual.

Em seguida, precisamos identificar a região da área de estudo em que está localizada a MBH que queremos delimitar, e dar um zoom na área, de modo a enquadrá-la na área de trabalho, facilitando procedimento de seleção.

Confirmamos que a camada vetorial das sub-bacias está selecinada no TOC, e passamos para a fase da seleção propriamente dita. Neste momento faremos uso das ferramentas de seleção de feições: 

ferramentas_selecao

Uma dica é utilizar primeiramente a ferramenta “Seleção por polígono”, procurando fazer o contorno da área de interesse. Quando terminar  a seleção, basta dar um “duplo clique” para fechar o polígono de seleção, e toda a área interna ao polígono desenhado será selecionada. Bastará então utilizar a ferramenta de “Seleção por ponto” para selecionar  as eventuais áreas que ficaram fora da seleção anterior, tomando o cuidado de pressionar simultaneamente a tecla “Ctrl”, para que as feições selecionadas sejam adicionadas à seleção já existente. O mesmo pode ser feito para remover a seleção de alguma sub-bacia que eventualmente não faça parte da MBH em questão: basta clicar sobre ela com a ferramenta de “Seleção por ponto”, sempre com a tecla “Ctrl” pressionada, que será removida a seleção da sub-bacia.

No final do trabalho de seleção deveremos ter uma camada semelhante a da figura a seguir:

selecionarbacia01

Vamos agora exportar essa seleção para uma nova camada: acessamos o menu Camada > Exportar para > SHP, e definimos um nome e o caminho para o arquivo shape que será gerado. Ao clicarmos em “Aceitar” aparecerá uma mensagem informando o número de feições que serão exportadas, e perguntando se desejamos continuar:

selecionarbacia03

Após clicarmos em “Sim”, a seleção será exportada para um novo shape, e seremos questionados se queremos inserir a nova camada na Vista, ao que devemos responder novamente “Sim”. E seremos apresentados ao shape das sub-bacias que compõe a nossa MBH:

selecionarbacia04

Precisamos agora gerar um shape que contenha todas as sub-bacias, delimitando assim a área da MBH. Para isso, vamos…

Aplicar o geoprocesso “dissolver”:

Clicamos com o botão direito sobre camada da MBH que acabamos de criar e, no menu contextual que é aberto, clicamos na opção “Iniciar edição”. Em seguida, clicaremos no ícone “Mostrar atributos”, para que possamos ter acesso à tabela de atributos do shape da MBH. Acessamos então o menu Tabela > Modificar estrutura da tabela, pois precisaremos acrescentar um campo à estrutura da tabela que contenha um mesmo valor em todos os elementos da tabela para podermos aplicar o geoprocesso dissolver.

Na janela do “Editor de campos” que se abre vamos selecionar a opção “Novo campo”. Podemos alterar o “Nome do campo” (utilizei o nome “dissolver”); em “Tipo” vamos deixar selecionada a opção “string”; em “Tamanho” alteramos para o valor “1”; e, finalmente, em “Valor padrão” escolhemos um valor que aparecerá automaticamente preenchido em todos os elementos da tabela no novo campo que estamos inserindo.

dissolvermbh04

Ao clicarmos em “Aceitar” o campo será inserido, e poderemos conferir este fato na listagem dos campos da tabela de atributos do shape que nos é apresentada:

dissolvermbh05

Podemos então clicar em “Aceitar”, fechamos a Tabela de atributos e, no TOC, clicamos com o botão direito na camada que estávamos editando, e selecionamos a opção “Termina a edição”.

Em seguida, vamos acessar o menu Vista > Gestor de geoprocessos. Na janela de Geoprocessos que se abre, selecionaremos: Geoprocessos > Análises > Agregação > Dissolver

dissolvermbh06

Ao selecionarmos a opção “Abrir Geoprocesso”, abrirá a janela de configuração da ferramenta, onde selecionaremos as seguintes opções: em “Camada de entrada” selecionamos o shape da MBH; podemos conferir se o número de elementos selecionados está correto; em “Campo para dissolver” selcionaremos o campo que acabamos de criar (“dissolver”, no meu caso); finalmente, em “Camada de saída”, vamos nomear arquivo e definir o caminho onde o mesmo será salvo.

dissolvermbh07

Ao clicarmos em “Aceitar” o geoprocesso dissolver será aplicado, e teremos o resultado desta operação:

dissolvermbh08

Podemos perceber que todas as feições foram dissolvidas e temos agora um shape que contém apenas uma feição, correspondente a área total da nossa MBH. Podemos agora agregar algumas informações a este shape, como por exemplo:

Calcular a área e o perímetro da MBH:

Para agregar essas informações ao shape que acabamos de criar vamos acessar o menu Camada > Adicionar informação geométrica.

areaeperimetro01

Na janela “Adicionar informações geométrica” que se abre vamos selecionar o shape que acabamos de criar no passo anterior em “Camada”; selecionamos as informaçôes geometricas “área” e “perímetro”, clicando em seguida no ícone “Adiciona os ítens selecionados”:

areaeperimetro02

Após clicarmos em “Aceitar” serão calculados a área e o perímetro da nossa MBH, com as unidades de medida definidos na configuração inicial das propriedades da Vista. Os valores estarão na tabela de atributos do shape, e podemos consultá-los através do ícone “Tabela de atributos:

areaeperimetro03

Recortar a rede de drenagem da microbacia hidrográfica:

Como último passo deste tutorial vamos recortar a rede de drenagem, de forma a termos separada apenas a rede de drenagem da MBH que nos interessa. Para tanto, acessaremos o menu Vista > Gestor de geoprocessos e, na janela do Gestor de Geoprocessos, acessaremos o caminho: Geoprocessos > Análises > Sobreposição > Recortar.

Clicamos em “Abrir Geoprocesso” e, na janela de opções da ferramenta, aplicaremos as seguintes configurações: em “Camada de entrada” selecionamos o shape da rede de drenagem; selecionamos como “Camada de recorte” o shape do limite da MBH; e, em “Camada de saída” definimos o nome e o caminho do arquivo que será gerado.

recortedrenagemmbh01

Após clicarmos em “Aceitar”, o geoprocesso será aplicado e obteremos o nosso resultado:

recortedrenagemmbh02

Na próxima imagem apresento a MBH devidamente delimitada, juntamente com sua rede de drenagem, que é o nosso resultado final, já com a simbologia alterada para uma melhor apresentação visual:

recortedrenagemmbh03

A partir deste momento poderemos gerar o mapa da MBH, para ser impresso ou salvo como um arquivo pdf, mas esse não é o objetivo deste tutorial. Para quem quiser fazer esse trabalho indico o excelente tutorial sobre o “Modo layout no gvSIG“, do meu amigo Esdras, no blog Geo para Linux

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Delimitação de Microbacias Hidrográficas com o gvSIG: Parte III

November 21, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Vamos agora para a terceira parte do tutorial sobre delimitação de Microbacias Hidrográficas (MBH) com o gvSIG. Na segunda parte do tutorial vimos como gerar o MDT a partir de um arquivo shape contendo curvas de nivel da região de interesse. Neste momento, estamos com o MDT pronto e processado, de modo a não apresentar depressões. Retomamos o trabalho a partir deste ponto.

mnt07

Gerar a camada de fluxo:

Para início de conversa, abriremos a ferramenta Sextante: SEXTANTE > Basic hydrological analysis > Flow accumulation

fluxo01

Na janela da ferramenta que se abre, vamos efetuar as seguintes configurações: Na aba “Parameters”, seção “Inputs – Raster layers”, em “Elevation” selecionaremos a camada que foi gerada após o processamento de eliminação das depressões; em “Weight” deixamos sem seleção (Not selected); na seção “Options”, em “Method” selecionamos a opção “MFD (Multiple Flow Directions)”; em “Convergence factor (MFD), colocamos o valor de “1.1”; na seção “Outputs”, como de praxe, selecionamos o nome e caminho onde o arquivo resultante será salvo.

fluxo02

Na aba “Output region” deixaremos selecionada a opção “Fit to input layers” (nota: de agora em diante essa será a opção “padrão”, quando não nos referirmos a ela nas próximas fases. Se houver alguma necessidade de alterar essa opção, eu avisarei).

fluxo03

Ao clicarmos em “OK” a rotina de acúmulo de fluxo será aplicada, e obteremos como resultado final um arquivo raster que representa o acúmulo de fluxo da nossa área de estudo:

fluxo04

Podemos agora partir para a geração da rede de drenagem.

Gerar a rede de drenagem:

Abrimos novamente a ferramenta Sextante: SEXTANTE > Basic hydrological analysis > Channel network

rededrenagem01

Definindo as opções da ferramenta: Na aba “Parameters”, seção “Input – Raster layers”, vamos definir que em “Elevation” será utilizada a camada raster do MDT processado (sem depressões); em Threshold layer, selecionaremos a camada de fluxo, gerada na fase anterior; na seção “Options”, primeiramente não mexeremos nas opções apresentadas: em “Criteria” está selecionado “Greater than”, e em Threshold está o valor de “10000.0”; na seção “Outputs, o diferencial agora é que será gerada uma camada no formato raster e outra no formato vetorial. Definimos aqui nome e caminho para caminho para cada um dos arquivos que será gerado. Na aba “Output region”, como comentamos anteriormente, deixaremos selecionada a opção “Fit to input layers”.

rededrenagem02

Ao rodarmos a rotina clicando em “OK”, seremos apresentados ao arquivo resultante: a rede de drenagem da nossa área de estudo:

rededrenagem04

Como podemos observar, a rede de drenagem ficou muito detalhada. Se aplicarmos a rotina de geração de sub-bacias neste arquivo, receberemos como resultado centenas de sub-bacias, referentes a cada contribuinte da rede de drenagem, por menor que seja. Co mo não é esse o objetivo neste momento, vamos alterar os parâmetros para obter uma rede de drenagem com menos detalhes:

Abrindo novamente a ferramenta “Channel ntetwork” do Sextante, vamos alterar apenas a opção “Threshold”, da seção “Options” da aba “Parameters”. Como uma primeira aproximação, vamos alterar o valor de “10000.0” para “100000.0”; não alteraremos as demais opções.

rededrenagem05

Pressionado “OK”, a rotina será aplicada novamente, e obteremos nossa nova rede de drenagem:

rededrenagem06

Com a rede de drenagem gerada, podemos passar para o próximo passo:

Gerar as sub-bacias hidrográficas:

Acessamos novamente a ferramenta Sextante: SEXTANTE > Basic hydrological analysis > Watersheds

subbacias01

Configurando a ferramenta: na aba “Parameters”, seção “Inputs – Raster layers”, em “Elevation” selecionamos a camada raster do MDT processado (sem depressões); em “Chanel network” selecionamos a camada da rede de drenagem que geramos no passo anterior; na seção “Options”, em “Minimum watershed size [cells]” podemos definir o tamanho mínimo, em células, que a sub-bacia pode ter. Neste caso, deixamos o valor padrão (“0”); Na seção “Outputs”, definimos o nome do arquivo e o caminho onde ele será salvo. Na aba “Output region”, deixamos selecionada a opção “Fit to input layers”.

subbacias02

Ao clicarmos em “OK”, seremos apresentados ao nosso resultado final: um arquivo raster representando todas as sub-bacias hidrográficas da nossa área de estudo.

subbacias04

Na próxima imagem podemos conferir a rede de drenagem sobreposta às sub-bacias hidrográficas:

subbacias05

Para os próximos passos no trabalho de delimitação das MBH, precisaremos converter este arquivo raster em um arquivo vetorial:

Vetorizar as sub-bacias hidrográficas:

Pela última vez neste tutorial, vamos acessar a ferramenta Sextante: SEXTANTE > Vectorization > Vectorize raster layer (polygons)

vetorizarsb01

Precisamos definir apenas dois parâmetros: em “Input layer”, selecionamos a camada raster que queremos vetorizar (a camada das sub-bacias hidrográficas que acabamos de gerar), e em “Outputs – Result[vector]” definimos o nome do arquivo e o caminho onde ele será salvo.

vetorizarsb02

Novamente clicando em “OK” seremos apresentados ao arquivo vetorial simbolizando as sub-bacias da nossa área de estudo:

vetorizarsb03

Como último passo desta parte do tutorial, vamos alterar a simbologia da camada de sub-bacias hidrográficas, para facilitar os trabalhos seguintes:

Aplicar simbologia nas sub-bacias hidrográficas:

Selecionamos no TOC a camada “Result” (gerada no passo anterior), e, clicando com o botão direito do mouse sobre ela, selecionamos no menu contextual que se abre a opção “Propriedades”. Na aba “Simbologia”, selecionamos Categorias > Valores únicos

simbologiasb01

Em “Campo de classificação” escolhemos o campo pelo qual iremos aplicar a simbologia (Watersheds, neste caso); em “Esquema de cores”, escolhemos um gradiente de cores que nos agrade, de preferência com uma grande variação de cores (selecionei o esquema “purple-red+stripes”); em seguida, clicamos em “Adicionar todos”. Aparecerá a mensagem de alerta: “mais de 100 símbolos não contribuem para uma clara informação em um mapa”:

simbologiasb02

Podemos clicar em “Yes”, pois neste caso o que queremos é apenas facilitar a diferenciação das diferentes áreas.

simbologiasb03

Clicando em “Aplicar” teremos um “preview” e, se o resultado nos agradar, podemos clicar em “Aceitar”. Seremos então apresentados ao nosso arquivo vetorial, já com a simbologia aplicada:

simbologiasb04

Com isto terminamos esta terceira parte do nosso tutorial sobre delimitação de Microbacias Hidrográficas com o gvSIG. Na próxima (e última) parte iremos finalmente selecionar as sub-bacias que compõe a nossa MBH, e executar os procedimentos que nos permitirão delimitá-la.

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Delimitação de Microbacias Hidrográficas com o gvSIG: Parte II

November 18, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Estamos de volta com a segunda parte do tutorial de delimitação de Microbacias Hidrográficas (MBH) com o gvSIG. Para darmos continuidade precisaremos do arquivo shape contendo as curvas de nível da nossa área de interesse, que foi obtido no final da primeira parte deste tutorial:

inicial13

Passaremos agora a gerar o modelo digital do terreno a partir destas curvas de nível.

Rasterização das curvas de nível:

Como primeiro passo, precisamos transformar os vetores em um arquivo raster. Para tanto, acessamos novamente a ferramenta Sextante: SEXTANTE > Rasterization and interpolation > Rasterize vector layer

rasterizacao01

Na janela de configuração da ferramenta que se abre vamos alterar os parâmetros da primeira aba (“Parameters”): na seção “Inputs – Vector layer”, em Vector Layer selecionamos a camada de entrada, que nesse caso é a camada que contém o recorte das curvas de nível; em Field, precisamos definir qual o campo da tabela contém os dados de altitude (cota) dos vetores que, no nosso caso, está em “CODIGO”; na seção “Outputs”, definimos o arquivo em que será salvo o resultado da operação. Deixei marcada a opção de salvar para um arquivo temporário, mas podemos selecionar o caminho e definir o nome para o arquivo se quisermos salvá-lo.

rasterizacao02

Na aba “Output region” vamos selecionar a opção “Use extent from layer”, selecionando em seguida a camada do recorte das curvas de nível como base. Em seguida, alteramos a opção “Cell size” para o valor “20.0”, e clicamos em “OK”.

rasterizacao03

Será processada a rasterização da camada de vetores, e no final obteremos um arquivo raster equivalente ao arquivo vetorial das curvas de nível:

rasterizacao04

Como podemos notar, temos duas situações neste arquivo: pixels da imagem onde estão as curvas de nível contém informações da altitude das mesmas (cotas), enquanto que nas áreas pretas da imagem estão pixels que não contém informações. Precisamos preencher esses “vazios”, de forma que cada pixel da imagem contenha uma informação de altitude, através de um processo de interpolação. Usaremos outra rotina do Sextante para preencher as células sem dados

Preenchendo as células sem dados:

Voltamos a abrir o Sextante: SEXTANTE > Basic tools for raster layers > Void Filling

mnt01

Na janela de opções da ferramenta que é aberta, precisamos apenas conferir se em “Layer” está selecionada a camada que foi rasterizada no passo anterior, e podemos deixar o valor default de “0.1” em “Tension thershold”. Em “Outputs – Filled layer[raster], podemos definir o nome e o caminho onde o arquivo gerado será salvo:

mnt02

Após clicarmos em “OK”, o arquivo raster será processado pela rotina, e teremos no final um arquivo onde cada célula (pixel) contém uma informação de altitude (cota), representando assim o Modelo Digital do Terreno (MDT):

mnt03

Eliminando as depressões:

Voltemos à nossa ferramenta Sextante: SEXTANTE > Basic hydrological analysis > Sink filling

mnt04

Novamente, na janela da ferramenta que é aberta, vamos definir alguns parâmetros: em “Input – Raster layers”, vamos tomar o cuidado de observar se está selecionada a camada raster gerada no passo anterior (rasterizada e preenchida); em “Min. angle between cells [deg]” podemos deixar o valor default de “0.01” e, como sempre, em “Outputs – Preprocessed[raster]”, definiremos o nome e o caminho onde será salvo o arquivo que será gerado pela rotina. É importante que salvemos este arquivo, pois o mesmo será utilizado para os procedimentos subsequentes.

mnt05

Após clicarmos em “OK” será iniciado o processamento. E aqui cabe uma ressalva importante: esse processo é demorado! Para fins de comparação, o processo demorou 50 minutos em um computador com processador Intel Core 2 Quad e 8 Gb de RAM. Portanto, tenha paciência, saia para fazer um lanche, e aguarde o término do processamento!

mnt06

Finalizado o processamento seremos apresentados ao resultado final. Aparentemente, não há diferenças entre esse e o arquivo anterior, mas agora temos certeza que todas as depressões do terreno foram eliminadas.

mnt07

Terminamos aqui a segunda parte deste tutorial. Na próxima parte estaremos trabalhando com a geração da camada de acúmulo de fluxo, a geração da rede de drenagem e, finalmente, a geração das sub-bacias hidrográficas. Aguardem!

Tags: geoprocessamento, gis, gvSIG, geoprocessos, MDT, sextante, SLGeoTbFaz, tutorial

Delimitação de Microbacias Hidrográficas com o gvSIG: Parte I

November 17, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Recentemente tive que lidar no meu trabalho com o desafio de delimitar uma microbacia hidrográfica (MBH, de agora em diante), pois precisava conhecer qual seria a área abrangida por tal MBH, quais os moradores que faziam parte desta MBH, etc. Digo desafio porque nunca havia realizado tal procedimento com o gvSIG. Nesta série de artigos venho compartilhar os procedimentos que adotei, pois certamente poderão ajudar outros usuários. Além disso, esse é mais um artigo que pode ser enquadrado na Série #SLGeoTbFaz… 😉

Antes de começar, gostaria de ressaltar que praticamente toda a sequencia de procedimentos que eu segui está descrita na apostila “Introdução ao gvSIG portable v1.11 SIG-RB, Módulo Básico”, disponibilizado de forma aberta pelo pessoal do Sistema de Informações do Ribeira de Iguapé e Litoral Sul. A apostila pode ser baixada gratuitamente mediante um rápido cadastro na área de capacitação do site. Feitas estas primeiras considerações, vamos ao tutorial, propriamente dito:

Nesta primeira fase, vamos preparar o ambiente para o trabalho que virá a seguir. Os dados que iremos utilizar foram obtidos do DVD “Base cartográfica vetorial contínua do Rio Grande do Sul – escala 1:50.000”, produzido pela UFRGS – IB. Centro de Ecologia – Laboratório de Geoprocessamento, e pode ser adquirido no site da Editora UFRGS. Vale cada centavo investido!

Com o gvSIG aberto, vamos criar uma nova Vista, definindo nas propriedades da mesma o Sistema de Coordenadas EPSG 32722 (WGS 84 / UTM zona 22S). Abrimos a Vista e inserimos o arquivo shape do estado do Rio Grande do Sul, já reprojetado para o Sistema de Coordenadas adotado.

inicial01

Com a ferramenta de seleção, selecionamos o município que será trabalhado. No caso, o município de Seberi, no noroeste gaúcho:

inicial02

Com a área de interesse selecionada, vamos no menu Camada > Exportar para > SHP, e exportamos a feição selecionada para um novo arquivo shape, com o qual iremos trabalhar. Salvo o arquivo, respondemos “sim” à mensagem que nos pede se queremos inserir o novo shape na Vista. Na próxima figura podemos conferir o shape dos limites do município, após clicarmos com o botão direito do mouse no nome da camada no TOC e, no menu contextual que se abre, selecionar “Zoom na camada”:

inicial03

Como estaremos trabalhando com dados em uma escala maior, vamos criar um buffer para garantir que todos os detalhes que queremos trabalhar estarão incluídos. Para tanto, acessamos o menu Vista > Gestor de geoprocessos.

inicial04

Na árvore de seleção de geoprocessos à esquerda da janela aberta selecionamos Geoprocessos > Análises > Proximidade > Buffer (área de influência) e clicamos em “Abrir geoprocesso“.

Na janela que se abre precisaremos definir alguns dados: na “Camada de entrada”, selecionamos o shape do limite do município; selecionamos a opção “Buffer definido por uma distância”, definindo o valor de 500 m; em “Criar Buffer” selecionamos a opção “Fora do polígono”; em “Número de anéis concêntricos” deixamos o valor “1” e, finalmente, definimos um arquivo onde o buffer resultante será salvo, clicando em “Abrir” e definindo o nome do arquivo e selecionando o caminho onde o mesmo será salvo.

inicial05

Com todas as opções definidas clicamos em “Aceitar” e será gerado um shape com uma área de buffer externo de 500m ao redor do shape dos limites do município de Seberi:

inicial06

Podemos agora descartar as camadas que não serão mais utilizandas, deixando apenas a camada gerada pelo geoprocesso Buffer: selecionando-as no TOC, clicamos com o botão direito do mouse e escolhemos a opção “Remover camadas” no menu contextual que aparece.

Precisamos agora definir um retângulo envolvente que englobe toda a área do município. Para tanto, clicamos em SEXTANTE > Toolbox e, na janela que se abre, selecionamos Sextante > Tools for vector layers > Bounding Box:

inicial07

Na janela da ferramenta “Bounding Box” que é aberta, definimos na aba “Parameters”, em “Layers”, a camada que será utilizada para gerar o retângulo envolvente (no caso, a camada do buffer), e definimos também o arquivo que será gerado. Clicando em “OK” a rotina será aplicada, e obtemos um shape com o retângulo envolvente:

inicial08

Definida a nossa área de interesse podemos inserir no projeto a camada com o shape das curvas de nível da região, tomando o cuidado de selecionar o arquivo com a projeção do projeto:

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Vamos agora fazer um recorte da área que nos interessa. Para tanto, vamos no menu Vista > Gestor de geoprocessos e na janela do gestor de geoprocessos selecionamos Geoprocessos > Sobreposição > Recortar, clicando em seguida em “Abrir geoprocesso”.

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Na janela de opções da ferramenta Recortar que se abre, selecionamos as opções: em “Camada de entrada” escolhemos a camada das curvas de nível que queremos recortar; em “Camada de recorte” selecionamos a camada do retângulo envolvente que criamos, que é a nossa área de interesse e, finalmente, em “Camada de saída” definimos o arquivo que será gerado.

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Clicando em “Aceitar” o geoprocesso será realizado, resultando em um shape contendo as curvas de nível apenas da área que nos interessa:

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Na próxima figura temos o nosso arquivo shape final, contendo apenas as curvas de nível da região do município gaúcho de Seberi, que servirá de base para as próximas fases do tutorial. Se, por um acaso, você gerou o arquivo apenas na memória, poderá salvar agora o resultado obtido selecionando a camada no TOC e clicando no menu Camada > Exportar para > SHP.

inicial13

Não tenho como disponibilizar o arquivo shape das curvas de nível do estado do Rio Grande do Sul, até por questões autorais, mas creio que não haverá problemas maiores em disponibilizar apenas o arquivo shape final obtido, para que os nossos leitores possam acompanhar os próximos passos do tutorial (se houver alguma infração, peço que os responsáveis entrem em contato, que retirarei o arquivo).

Na próxima parte da série abordaremos a geração do Modelo Digital de Terreno no gvSIG, feito a partir das curvas de nível que obtemos neste tutorial. Até breve!

Tags: geoprocessamento, gis, gvSIG, MDT, geoprocessos, sextante, SLGeoTbFaz, tutorial

Visualizar orientação da declividade no gvSIG (Série #SLGeoTbFaz)

November 10, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas, pessoal!

Bastante atrasado, mas antes tarde do que nunca! Por uma série de motivos que não precisam ser explicitados por aqui, acabei atrasando bastante o “reply” da postagem da Série “Quebrando Tabus – Software Livre Também Faz”, iniciada pelo nosso amigo Luís Lopes, que mantém o blog Geotecnologias Luís Lopes (@geoluislpes). O desafio da vez foi visualizar orientação da declividade, sendo que o Luis explicou os procedimentos utilizando o Quantum GIS, que logo foi apresentado também os utilzando o SAGA GIS, pelo Esdras Andrade (@geoparalinux), no seu blog Geoprocessamento para Linux.

Chega de enrolação, e vamos ao procedimento para visualizar a orientação da declividade utilizando o gvSIG:

Vamos utilizar o mesmo SRTM que foi utilizado nos outros tutoriais, e que pode ser baixado do site Brasil em Relevo, da Embrapa Monitoramento por Satélite. No gvSIG, criaremos uma nova Vista, tendo o cuidado de selecionar o Sistema de Coordenadas WGS84 (EPSG 4326) nas Propriedades da Vista, pois é o Sistema de Coordenadas em que o SRTM está.

Criada a nova Vista, podemos abrí-la e inserir o SRTM em uma nova camada (Vista > Adicionar Camada, lembrando de selecionar “raster” em “Tipo de arquivo”).

declividade01

Inserido o SRTM, vamos abrir a ferramenta SEXTANTE, através do ícone

(SEXTANTE Tool Box). Em seguida, vamos abrindo a “árvore” de scripts: SEXTANTE > Geomorphometry and terrain analysis > Aspect, para selecionarmos a ferramenta que iremos trabalhar.

declividade02

Com um duplo clique em Aspect abrirá o diálogo de opções da ferramenta, onde na primeira aba (Parameters) poderemos selecionar a camada que será utilizada para gerar a visualização da declividade (em Elevation), se as unidades estarão em radianos ou em graus (Units), o método que será utilizado para a geração (Method) e também selecionar o arquivo de saída, com o resultado (deixei marcado para gerar o arquivo na memória, mas poderíamos designar uma arquivo onde salvar o resultado):

declividade02a

Na segunda aba, podemos selecionar a região que será utilizada para a visualização/geração do resultado. Deixei marcada a opção de utilizar os parâmetros de entrada, mas poderíamos determinar que fosse utilizado uma região definida pelo usuário, ou selecionarmos uma Vista, para que fosse utilizada a sua extensão, ou ainda selecionarmos uma camada para o mesmo fim:

declividade03

Ao clicarmos em “OK”, o SEXTANTE irá processar o SRTM com os parâmetros selecionados e, em seguida, seremos apresentados ao resultado: uma imagem… totalmente branca! (!!!!!!!!)

declividade04

Calma! Não entre em desespero! Não aconteceu nada de errado, muito pelo contrário. As informações que queremos estão todas lá, basta alguns “pequenos ajustes” 😉

Com o botão direito do mouse, vamos ao TOC, e clicamos sobre a nova camada gerada, e em seguida selecionamos “Propriedades do Raster”, no menu contextual que aparece:

declividade04a

Na janela que se abre, vamos na aba Realce. Normalmente está selecionada apenas a opção “Ativar”:

declividade05

Basta selecionarmos também a opção “Remover extremos” e voilà! Finalmente podemos visualizar a declividade da região do nosso SRTM:

declividade05a

Para efeito de comparação, apresento abaixo o arquivo SRTM original e a visualização da orientação da declividade, obtida após o processamento:

declividade06

Neste momento, por pura falta de tempo, vou ficar devendo a visualização em modo colorido. Prometo completar o artigo mais tarde. Para os apressadinhos, deixo a dica de que é preciso usar a rotina de “Tabelas de Cor”:

Como próximo passo, vamos aplicar agora um esquema diferente de cores, para ressaltar a visualização da declividade. Para tanto, com a camada “Aspect” gerada pelo SEXTANTE selecionada no TOC, vamos acessar as ferramentas raster; primeiro selecionamos o ícone “Camada Raster” e, em seguida, no ícone ao lado, selecionamos a opção “Tabelas de cor”:

declividade07

Abrirá a janela “Tabelas de cor”, onde poderemos fazer o ajuste que queremos.

tabeladecores02

Em primeiro lugar, precisamos clicar em “Ativar tabelas de cor” ([1], na figura abaixo) e, em seguida, escolher o estilo de cores que iremos aplicar, na lista disponível em “Biblioteca” ([2]). Selecionei o estilo “Mac-style”, que é o que mais se aproxima ao proposto pelo Luís. Por último, devemos alterar o valor de “Mínimo” ([3]), que está negativo, para zero e, em seguida, clicar em “aceitar”.

tabeladecores02b

Na próxima figura temos o resultado final, já com o esquema de cores aplicado:

tabeladecores03

Por enquanto é isso, pessoal! Se alguém quiser se aprofundar um pouco mais na teoria, recomendo a leitura dos dois artigos “irmãos” que foram citados anteriormente. E, para você acompanhar a Série “Quebrando Tabus” no twitter, basta fazer uma pesquisa pela hashtag #SLGeoTbFaz 😉

Em tempo: quero registrar aqui que esse tutorial não teria saído se não fosse o apoio e as dicas do Carlos, da Gauss (@gaussgeo) e do Gilberto, do SIG da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul.

Tags: geoprocessamento, gis, gvSIG, sextante, SLGeoTbFaz, tutorial, geoprocessos

Dica de GeoBlog: dominoc925

September 02, 2011 — Eliazer Kosciuk

A dica de hoje veio através de uma conversa com o @jpsantos2002, do blog Processamento Digital.

Eu estava precisando de algumas dicas sobre a edição de arquivos vetoriais no gvSIG, e ele me indicou o artigo “Validate polygons for self” do blog dominoc925.

Neste blog existem ótimos tutoriais, não só sobre o gvSIG, mas também sobre outros progamas de geoprocessamento. O link já foi para os favoritos e certamente fará parte da próxima atualização da Coletânea de Links sobre o gvSIG.

Vale a visita!

Tags: geolinks, geoprocessamento, gis, gvSIG

Utilizando o GRASS Para Gerar Pontos Aleatórios no gvSIG

August 30, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas!
Recentemente descrevemos como gerar pontos aleatórios em polígonos utilizando a extensão SEXTANTE no gvSIG. Neste tutorial faremos uso de um algoritmo do GRASS no gvSIG para obter um resultado semelhante. Usei o termo “semelhante” porque o resultado final obtido não é igual ao do tutorial anterior, uma vez que este algoritmo gera pontos aleatórios a partir de uma vista ou de um shape, mas não permite especificar o número de pontos que serão gerados por polígono, que foi a proposta inicial do exercício feito pelo @geoluislopes. No entanto, este algoritmo é muito interessante, podendo gerar não apenas pontos aleatórios em 2D, mas também em 3D. Ou seja: certamente tem o seu momento de aplicação.
Feita esta ressalva, vamos ao tutorial propriamente dito, assumindo que você já está com o GRASS instalado no gvSIG:

Inicialmente, baixe o shape dos municípios do RS, que usaremos neste tutorial. Crie uma nova vista com a projeção WGS 84 (EPSG 4326), abra a mesma e insira o shape.

ptos_aleat01g

Apliquei um zoom na área de interesse, onde quero que os pontos sejam gerados (neste caso, na região central do RS).

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Acessamos a extensão SEXTANTE, através do ícone “SEXTANTE Toolbox”. Na janela da extensão, navegamos até encontrar os algorítimos do GRASS.

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Utilizando a árvore de algorítimos, vamos navegando até encontrar o algorítimo desejado: GRASS > Vector (v.*) > v.random

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Um clic duplo no nome do algorítimo irá abrir a sua janela de entrada de dados, onde poderemos configurar as opções disponíveis. Na primeira aba, “Parameters”, vamos alterar apenas o “n”, que determina o número de pontos a serem gerados, que fixei em 50. As demais opções não nos interessam neste momento, a não ser “v.random: output(vector)”, que detemina se a camada resultante será gerada em um arquivo temporário ou se iremos salvá-la para um arquivo específico. Podemos deixar a opção default de gerar para um arquivo temporário.

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Na segunda aba, “Region”, iremos defenir a região onde o algorítimo será aplicado. Existem 3 opções:

  1. “User defined”, onde podemos determinar manualmente o local de aplicação, alterando os parâmetros “Range X” e “Range Y”.
  2. “Use extent from view”, onde poderemos escoher uma vista para aplicar o algorítimo (a visualiação atual da mesma fixará os parâmetros “Range X” e “Range Y”).
  3. “Use extent from layer”, onde poderemos esolher uma camada onde o algorítimo será aplicado (somente em toda a extensão da camada).

Escolhi a segunda opção, para gerar os pontos aleatórios na visualização da vista que estava ativa.

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Ao clicarmos em “Ok” o algorítimo será aplicado conforme os parâmetros escolhidos, e o resultado aparecerá em uma nova vista. Devemos então selecionar a camada gerada e exportá-la Camada > Exportar para > SHP.

ptos_aleat08g

Depois de exportar a camada podemos fechar a vista gerada e, voltando para a vista anterior, adicionamos a camada que salva para visualizar os resultados.

ptos_aleat09g

Para conhecer maiores detalhes do algorítimo v.random, basta acessar a página do mesmo no manual online do GRASS.

Tags: geoprocessamento, geoprocessos, gis, GRASS, gvSIG, sextante, tutorial

Instalando o GRASS no gvSIG: Windows XP

August 29, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas! Para utilizar os algoritmos do GRASS no gvSIG, obviamente antes é preciso instalá-lo. Você pode fazer isso seguindo o tutorial do Jorge Santos, para windows, usando o gvSIG OADE, ou o tutorial do Esdras Andrade, ensinando a instalação no linux, também utilizando para isso o gvSIG OADE. Outro tutorial pode ser achado no blog Fuguraro GIS, que explica a instalação do GRASS tanto para o windos7 quanto para o linux, sem a necessidade de instalar o gvSIG OADE. Foi esse o procedimento que adotei, mas vou aproveitar para explicar como resolver certos “problemas” que apareceram no processo.

Para início de conversa, vá até a página de download do GRASS e baixe a última versão estável do programa. Execute o arquivo baixado, e nos depararemos com a seguinte tela:

grass_gvsig01

Clique em “Next”, e seremos apresentados a tela de licença do GRASS.

grass_gvsig02

Clique novamente no botão “Next”, e veremos a tela de escolha do local de instalação do programa. Pode aceitar a localização sugerida. Clique em “Next” mais uma vez.

grass_gvsig03

Na próxima tela, faremos a seleção do que será instalado. Se você quiser lidar diretamente com o GRASS e fazer os tutoriais de exercícios propostos, pode instalar também os dados de exemplo. No meu caso, deixei desmarcado.

grass_gvsig04

Clicando no botão “Install”, começará o processo de instalação propriamente dito:

grass_gvsig05

Terminado o processo de instalação (que é bastante demorado, não se assuste…), chegamos à seguinte tela:

grass_gvsig06

Ao clicar em “Next”, seremos apresentados à tela final da instalação do GRASS:

grass_gvsig07

Para os fins aqui propostos não precisaremos abrir o GRASS, bastando clicar em “Finish” para sair da instalação.

Vamos agora abrir o gvSIG, e ativar a extensão SEXTANTE, clicando no ícone “SEXTANTE Toolbox”

grass_gvsig08

Com o SEXTANTE aberto, vamos clicar no botão de configuração da extensão:

grass_gvsig09

Seremos apresentados à tela de configurações do SEXTANTE:

grass_gvsig10

Ao clicar na aba GRASS, seremos apresentados à tela de configuração do GRASS:

grass_gvsig11

Na opção “GRASS GIS instalation folder”, vamos selecionar o caminho da instalação do GRASS. No meu caso, C:\Arquivos de Programas\GRASS 6.4.1

Na opção “Shell interpreter (sh.exe)”, vamos localizar o caminho do interpretador de comandos do Shell. No meu caso, encontrei ele sob C:\Arquivos de Programas\GRASS 6.4.1\mysys\bin\sh.exe

Terminado este passo, basta clicar em “Setup GRASS”, torcer os dedos e esperar que tudo dê certo…

Se você é um cara extremamente sortudo, tudo terá ocorrido sem maiores problemas, e você receberá a seguinte tela, avisando que o GRASS já está instalado no SEXTANTE, e que agora contamos com mais 187 algoritmos de geoprocessamento dentro do gvSIG:

grass_gvsig12

Agora, se você é como eu, certamente vai receber uma grande quantia de mensagens de erro!

A primeira delas nos avisa que a MicoSoft não instalou no seu Windows XP a seguinte dll: “MSVCP71.dll“. Aí não tem jeito… tem que ir para a internet e baixar a dita cuja dll (um dos links que eu achei) e colocá-la na pasta “C:\WINDOWS\system32“. Feito isso, já podemos passar para as próximas mensagens de erro…

O que virá a seguir é uma grande série de avisos de que estão faltando mais… dll’s! E o pior: agora a internet já não nos ajuda tanto! A não ser por uma dica que encontrei nas listas de usuários do gvSIG: na verdade, o que acontece é que o instalador do SEXTANTE procura essas dll’s na pasta padrão do GRASS, a pasta “lib“, mas as ditas cujas estão na pasta “extralib“. Basta você copiar todas as dll’s da pasta “extralib“, e colá-las na pasta “lib” (tudo isso dentro da pasta de instalação do GRASS, que no meu caso foi “C:\Arquivos de Programas\GRASS 6.4.1“). Quando você fizer isso e clicar no “OK” da mensagem de erro que estava aparecendo no gvSIG, automagicamente desaparecerão as mensagens de erro, e seremos brindados com 0 acesso aos 187 algoritimos do GRASS no gvSIG, a partir da extensão SEXTANTE, como pode ser comprovado na próxima tela:

grass_gvsig13

Ufa! Demorou, mas conseguimos! Em breve postarei um artigo utilizando o GRASS para gerar pontos aleatórios no gvSIG. Aguardem!

Tags: geoprocessamento, gis, GRASS, gvSIG, sextante, tutorial

Geração de Pontos Aleatórios em Polígonos no gvSIG

August 25, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas, retornamos para mais um artigo da Série “Quebrando Tabus: SL também faz!“, lembrando que esta série de artigos foi uma idéia do Luís Lopes (@geoluislopes), e até o momento está contando também com a adesão dos geoblogueiros Anderson Medeiros (@ClickGeo), Esdras Andrade (@geoparalinux) e do Sadeck (@sadeckgeo), que vem reproduzindo os artigos nos mais diversos Softwares Livres de Geo, comprovando que é possível realizar nesses programas atividades de geoprocessamento que antes só eram encontradas nos softwares proprietários.

Antes de começar com o tutorial propriamente dito, vamos a um pequeno esclarecimento: como o gvSIG também possui embutida a extensão SEXTANTE, o procedimento que iremos seguir é o mesmo do tutorial feito pelo Anderson Medeiros, “Kosmos GIS: Geração de Pontos Aleatórios em Polígonos“. Em outro tutorial, que farei em breve, demonstrarei como utilizar os algoritmos disponibilizados pelo GRASS, que também podem ser rodados no gvSIG através da extensão SEXTANTE.

Primeiramente, baixe o arquivo shapefile que será usado neste tutorial, contendo os limites de 5 municípios da região do Piemonte da Diamantina – Bahia. Em seguida, abra o gvSIG e crie uma nova vista, com o sistema de coordenadas do shape, WGS 84 (EPSG 4326). Abra a vista e insira o shapefile que foi baixado. Deveremos ter uma tela semelhante a esta:

ptos_aleat01 - Share on Ovi

Em seguida, vamos acessar a extensão SEXTANTE. Para isso, clique no ícone Sextante Toolbox, localizado na barra de ícones:

ptos_aleat02 - Share on Ovi

Abrirá a janela do SEXTANTE:

ptos_ale_sextante01 - Share on Ovi

 Navegue na árvore de Algoritmos: SEXTANTE > Tools for polygon layers > Adjust n point to polygon

ptos_ale_sextante02 - Share on Ovi

 Com um clic duplo no algoritmo, abre-se a janela de configuração do mesmo, onde podemos ajustar os parâmetros:

ptos_ale_sextante03 - Share on Ovi

 Na parte referente aos parâmetros de entrada, selecionamos a camada que contém os polígonos onde a operação será realizada (piemont_chapada.shp, neste caso). Nota-se ainda que poderíamos criar os pontos baseados em um valor existente em um campo da tabela de atributos do shape.

Nas opções, digitamos o número de pontos por polígono que queremos que seja gerado, e o método (“random”, para que os pontos sejam aleatórios).

Nos parâmetros de saída, podemos escolher se queremos gerar a nova camada como um arquivo temporário, ou se queremos salvar para um novo arquivo.

Ao clicarmos em “OK”, o SEXTANTE irá executar o algoritmos com os parâmetros que foram selecionados e irá inserir a camada criada na vista ativa. Ao fecharmos a janela do SEXTANTE veremos o nosso resultado final:

ptos_ale_sextante04 - Share on Ovi

 Lembre-se de salvar a nova camada, selecionando-a no TOC e, em seguida, clicando em Camada > Exportar para… > SHP.

Por enquanto é isso, pessoal. Em breve estarei postando o artigo que executa uma função semelhante, mas utilizando os algoritmos do GRASS dentro do gvSIG.

Em tempo: para o pessoal que acompanha a Série “Quebrando Tabus: SL também faz!” pelo twitter, criamos uma hachtag especial para as twittadas sobre o assunto: #SLGeoTbFaz. Assim, fica mais fácil de acompanhar as postagens e de realizar buscas sobre o assunto.

Tags: geoprocessmento, gis, gvSIG, sextante, SLGeoTbFaz, tutorial

Convertendo coordenadas de GMS para Graus decimais

August 23, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas! A sabedoria popular nos diz que a necessidade é a mãe das invenções, e essa verdade se confirma no nosso dia-a-dia, inclusive na área de Geoprocessamento.

Semana passada surgiu uma dúvida na Lista brasileira de usuários gvSIG, sobre como converter uma série de pontos que estavam com suas coordenadas no formato Graus Minutos e Segundos para Graus decimais, que é o formato que o gvSIG reconhece. Imediatamente lembrei-me do tutorial do blog Processamento Digital, “Convertendo Coordenadas para Graus Decimais“, onde o Jorge Santos disponibiliza um tutorial e uma planilha ensinando a fazer a dita conversão. O único detalhe é que a planilha disponibilizada exigia que as coordenadas em GMS estivessem separadas, cada uma em uma coluna (Graus, Minutos e Segundos), o que não era o caso. Um pouco mais de pesquisa, e encontramos as funções que analisam a string de entrada no formato GMS e separa ela nas respectivas colunas, para que finalmente possam ser convertidas para graus decimais.

Vou deixar vocês com o Jorge Getúlio Vargas Freitas, que foi o autor da dúvida, e também quem implementou a solução:

Frequentemente é necessário carregar dados no GVSIG contidos em planilhas (Excel, BROffice, etc), cujo georreferenciamento seja em coordenadas geográficas, as mesmas devem estar no formato “graus e decimais” (GG,dddd) precedidas de sinal “-” ou “+”, conforme os respectivos hemisférios das latitudes e longitudes.

Como exemplo, caso as coordenadas de um ponto constantes de uma planilha, que devem ser carregados no GVSIG, sejam latitude = 28° 36′ 0,18″ S e longitude = 48° 52′ 6,71″ W, as mesma devem ser convertidas para – 28.60005°  e -48.86853056, respectivamente. Ressalta-se que deve ser utilizado o “ponto” como separador de decimal. Ressalta-se que essas coordenadas para o EXCEL, ou para os programas similares, não são “entendidos” como números mas sim como textos.

Na grande maioria das vezes a planilha contém um grande número de pontos, cujo procedimento de mudança de formato individual se torna impraticável pelo tempo que tomará para ser executado. Desse modo, deve-se empregar a programação para automatizar e agilizar esses procedimentos, cujos procedimentos e dados para cálculos constam na tabela de exemplo. Em vista do fato do EXCEL e similares considerar o formato GGMMSS como texto, foram utilizadas 4 coluna para a mudança de formato de cada coordenada, isto é, 4 para a longitude e 4 para a latitude, sendo 1 para o grau, 1 para o minuto, 1 para o segundo e 1 para a soma dessas 3 anteriores, já com o sinal correspondentes ao sinal de cada coordenadas em função do correspondente hemisfério. No caso da planilha em anexo as fórmulas só consideram coordenadas do hemisfério sul (S) e do oeste (W). Caso haja muitas coordenadas tanto no hemisfério sul quanto no norte, há necessidade de acrescentar instruções no programa para ser possível reconhecê-los automaticamente.

Lembre-se que o GVSIG só carrega planilhas através do menu TABELAS e que estejam no formato DBF ou CSV (separados por vírgula). Desse modo, após a mudança de formato das coordenadas dentro da planilha, com ponto em substituição a vírgula para separar os decimais da parte inteira, deve-se salvar a planilha no formato CSV ou DBF para ser carregada e entendida pelo GVSIG, por meio do menu TABELAS. Após isso, deve-se ativar o menu VISTA e abrir uma vista. Uma vez aberta uma vista, clicar no menu superior VISTA e clicar na opção “ADICIONAR CAMADA DE EVENTOS”. Caso os pontos não apareçam logo em seguida aparecer o nome da camada com o nome da planilha ou com o nome que você deu, deve-se clicar com o botão da direita do mouse sobre o nome da camada carregada e depois clicar na opção “ZOOM NA CAMADA” que os pontos serão centalizados na tela.

Espero que o texto acima possa vir a contribuir para tirar eventuais dúvidas que usuários possam vir a ter na utilização do GVSIG, como foi meu caso. Além disso, já passei sugestão para que fosse incluído numa versão a possibilidade de utilização de vários formatos de coordenadas geográficas, principalmente nos mapas, que só permite em GG,DDDDD. Mas não sei ainda se incluiram nesta última versão.

Não se esqueça de baixar o arquivo da TabelaExemplo, e estudar como o processo foi feito ;).

Tags: geoprocessamento, gis, gvSIG, transformação, openoffice

Geoprocesso Dissolver no gvSIG

August 19, 2011 — Eliazer Kosciuk

Buenas, marcando o retorno dos tutoriais de gvSIG aqui no blog iDea Plus Geo, hoje eu vou aproveitar a carona com a postagem do Luís Lopes, responsável pelo blog Geotecnologias Luís Lopes. Hoje ele começou uma nova série de postagens, com o título “Quebrando tabus: SL também faz!”, mostrando que ferramentas presentes em software proprietário (no caso o ArcGIS, que é o mais utilizado) também estão disponíveis em softwares livres com a mesma eficiência.

O artigo de lançamento da série foi “Série “Quebrando tabus” | Ferramenta Dissolver no QGIS“. O que eu estou propondo aqui é realizar no gvSIG o mesmo exercício que foi feito no QuantumGIS, mostrando assim mais uma alternativa de software livre. Vamos ao tutorial:

Em primeiro lugar, baixe o arquivo shp que vamos usar neste tutorial, contendo os municípios do estado da Bahia. Descompacte os arquivos na sua pasta de trabalho.

Em seguida, abra o gvSIG. Crie uma nova vista, e, nas propriedades, altere a projeção da vista para EPSG 4170 (SIRGAS, para estar condizente com a projeção do arquivo shp que iremos trabalhar. Se quisermos trabalhar em outro sistema de projeção, necessitaremos realizar a reprojeção do arquivo shp). Abra a vista para começarmos o trabalho propriamente dito.

Estando com a vista aberta, vamos inserir o arquivo shape dos município baianos. Para tanto, clique no ícone de adicionar camadas, ou faça o caminho: Menu Principal > Vista > Adicionar camada. Na janela que se abre, clique em “Adicionar”, escolha a pasta onde você salvou o arquivo desejado (observe se está selecionado “gvSIG shp driver” no tipo de arquivo a abrir), selecione o arquivo e clique em “Aceitar”. O gvSIG adicionará o arquivo shape para a área de trabalho da vista, e deveremos ter algo parecido com a seguinte tela:

Tela 1 - Municípios Bahianos

O geoprocesso Dissolver é aplicado quando queremos agregar feições com base num mesmo atributo. Neste caso, vamos gerar um novo shape, onde iremos agregar os municípios da Bahia segundo a sua divisão por Mesoregiões. O atributo pelo qual vamos agregar precisa fazer parte da tabela de atributos do shape. Para verificar isso, podemos seguir o caminho: Menu Principal > Camada > Ver tabela de Atributos, ou clicar no ícone correspondente.

Tela 2 - Tabela de atributos

 Agora, iremos aplicar o geoprocesso propriamente dito: Clicamos em Menu Principal > Vista > Gestor de Geoprocessos. Irá abrir a janela do Gestor de Geoprocessos, onde deveremos navegar na árvore de geoprocessos à esquerda, até encontrarmos o geoprocesso “Dissolver” (Geoprocessos > Análises > Agregação > Dissolver).

Tela 3 - Geoprocesso Dissolver

Na parte direita da tela aparecerá uma descrição deste geoprocesso. Clicando em “Abrir Geoprocesso”, aparecerá a janela de Ferramentas de análise. Devemos selecionar na “Camada de entrada” a camada a partir da qual iremos realizar o geoprocesso de dissolver (caso queira dissolver limites a partir de uma seleção, marque a opção “Usar somente os elementos selecionados”, tendo selecionado previamente os elementos). Em “Campo para dissolver” devemos selecionar o campo que será utilizado para realizar a agregação, que neste caso, é o campo “MESOREGIÃO”. No campo “Camada de saída”, clique em “Abrir” e dê um nome e um destino ao novo arquivo que será gerado. Após isto, clique em “Aceitar”.

Tela 4 - Opções do Geoprocesso Dissolver

O gvSIG fará o processamento e adicionará automaticamente a camada resultante na vista ativa. Podemos verificar na próxima imagem o processamento finalizado, com o estado da Bahia dividido em suas Mesoregiões, a partir do shape de municípios:

Tela 5 - Geoprocesso Dissolver finalizado

E assim terminamos de estudar mais um geoprocesso disponível no gvSIG. Por enquanto é isso pessoal!

Tags: geoprocessamento, geoproecessos, gis, gvSIG, SLGeoTbFaz

Como baixar imagens georreferenciadas do Google Earth usando o Elshayal Smart GIS

August 15, 2011 — Eliazer Kosciuk

A algum tempo atrás publiquei um artigo falando sobre o “Elshayal Smart Web – o primeiro GIS árabe“. Muito embora o programa [ainda] não seja open source, é disponibilizado como um freeware. Disponível apenas a plataforma Windows, pode ser rodado no Linux a partir do Wine, mas perde algumas características interessantes, principalmente a integração com o Google Earth.

O autor tem investido na criação de uma comunidade ao redor do programa, e já conta com um grupo de discussões no Facebook, e um canal de vídeos no Youtube. E é deste último recurso que retiramos a dica de hoje: Baixando imagens georreferenciadas do Google Earth usando o Elshayal Smart GIS, que pode ser conferido nos vídeos abaixo.

Parte 1:

Parte 2

Apesar das restrições existentes para o uso das imagens do Google Earth, pode ser uma opção bem interessante em um momento de necessidade. No canal de vídeos do Elshayal no Youtube existem outros tutoriais que valem a pena serem conferidos.

Tags: elshayal, geoprocessamento, gis, google-earth

Atualização da coletânea de links gvSIG

July 31, 2011 — Eliazer Kosciuk

Comemorando a reabertura do blog, deixo com vocês uma atualização da coletânea de links sobre o gvSIG, que de longe é um dos artigos mais acessados do site. A partir de agora, ele se tornará uma página fixa do blog (Coletânea de links sobre o gvSIG), e todas as atualizações serão feitas por lá.

Em breve acrescentarei novos links nesta listagem. Aguardem!

Instalação e atualizações

Configuração e preferências

Personalizações

Visualização das informações (operações básicas, simbologia, rotulagem, navegação, medição de áreas e distâncias, localização por atributos, reprojeção de camadas vetoriais, adicionar camadas de eventos, transparência de imagem)

Análise visual (legendas, exportação para imagem, tabelas e operações com tabelas)

Edição vetorial (inclui hiperlinks)

Processamento de imagens raster (recorte, reprojeção, definição de ROIs, histogramas, vetorização, georreferenciamento, fusão, mosaico)

Calculadora de campos

Geoprocessamento (buffer, interseção, recortar, dissolver, convex hull, junção espacial, diferença, junção, união …)

Mapas e arte-final

Camada de anotações
Extensões, módulos e plugins

Sensoriamento Remoto (extensão teledetección)
Extensão de redes

Sextante e GRASS

Programação e scripts

Integração com bancos de dados e servidores

gvSIG 3D

Links para sites sobre o gvSIG

Cursos de gvSIG

Vídeo-tutoriais:

Recursos, bibliografias, materiais de referência

Outras dicas, nem sempre relacionadas com o gvSIG

Links a classificar:

Tags: geoprocessamento, gis, gvSIG, geolinks

Lançada a segunda edição da Revista FOSSGIS Brasil

June 30, 2011 — Eliazer Kosciuk

Após a grande repercussão da primeira edição da Revista, lançada em março, com o tema Redescobrindo as Geotecnologias, iremos tratar nesta edição sobre um assunto muito importante, e que tem tudo a ver com as Geotecnologias livres: a Educação!
Revista FOSSGIS Brasil segunda edição

É sabido que a educação no Brasil enfrenta grandes dificuldades, porém muitas instituições de ensino têm buscado alternativas para poder proporcionar um ensino de melhor qualidade, e com isso auxiliar na formação dos cidadãos.

Desta forma, diversas instituições têm visto no software livre uma opção, uma vez que este tipo de programa, além de não ter custo com licenciamento, auxilia os alunos no entendimento da palavra cooperação.

Seguindo esta vertente, iremos tratar nesta edição do uso dos sistemas de informações geográficas (SIG) no ensino, mostrando que é possível sim, proporcionar um ensino de qualidade utilizando o softwares livres, assim como é feito no curso superior de Tecnologia em Geoprocessamento do IFPB.

Também tivemos o prazer de realizar uma entrevista com Jorge Xavier da Silva, professor emérito da UFRJ e mentor do primeiro SIG nacional, o SAGA-UFRJ.

Ainda nesta edição você poderá conferir os artigos sobre o WKT Raster, uma alternativa do PostGIS para manipulação de informações Raster, Quantum GIS, Kosmo GIS, e segunda parte do artigo sobre Mobile GIS, onde abordo as principais alternativas open source, entre muitos outros assuntos de interesse da comunidade.

Para fazer o download acesse o site oficial do projeto (http://fossgisbrasil.com.br/) ou clique aqui para baixar direto, ou ainda na imagem acima!

Esperamos que gostem desta nova edição da Revista. Deixem seus comentários por aqui, ou nos endereços da Revista FOSSGIS Brasil:
– Website: http://fossgisbrasil.com.br/
– Planeta FOSSGIS Brasil: http://planeta.fossgisbrasil.com.br/
– Página Facebook: https://www.facebook.com/FOSSGISBrasil
– Twitter: http://twitter.com/fossgis

Tags: gvSIG, fossgisbr, geoprocessamento, gis, geonews

Vídeo Curso de gvSIG disponível em novo local

September 19, 2009 — Eliazer Kosciuk

Um dos artigos que tem um grande acesso aqui no blog é “um vídeo-curso sobre gvSIG”. Pois bem, outro dia me comunicaram que os arquivos do vídeo-curso haviam sido retirados do servidor Gigasize. Como não sou o “proprietário” dos arquivos, entrei em contato com o Pablo Zuleta, que havia disponibilizado os mesmos, e recebi uma ótima noticia: os arquivos foram removidos do servidor Gigasize e instalados na página de documentação do gvSIG -> Cursos gvSIG -> Colaborações da Comunidade -> Seminario Agustín de Horozco – Introducción a gvSIG 1.1.
Disponibizei o caminho completo, porque há muito material de interesse em cada link, mas o material do video-curso sobre gvSIG pode ser acessado diretamente aqui.
Na página de arquivos do curso, além dos vídeos, foram disponibilizados também os mapas e outros recursos que são necessários para acompanhar o curso. Todo o material está disponibilizado sob licença Creative Commons.

Para refrescar a memória, esse material foi utilizado em um curso básico de 15 horas sobre gvSIG, realizado no Centro del Profesorado de Jerez, do Seminario Agustín de Horozco de la Universidad de Cádiz. O material serve para o gvSIG até a versão 1.1.2, mas o aprendizado poderá ser aproveitado integralmente para a versão 1.9 e também na vindoura versão 2.0.

Tags: geoprocessamento, gis, gvSIG, opensource, sig, tutorial, cursos

Um vídeo-curso sobre gvSIG

July 22, 2009 — Eliazer Kosciuk

Obs.:
Os arquivos que estavam hospedados no servidor Gigasize foram removidos. Para baixar estes vídeos e mais o material de apoio do curso, acesse o artigo: Vídeo Curso de gvSIG disponível em novo local

Prometo que em outro momento eu escrevo um artigo só sobre o gvSIG, mas para quem não conhece, por hora basta saber que é um dos melhores Sistema de Informações Geográficas (SIG) opensource que existe atualmente. Me comprometo de voltar a falar nele em breve, mas o que eu quero deixar hoje aqui é uma série de links para download de vídeo-tutoriais sobre o gvSIG.

Esse material foi utilizado em um curso básico de 15 horas sobre gvSIG, realizado no Centro del Profesorado de Jerez, do Seminario Agustín de Horozco de la Universidad de Cádiz. O material serve para o gvSIG até a versão 1.1.2, mas o aprendizado poderá ser aproveitado integralmente na vindoura versão 2.0.

Chega de papo-furado e vamos aos links:

http://www.gigasize.com/get.php/3198572601/14-gvSIG-Descargaeinstalacin.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575323/15-gvSIG-Visualizaci
n1.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575324/16-gvSIG-Visualizaci
n2.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575325/17-gvSIG-Localizaci
n.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575326/18-gvSIG-ServidoresWMS.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575327/19-gvSIG-
reasydistancias.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575328/20-gvSIG-Rsters1%28sid%29.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575329/21-gvSIG-Extraer
entidadvectorial.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575330/22-gvSIG-ExtraerRecortar
rster.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575331/23-gvSIG-Geoproceso
1Recortar.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575504/24-gvSIG-Georreferenciaci
n1.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575506/25-gvSIG-Intervalos
naturales.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575507/26-gvSIG-Archivodepuntos.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575508/27-gvSIG-Archivopolilnea1.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575509/28-gvSIG-Archivo
polilnea2.swf
http://www.gigasize.com/get.php/3198575510/29-gvSIG-Archivopolgono.swf
São arquivos flash (formato swf), e podem ser abertos com qualquer navegador internet com flash habilitado (Firefox, Opera, Google Chrome e até o Internet Explorer).

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