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[OSM] Projeto da Semana – 09 de maio de 2010: “Tão longe de mim”

A proposta desta semana é muito interessante: quando trabalhamos com mapeamento colaborativo, geralmente mapeamos algo que está bem próximo de nós. Lugares onde vivemos, visitamos, que fazem parte de nossa história e coisas semelhantes.

O desafio desta semana é ajudar no mapeamento de um local bem distante: Karachi, no Paquistão. A imagem aérea do Yahoo está com uma boa definição e existe muita coisa a ser adicionada no mapa de Karachi.

Se você está com um tempo disponível, esse pode ser um ótimo projeto. Acesse a página do Wiki: Project of the week/2010/May 09 para conhecer melhor os detalhes do que [e como] está sendo mapeado, e acesse o link http://www.openstreetmap.org/edit?lat=24.87372&lon=67.00054&zoom=16 para começar a edição.

Uma dica: não faça a edição no modo “live”. Use o modo “editar e salvar”, pois serão muitas pessoas trabalhando no mesmo arquivo, o que pode causar algum conflito se você estiver editando ao vivo.

OpenStreetMap: tutorial sobre como começar a editar o seu mapa

Dica vinda do pessoal do site Mapas Livres:
O OpenStreetMap é um projeto on-line de produção de informações geoespaciais livres, onde as pessoas reúnem informações sobre sua vizinhança usando aparelhos GPS, imagens de satélite ou conhecimento prévio, e compatilham para que qualquer um possa usar.
Um dos primeiros passos para quem quiser colaborar com o OpenStreetMap é aprender a utilizar o Potlatch, que é o editor on-line do projeto OpenStreetMap. Com ele você pode adicionar e editar ruas, estradas, rodovias, rios, lagos e muitos outros detalhes do Mapa. Neste tutorial sobre o uso do Potlatch estão todas as informações que você precisa para se iniciar nessa importante ferramenta.

Na página WikiProject Brazil você encontrará maiores informações sobre o trabalho desenvolvido pelos brasileiros, e sobre como colaborar com o projeto. Outra fonte de informações é a lista de discussão da comunidade brasileira.

Projeto Wikimapa: um mapeamento colaborativo

Já vinha acompanhando esse projeto a algum tempo, e achei interessante divulgar a excelente iniciativa que o Programa Rede Jovem, da ONG Comunitas vem desenvolvendo: o Projeto WikiMapa.

A iniciativa tem um certo ineditismo, não tanto na proposta (mapear de forma colaborativa ruas e locais de interesse, como hospitais, escolas, prestadores de serviço, locais de lazer, entre outros), mas muito mais quanto ao público participante e os locais a serem mapeados: o mapeamento é realizado pelos próprios moradores de comunidades de baixa renda, que vão mapeando as ruas e vielas da sua comunidade, cadastrando os estabelecimentos, deixando referências e comentando os locais já mapeados. Enfim, construindo o conhecimento “geográfico” de sua comunidade de forma colaborativa.
Claro que esse tipo de conhecimento só pode ser construído dentro de uma plataforma wiki, e esse é um dos lados do Programa: a interface web, que permite visualizar na internet os dados já postados, permitindo também interagir com a informação, acrescentando ou corrigindo dados, postando fotos, vídeos, links e comentários.
O “outro lado” do Projeto vem da participação de cinco jovens, provenientes das cinco comunidades cariocas que estão sendo mapeadas nesta fase piloto (Complexo do Alemão, Complexo da Maré, Cidade de Deus, Santa Marta e Pavão-Pavãozinho). Com o apoio da Oi Futuro, cada jovem recebeu um celular com GPS e o programa Wikimapa, que permite inserir os dados diretamente no site do projeto. Assim que a informação é inserida, aparece também no Twitter do Projeto, além de compartilharem suas experiências em blogs dentro do site.

Qualquer pessoa pode participar da iniciativa, bastando se cadastrar e baixar o programa para celular com simbyam, GPS, interno ou externo, e conexão com a internet, podendo enviar os seus dados de qualquer lugar do Brasil ou do mundo. Mesmo que não tenha um celular compatível, os usuários podem inserir os dados diretamente na interface web do aplicativo.

Mais uma vez: uma excelente iniciativa, principalmente por promover a inclusão de parcelas da população que normalmente não são nem lembradas em processos semelhantes.
Uma pena que ainda não é possível baixar os dados para serem visualizados em outros programas ou até mesmo passá-los para o GPS. Fica a sugestão.