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Instalando o gvSIG 2.0 versões RC (release candidate)

Buenas, pessoal!

O desenvolvimento da versão 2.0 do gvSIG está andando a passos largos. Montei este tutorial com a versão RC3, mas já recebi a notícia de que já está disponível para download a versão RC4. Não haverá maiores problemas pois o procedimento é o mesmo, bastando substituir o nome do arquivo para a última versão disponível.

Há uma grande expectativa da comunidade de usuários gvSIG quanto ao lançamento da versão 2.0, e se você quiser testar a nova versão, poderá seguir os passos que estão demonstrados neste tutorial. Ressaltamos que esta é uma versão beta, destinada a testes, e que não deve ser utilizada como ambiente de trabalho “normal”. Este tutorial está sendo feito considerando a instalação do gvSIG 2.0 RC3 em um PC com Linux Ubuntu 12.04. Para outras versões do Linux e/ou de outros sistemas operacionais o procedimento pode variar um pouco, mas segue a mesma lógica.

A partir da versão 2.0 teremos duas possibilidades de instalação: a tradicional (completa e com todos os pré-requisitos de instalação), que é opção recomendada, e a instalação online, que requer uma conexão com a internet para ser completada (recomendo uma conexão com a internet estável e de boa velocidade, pois o número e tamanho dos arquivos a baixar é considerável). Na medida do possível, procurarei abordar ambos os processos de instalação.

Como o tutorial ficou bem “grandinho”, optei por colocar uma divisão no texto. Na página principal você verá até essa parte, e, clicando no link abaixo, poderá visualizar o tutorial completo.

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gvSIG-munich: um projeto a ser seguido de perto!

Acabo de receber, via twitter do @OSOReu, a notícia do lançamento do projeto gvSIG-munich. Pela descrição encontrada na página do projeto, o objetivo do mesmo é desenvolver um plugin que supra certas deficiências do gvSIG, apontadas pelo conselho de Munich:

  • opção para salvar um projeto com caminho relativo ou absoluto [finalmente!];
  • copiar/colar geometrias;
  • Geoprocessos: modificar buffer, adicionar buffer lateral e adicionar split lines;
  • Campos de expressão: números consecutivos;
  • Selecionar duplicados por campo.
  • E outras características futuras que possam interessar a Munich [e a nós, por tabela], que sejam desenvolvidas sobre o gvSIG

Como podem ver, é uma lista interessante de características, e esse projeto merece ser acompanhado de perto. Vamos esperar o lançamento das primeiras versões.

Recuperando velhos hábitos

Como meu n810 está na assistência técnica (round 1 e round2), acabei tendo que apelar para o meu companheiro de muitas jornadas, o meu celular. Tenho um Nokia 6555 e já deixei por aqui várias dicas de como “incrementar” um celular com aplicativos java (1, 2, 3, 4). Vou compartilhar aqui como estou me virando para substituir o n810.

1. GPS e mapeamento:
Um dos programas que eu mais uso no n810 é o OSM2Go, para mapear as estradas por onde passo no meu trabalho, editar os mapas e fazer o upload dos dados para o projeto OpenStreetMap. Para suprir essa função com o 6555 estou usando o programa Locify, em conjunto com o módulo externo GPS LD-3W da Nokia, que conecta com o celular por bluetooth. Como o programa é em java, deve funcionar com a maioria dos celulares que tenham java e bluetooth habilitado. O Locify possui várias opções interessantes, mas a que eu tenho utilizado é a de traçar rotas, que são salvas no formato kml, podendo ser visualizadas diretamente como o Google Earth. Para exportar os dados para o OpenStreetMap faço uso do GPSBabel, transformando os arquivos kml para gpx, que é o formato aceito pelo OSM. Tem ainda um pequeno truque de edição para que o arquivo seja importado com sucesso, mas nõa é esse o objetivo deste post (se alguém tiver interesse no assunto é só deixar recado nos comentários).

2. Multimídia:
Essa é a função mais utilizada fora do horário de trabalho. Podcasts, músicas, vídeos, rádio online, tudo andava girando em torno do n810!
Quanto aos podcasts e às músicas, sem maiores problemas, tirando o fato de que meu celular não tem WiFi e baixar arquivos pela conexão de dados do celular é economicamente inviável, até porque não tenho um plano de dados. Nada que um download no pc mais próximo e uma trasferência por cabo ou bluetooth não resolva.
Rádio online nem pensar, pelos motivos já expostos. E como o 6555 não tem rádio interno (o n810 também não tem), escutar rádio está descartado. Pula para o radinho de pilha ;)
Quanto aos filmes, o mais difícil é se acostumar novamente a assistirem tela pequena depois de ter viciado na tela grande e de ótima resolução do n810. Filmes legendados é inviável! Dublados é aceitável, descontando a baixa resolução inerente ao formato 3gp. Por falar em formatos, para passar os vídeos para 3gp tenho usado o Mobile Media Converter e também o script de conversão de vídeos do GDH Press.

3. Leitura de ebooks:
Este sim foi o resgate de um hábito antigo! Leio ebooks no celular desde o meu primeiro aparelho com java, um Siemens C60, continuei no Motorola C650 e em todos os outros celulares que passaram pelas minhas mãos. Acostumado a este ambiente, para mim a leitura no n810 é prazerosa, principalmente por ler a maioria dos formatos disponíveis sem necessidade de malabarismos para a conversão. A tela sensível ao toque também facilita a navegação pelo texto, tanto dentro da página quanto entre as páginas.
Para ler livros no celular meu programa preferido é o TequilaCat Book Reader, um programa para Windows (roda pelo Wine em ambiente Linux também), que transforma textos em arquivos java, com recursos muito interessantes, como busca avançada, vários tamanhos de letras, rolagem automática da tela, com controle de velocidade, entre outras opções. A praticidade é ótima.
Existem outros programas com a mesma função, mas esse é o que eu mais me adaptei (sinta-se livre para deixar a dica dos programas que você utiliza nos comentários).

4. PIM e produtividade:
Muito embora não exista para o n810 um aplicativo matador nesta categoria, tenho feito um bom uso da suíte de aplicativos GPE. Calendário, contatos e lista de tarefas, com um widget para a área de trabalho, alarmes e alguma integração com os serviços do Google ajudam bastante a manter os compromissos em dia. Para substituir a altura, além de lançar mão dos aplicativos nativos do celular, que nos s40 já possuem as funções básicas de um bom nível, retornei ao apoio do velho e bom papel, na versão hipsterPDA, que complementa perfeitamente o celular nas funções de gerenciamento de informações pessoais e planejamento.

5. Outros usos:
Buenas… Aqui as possibilidades são muitas. Por exemplo, este texto foi totalmente digitado no celular e enviado por email para uma rápida formatação e publicação no blog. Notas de voz, fotos e vídeos de momentos que de outra maneira seriam perdidos, recados por sms, e por aí vai. Como falei antes, meu celular não tem WiFi e plano de dados é economicamente inviável no momento, então não vou nem comentar as possibilidade de acesso à internet pelo celular, mesmo não sendo com um samartphone. Só vou deixar uma dica: o Opera Mini 5 está matador!

Módulo GPS bluetooth em promoção

Está disponível na loja da Nokia o Módulo GPS sem Fio LD-3W, um excelente acessório para o seu celular com bluetooth ou para o seu internet tablet. E, o mais interessante, com uma boa redução de preço: de R$ 399,00 por R$ 139,00.

Adquiri um desses a alguns dias atrás, e tenho gostado muito da performance dele. Com facilidade tenho pareado ele com o celular 6555, da Nokia, através de progamas em java (qualquer hora dessas posto um artigo sobre os progrmas java que encontrei para essa função), mas também existem progamas disponíveis para as plataformas Symbian, PalmOS e WindowsMóbile. Pode ser utilizado também com os internet tablets, como o N800, e até mesmo com o N810 que, apesar de ter receptor GPS embutido, permite utilizar módulos GPS externos, o que pode ser interessante em muitas situações.
Certamente, uma opção com ótima relação custo/benefício para quem precisa utilizar um GPS no seu dia-a-dia.

Instalando o gvSIG no Ubuntu Linux

Aproveitando que no meu último artigo falei sobre um vídeo-curso para gvSIG, vou falar hoje sobre a instalação do gvSIG no Ubuntu Linux 9.04 (o procedimento é semelhante para as demais distribuições Linux).
Para quem ainda não conhece, o gvSIG é um Sistema de Informação Geográfica (SIG), isto é, “uma aplicação desenvolvida para capturar, armazenar, manipular, analizar e exibir em todas as suas formas as informações geograficamente referenciadas com o fim de resolver problemas complexos de planejamento e gestão. Caracteriza-se por dispor de uma interface amigável, sendo capaz de acessar os dados mais comuns, tanto vetoriais como raster, e conta com um grande número ferramentas para trabalhar com informações de natureza geográfica (ferramentas de consulta, criação de mapas, geoprecessamento, redes, etc.) que o tornam uma ferramenta ideal para usuários que trabalham com a componente territorial.” (livre tradução de um trecho da apresentação do gvSIG disponível em http://www.gvsig.org/web/home/projects/gvsig-desktop).
O gvSIG é um sistema escrito em Java, e está sendo desenvolvido pelo Conselho de Infraestruturas e Transporte de Valencia (Espanha). É um programa livre, distribuído sobre licença GNU/GPL, o que permite seu uso livre, distribuição, estudo e melhora, e está disponível para as plataformas Linux, Windows e MacOS, nos mais diversos idiomas, inclusive para o português.

Buenas, vamos ao que interessa: iremos instalar a versão 1.1 do gvSIG, pois é a última versão estável. Já está disponibilizada a versão 1.9 RC1, mas esta é uma versão de desenvolvimento, e pode apresentar muitos problemas na utilização para trabalhos; se você quiser instalar essa versão para conhecer as novidades que estão sendo incorporadas, o procedimento de instalação é semelhante ao que vamos descrever, bastando apenas baixar o arquivo desejado e trocar os nomes no procedimento).
Como estamos partindo do zero, vamos aproveitar e já baixar a versão 1.1.1, com todos os pré-requisitos incluídos: isso pode ser feito acessando a página de downloads do gvSIG e escolhendo a “versão 1.1.1, Complet version (all-included)”, disponível no link: ftp://downloads.gvsig.org/gva/descargas/ficheros/11/gvSIG-1_1_1-linux-i586-withjre.bin. Ou podemos fazer isso utilizando o terminal e o wget:

wget -c ftp://downloads.gvsig.org/gva/descargas/ficheros/11/gvSIG-1_1_1-linux-i586-withjre.bin

Em seguida, vamos permitir a execução do arquivo:

chmod +x gvSIG-1_1_1-linux-i586-withjre.bin

Feito isto, vamos executar o arquivo:

./gvSIG-1_1_1-linux-i586-withjre.bin

Agora, basta seguir as instruções. O programa irá instalar, se necessário, os seguintes componentes: Java Virtual Machine, JAI libraries, JAI image I/O libraries e, finalmente, o gvSIG. Pode seguir todas as opções defaults e/ou recomendadas. Tenho o costume de deixar a pasta de instalação com o nome geral da versão (gvSIG_1.1, no caso).

Terminado o processo, estaremos com o gvSIG versão 1.1.1 instalado. Mas a versão estável mais atual é a 1.1.2, então vamos continuar o procedimento para termos esta versão instalada. Volte ao terminal, e baixe a versão de updade:

wget -c ftp://downloads.gvsig.org/gva/descargas/ficheros/11/gvSIG-update-1_1_2-linux-i586.bin

Novamente, vamos mudar as propriedades do arquivo, para permitir a execução:

chmod +x gvSIG-update-1_1_2-linux-i586.bin

E, para finalizar. vamos executar o arquivo baixado:

./gvSIG-update-1_1_2-linux-i586.bin

Mesmo procedimento do arquivo anterior. Basta escolher o idioma da instalação e seguir as instruções. No caso, é recomendável deixar a versão Java já instalada, e quando solicitada a pasta de instalação, indicar a pasta anteriormente selecionada para a instalação do gvSIG (gvSIG_1.1 no meu caso). Cuide para não selecionar gvSIG_1.1.2, pois como esse é um arquivo de update, não irá realizar a instalação completa, e não vai conseguir atualizar corretamente se não for indicado qual a pasta em que você instalou a versão prévia do gvSIG.

Agora, duas dicas importantes:
1. Desligue todos os efeitos visuais quando for trabalhar com o gvSIG, ou você terá problemas com o mesmo, principalmente se você tem instalado o Compiz. Clique com o botão direito na área de trabalho e escolha a opção “Alterar plano de fundo”; Na aba “Efeitos Visuais”, selecione a opção “Nenhum”. Depois que você acabar de trabalhar com o gvSIG pode restaurar os efeitos visuais.
2. Para iniciar o programa, você tem que navegar até a pasta onde o gvSIG foi instalado e executar o arquivo gvSIG.sh, que está dentro da pasta “bin”. Para evitar ter que fazer isso toda vez que for usar o programa, você pode criar um lançador no menu de Aplicativos. Para isso, siga os seguintes passos:
a. Clique com o botão direito do mouse sobre o Menu Aplicações > Editar Menus;
b. Quando a janela menu principal abrir, você verá dois campos, um chamado Menus: e outro Itens: Em Menus, clique uma vez sobre no ícone Aplicações e em seguida no lado direito da janela clique em Novo Menu. Renomeie este novo menu como Geoprocessamento (ou outro nome de sua preferência).
c. Depois, clique sobre este novo menu que você acabou de criar e no lado Itens, adicione um Novo Item.
d. Uma nova janela se abrirá, ela chama-se Criar Lançador. No campo Nome, digite gvSIG; no campo comando, navegue até a pasta onde o programa foi instalado. No meu caso, ficou em “/home/user/gvSIG_1.1/bin/”. Selecione o arquivo gvSIG.sh e mande abrir.
e. De volta a janela anterior, no lado esquerdo tem um quadrado com uma figura, clicando sobre ela você adiciona um icone ao seu gosto. Para inserir o icone do gvSIG é só ir até a pasta mencionada no tópico anterior.
f. Depois é só clicar em OK e depois fechar a janela do Menu Principal.
E está pronto. Agora você já tem o programa gvSIG disponível em Aplicativos > Geoprocessamento > gvSIG, e poderá seguir o vídeo-curso para gvSIG, citado anteriormente ;)

Nos próximos artigos estarei repassando alguns links de cursos, apostilas e outros recursos para o gvSIG, bem como os procedimentos para instalar extensões e módulos importantes que potencializam o uso do gvSIG, como a extensão PilotoRaster e o módulo Sextante, que acrescenta mais de 160 scripts destinados à análise territorial, processamento de imagens, MDT, entre outros recursos voltados para o geoprocessamento.

Obs.: esse artigo foi inspirado no artigo “gvSIG – Uma alternativa ao Arcview“, do excelente blog Geoprocessamento para Linux. Leitura recomendada para todos os Linuxeiros Geomaníacos :D