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Composição de bandas de imagens Landsat-8 no gvSIG 2.x

Buenas, pessoal!

Recebemos um pedido de um tutorial sobre composição de bandas de imagens Landsat-8 com o gvSIG 2.x, e resolvemos experimentar um novo formato. Dividimos o tutorial em dois vídeos:

No primeiro, explicamos como reprojetar as bandas da imagem Landsat-8, já que as mesmas estão originalmente orientadas para o Norte verdadeiro (neste exemplo, WGS 84 UTM 21 N, EPSG 32621), e precisamos reprojetá-las para o sistema de referência que iremos trabalhar (SIRGAS 2000 UTM 22 S, EPSG 31982), conforme podemos ver no vídeo:

No segundo vídeo, mostramos como inserir as bandas da imagem do Landsat-8 para fazer uma composição (no exemplo, Cor Natural, bandas 4, 3 e 2), como recortar essa imagem a partir de um arquivo shape (limite de um município) e como salvar o raster resultante.

Maiores informações sobre as diferentes combinações de bandas de imagens do satélite Landsat-8 podem ser encontradas no artigo Landsat-8: Novas Combinações de Bandas e Informações Técnicas, do nosso blog parceiro Processamento Digital.

Espero termos resolvido as dúvidas do questionamento que originou esse artigo, e nos colocamos à disposição para maiores esclarecimentos. Podem usar os comentários deste artigo para postar as suas dúvidas, que responderemos.

Peço desculpas pelo vídeo sem som. Com o tempo iremos melhorando 😉

5as Jornadas Brasileiras de gvSIG – Palestra: Utilização do gvSIG para análise das variáveis população, renda e densidade demográfica nos limites dos setores censitários

Buenas, pessoal!

Volto a postar por aqui, trazendo neste momento o vídeo de uma das palestras que foi ministrada durante a realização das 5as Jornadas Brasileiras de gvSIG. Trata-se da palestra “Utilização do gvSIG para análise das variáveis população, renda e densidade demográfica nos limites dos setores censitários”, e foi ministrada pelo Jorge Santos, do blog Processamento Digital, e parceiro e colaborador de longa data do nosso blog.

Nessa palestra, o Jorge nos mostra como pesquisar os dados do Censo 2010 no site do IBGE, como preparar os dados para serem analisados, e como analisar as informações obtidas utilizando o gvSIG.

Aproveitem o vídeo, e nos vemos em breve!

Criando um mapa de localização no gvSIG – Parte 3

E chegamos ao ponto máximo do nosso artigo! Na primeira parte, obtemos e preparamos os dados que queremos mostrar no nosso mapa de localização; na segunda parte do artigo, preparamos as Vistas que serão mostradas no mapa de localização; e agora, finalmente, vamos à pratica com o modo Mapa do gvSIG. Lembrando que nosso objetivo final é publicar um mapa semelhante a esse:

Resultado final do mapa de localização executado através do gvSIG
Resultado final do mapa de localização executado através do gvSIG

Para começar, vamos abrir o projeto que salvamos ao final do último artigo. Você deverá ter uma área de trabalho semelhante a essa:

Situação atual do trabalho
Situação atual do trabalho

Acesse o modo Mapa do gvSIG, clicando no ícone Mapa na janela do Gerenciador de projetos.

Modo Mapa no Gerenciador de projetos
Modo Mapa no Gerenciador de projetos

Ao clicarmos no botão “Novo“, abrirá a janela Configurar página:

Configurando a página
Configurando a página

Vamos estudar um pouco as opções:

  • Em Tamanho da página, vamos selecionar A4. As opções vão de A0 a A4, ou personalizado, quando podemos utilizar a próxima opção para digitar manualmente a Largura e a Altura da nossa página (não usei esta última opção porque ela tem um pequeno bug que não permite selecionar a Orientação da página).
  • Em Orientação, vamos selecionar a orientação da página, se em modo paisagem (Horizontal) ou modo porta-retrato (Vertical). Para este mapa selecionei Horizontal, mas, se você selecionar Vertical com um Tamanho de página A4, irá obter a mesma largura de página que tem uma folha tamanho A5, conforme usada no post do Narcélio de Sá, citado na primeira parte deste artigo.
  • Em Resolução do resultado, vamos selecionar a qualidade de impressão da nossa página, que pode ser:
    • Baixa: 72 pontos por polegada, ideal para ser usado para exibição em páginas web ou como rascunho;
    • Normal: 300 pontos por polegada, adequada para impressões gerais, que é a qualidade que vamos selecionar neste trabalho; e
    • Alta: 600 pontos por polegada, adequada para impressões de alta qualidade, e em grandes formatos.
  • Na próxima seção, podemos decidir qual Vista vamos inserir no nosso Mapa quando aberto pela primeira vez. Muito interessante se queremos inserir apenas uma Vista, vamos deixar desmarcado desta vez, pois vamos trabalhar com várias Vistas em um mesmo Mapa.
  • E na última seção, Personalizar margens, podemos personalizar as margens da nossa página, de modo a refletir nossas configurações. Deixei 3,0 cm na margem esquerda e 2,0 cm na margem direita, que são os padrões para artigos na norma ABNT.

Definidas as configurações da página do nosso Mapa, podemos clicar em Aceitar, e abrirá a janela do modo Mapa. Ainda no Gerenciador de projetos, podemos Renomear o nosso mapa, para facilitar a identificação.

Área de trabalho do modo Mapa
Área de trabalho do modo Mapa

Podemos notar que o gvSIG coloca uma moldura na nossa folha, delimitando a área útil definida pelas margens que configuramos anteriormente.

Vamos agora inserir a nossa Vista Estado no mapa. Para tanto, acesse o menu Mapa > Inserir > Vista, ou clique no ícone Inserir Vista da barra de ferramentas. Em seguida, clique na página, no local onde deseja inserir a Vista. Será aberta uma nova janela, onde poderemos definir as Propriedades do marco da Vista:

Janela Propriedades do marco da Vista
Janela Propriedades do marco da Vista

Vamos selecionar a Vista Estado, que é a que queremos inserir neste momento. Se você ainda não aplicou Transparência ao fundo da Vista, conforme explicado na segunda parte deste artigo, poderá clicar no botão Configurar Vista e fazer esse procedimento agora. Não é necessário alterar as demais configurações. Podemos clicar no botão Aceitar para inserirmos a Vista no nosso Mapa.

Inserindo uma Vista no Mapa
Inserindo uma Vista no Mapa

Podemos notar que a Vista é inserida com vários pontos de manipulação, que aparecerão ao redor da Vista sempre que ela estiver selecionada. Quando a Vista estiver neste modo, poderemos movê-la e redimensioná-la utilizando estes manipuladores. Vamos aproveitar para reposicionar esta Vista no canto esquerdo da página, e aumentarmos o tamanho de modo que possamos visualizar o contorno do Estado.

Redimensionando a Vista
Redimensionando a Vista

Notamos também a presença da Tabela de Conteúdos (ToC) no lado esquerdo da janela Mapa, onde podemos ver as camadas que estão presentes na Vista que está selecionada, e podemos alterar as suas configurações. Vamos fazer isso agora. Dê um duplo clique no símbolo logo abaixo da camada dos municípios da Mesorregião na ToC, e será aberta a sua janela do Seletor de simbologia, onde iremos alterar as configurações de simbologia da camada, para que o mapa seja melhor visualizado ao imprimí-lo.

Configurações de simbologia da camada
Configurações de simbologia da camada

Nas Opções, continuamos a deixar desabilitada a Cor do preenchimento, e a Cor da borda também continua como preta. O que vamos alterar é a Largura da borda, que estava em “2,0” “Pixels” “no mundo”, vamos alterar para “0,50” “Milímetros” “no papel“. Com isso, vamos obter uma linha mais grossa, destacando a camada de municípios. Feita a alteração, basta clicar em Aceitar para que as alterações sejam aplicadas e voltemos para a janela Mapa.

Repita este procedimento, agora sobre a camada do Estado, alterando a Largura da borda para “0,25” “Milímetros” “no papel“, obtendo assim uma linha um pouco mais fina.

Terminamos de inserir a Vista Estado no nosso mapa. Vamos agora repetir esse procedimento para inserir as Vistas Mesorregião, Microrregião e Município no mapa, cuidando para repetir as alterações que fizemos na simbologia das camadas. Ao final, devemos ter nossa área de trabalho semelhante a essa:

Janela Mapa com todas as Vistas inseridas
Janela Mapa com todas as Vistas inseridas

Vamos agora deslocar nossas Vistas e redimensioná-las, para obter uma distribuição mais agradável. Se em algum momento você precisar que uma Vista sobreponha outra, você pode definir quem estará na camada superior selecionando a Vista e utilizando o menu Mapa > Gráficos > Colocar à frente ou Mapa > Gráficos > Colocar atrás. Na próxima imagem podemos visualizar o mapa com as Vistas melhor posicionadas:

Vistas posicionadas no Mapa
Vistas posicionadas no Mapa

Depois de obter uma distribuição que nos agrada visualmente, vamos agora para os detalhes. Primeiramente, vamos fazer as linhas que ligam visualmente uma Vista à Vista anterior. Para isso, vamos usar a ferramenta Polilinha (menu Mapa > Inserir > Polilinha ou através do ícone Inserir polilinha da barra de ferramentas). Clicamos no primeiro ponto onde vamos inserir a polilinha, clicamos no segundo ponto, e em seguida clicamos com o botão direito e, no menu que se abre, selecionamos Finalizar. Teremos a nossa primeira linha traçada:

Traçando linhas com a ferramenta polilinha
Traçando linhas com a ferramenta polilinha

Como podemos notar, a linha é criada já com os manipuladores vinculados a ela.  Com um duplo clique sobre a linha abrimos a janela Propriedades do gráfico, onde devemos alterar a sua Cor para preta,  e redefinir sua Largura para “0,40” “Milímetros” “no papel“, clicando em seguida em Aceitar.

Redefinindo propriedades da linha
Redefinindo propriedades da linha

Repetimos este processo, desenhando as demais linhas necessárias:

Todas as linhas adicionadas
Todas as linhas adicionadas

Próximo passo: inserir os textos do nosso mapa. Devemos acessar o menu Mapa > Inserir > Texto, ou clicar no ícone Inserir texto da barra de ferramentas. Em seguida clicamos na janela Mapa, no local onde desejamos inserir o texto, e será aberta a janela Propriedades do texto, onde vamos inserir o texto que desejamos, e definir suas propriedades.

Janela Propriedades do texto
Janela Propriedades do texto

Digitamos o texto, selecionamos o alinhamento, digitamos o Tamanho da fonte e em seguida clicamos em Aceitar, e o texto será inserido em nosso Mapa.

Texto inserido no Mapa
Texto inserido no Mapa

Repetimos o processo com os outros textos, alterando o tamanho da fonte para obtermos o efeito desejado:

Todos os textos posicionados
Todos os textos posicionados

E agora, vamos ao último detalhe do nosso mapa: a inserção da Rosa de Ventos. Acessamos o menu Mapa > Inserir > Norte, ou clicamos no ícone Inserir norte da barra de ferramentas. Em seguida, clicamos no local onde desejamos inserir a Rosa de Ventos no Mapa. Abrirá a janela Propriedades do marco de imagens, onde poderemos selecionar o modelo de Rosa de Ventos que queremos inserir, bem como em selecionar qual a Vista que a Rosa de Ventos será vinculada.

Selecionando a Rosa de Ventos
Selecionando a Rosa de Ventos

Selecionada a Rosa de Ventos que nos agrada, basta clicar no botão Aceitar, e ela será inserida no nosso Mapa.

Resultado final do trabalho
Resultado final do trabalho

E está pronto o nosso Mapa de Localização! Agora, só falta imprimir o nosso trabalho (menu Mapa > Imprimir, ou através do ícone Imprimir da barra de ferramentas), ou ainda exportá-lo para PDF (esta opção só está disponível na barra de ferramentas, através do ícone Exportar para PDF).

Infelizmente não localizei a opção Exportar para JPG, ou Exportar para imagem. Parece que ainda não foi implantada nas versões 2.x do gvSIG. Enquanto essa característica não é implementada, você pode usar a ferramenta Exportar para PDF para gerar um arquivo PDF do mapa, abrindo depois este arquivo no GIMP, onde você pode gerar a imagem JPG sem problemas.

E chegamos ao final do nosso artigo. Já sabemos como gerar um Mapa de Localização no gvSIG. Espero que tenhamos aprendido um pouco mais a lidar com este excelente programa GIS Open Source. Qualquer dúvida, use os comentários!

Nos vemos em breve!

Criando um mapa de localização no gvSIG – Parte 2

Buenas, pessoal! Voltamos com a segunda parte do artigo sobre como elaborar um mapa de localização utilizando o compositor de Mapas do gvSIG.

Dando continuidade ao trabalho que iniciamos na primeira parte deste artigo, abra o projeto que salvamos no final do nosso trabalho. Devemos ter nele uma Vista nomeada Trabalho, onde estão as camadas Município, Microrregiões, Mesorregiões e Estado, referentes ao Estado do RS. Além disso, criamos também os arquivos shapes referentes às divisas do município de Ivorá, a Microrregião de Restinga Seca e a Mesorregião Centro Ocidental Riograndense, além dos arquivos shapes contendo os municípios abrangidos por essas Micro e Meso regiões. Com esses arquivos em mãos, podemos dar continuidade ao nosso labor. O próximo passo será definirmos as Vistas que farão parte do nosso mapa.

Definindo as Vistas que farão parte do mapa

Com o projeto restaurado, acesse novamente a janela do Gerenciador de projetos (“menu Exibir > Gerenciador de projetos” ou “Alt + P“). Selecione o Tipo de documento > Vista, e crie quatro novas Vistas, com as mesmas configurações da Vista já existente, renomeando elas para Estado, Mesorregião, Microrregião e Município. A nossa área de trabalho deverá ficar semelhante a essa:

Área de trabalho com as Vistas criadas
Área de trabalho com as Vistas criadas

Agora vamos popular estas Vistas. Abra a Vista Estado, e adicione o shape do Estado do Rio Grande do Sul (baixado do IBGE) e o shape dos municípios abrangidos pela Mesorregião Centro Ocidental Riograndense. Altere as propriedades da camada, de forma que os polígonos fiquem sem preenchimento e com a cor da borda preta. Na camada referente aos municípios, selecione a Largura da borda em “2.0″ “pixels” “no mundo” para dar um destaque maior.

Definindo estilo para os polígonos
Definindo estilo para os polígonos

O resultado final deve ficar semelhante a esse:

Vista "Estado"
Vista “Estado”

Em seguida, repita o processo na Vista Mesorregião, inserindo o shape da Mesorregião Centro Ocidental Riograndense (que foi exportada na primeira parte do artigo) e o shape dos municípios que são abrangidos pela Microrregião de Restinga Seca, aplicando os mesmos estilos da Vista anterior aos polígonos.

Vista "Mesorregião"
Vista “Mesorregião”

A próxima será a Vista Microrregião. Nela vamos inserir o shape da Microrregião de Restinga Seca e o shape do município de Ivorá, sempre repetindo os mesmos estilos anteriores.

Vista "Microrregião"
Vista “Microrregião”

Finalmente, na Vista Município, vamos inserir apenas o shape do município.

Vista "Município"
Vista “Município”

E agora, um último detalhe, que é o “pulo do gato”, e que nos permitirá sobrepor as Vistas sem nos preocuparmos com o fato de que uma Vista poderia esconder outra Vista que estivesse abaixo dela. Vamos alterar a transparência da Cor de fundo da Vista. Para tanto, acesse novamente a seção Vista no Gerenciador de projetos, selecione a Vista Municípios, e clique no botão Propriedades. Será aberta a janela Propriedades da Vista. Nela, clique no botão “” ao lado da opção Cor de fundo, para que possamos aplicar transparência à cor de fundo da Vista.

Janela "Propriedades da Vista"
Janela “Propriedades da Vista”

Na janela Cor de fundo que se abre, clique na aba HSV, e na opção Transparência deixe o valor em 100%. Com isso, estamos deixando o fundo da nossa Vista totalmente transparente. Em seguida, clique em OK para aplicar os valores e fechar esta janela, voltando para a janela Propriedades da Vista, onde devemos clicar no botão Aplicar e em seguida no botão Aceitar.

Janela "Cor de fundo"
Janela “Cor de fundo”

Esse procedimento deve ser repetido nas Vistas Estado, Mesorregião e Microrregião. Com isto, estaremos com todas as Vistas prontas para serem usadas na composição do nosso Mapa de Localização. Mas isso é assunto para a terceira parte do artigo…

Não se esqueça de salvar o projeto, para que possamos continuar a partir daqui. Nos vemos em breve!

Criando um mapa de localização no gvSIG – Parte 1

Buenas, pessoal!

Para marcar a volta às atividades no blog, nada melhor do que um artigo abordando o modo Mapa do gvSIG, esse incompreendido e muitas vezes mal falado compositor de mapas. A inspiração para o artigo veio através da postagem do Narcélio de Sá, que desenvolveu o tema de como criar um mapa de localização com muita desenvoltura utilizando as facilidades que o QGIS oferece através do seu compositor de mapas.

Muito embora o gvSIG não ofereça um modo de Mapa tão avançado, que disponibilize todos os recursos apresentados no referido artigo, ainda assim é possível criar um mapa de localização que não fica devendo nada para o que foi apresentado, como podemos conferir na imagem abaixo, que mostra o resultado final do nosso exercício:

Resultado final do mapa de localização executado através do gvSIG
Resultado final do mapa de localização executado através do gvSIG

Nesta primeira parte vamos tratar da obtenção dos arquivos necessários e da preparação das camadas e das Vistas que iremos utilizar para compor o nosso mapa. Na segunda parte deste artigo iremos tratar da composição do mapa em si, e dos “truques” que utilizamos para alcançar o nosso objetivo final.

Obtenção dos dados

Todos os arquivos utilizados para compor este mapa foram obtidos  no site do IBGE, da malha digital de Municípios de 2014, que pode ser obtida acessando o ftp do IBGE. Estarei utilizando os arquivos referentes ao Rio Grande do Sul, mas sinta-se livre para baixar e utilizar os dados do seu Estado…

Dentro da pasta de cada Estado existem quatro arquivos compactados, contendo os arquivos shape referentes ao contorno do Estado, suas mesorregiões, microrregiões e a divisão municipal. Baixe todos os arquivos e descompacte na sua pasta de trabalho.

Preparação do ambiente de trabalho

De posse dos arquivos necessários, vamos começar a preparar nosso ambiente para montar as Vistas que serão usadas na composição do nosso mapa. Para isso, abra o gvSIG, crie um novo projeto e adicione uma nova Vista (pode deixar a projeção padrão, EPSG 4326 – WGS 84, que é muito semelhante a projeção SIRGAS 2000, utilizada pelo IBGE). Eu renomeei esta Vista como “Trabalho”.

Criada a Vista, acesse a mesma e vamos inserir os quatro arquivos shape que baixamos (“Vista > Adicionar camada“, ou “Alt + O” ou no ícone “Adicionar camada“). Pode adicionar os quatro arquivos simultaneamente.

Inserindo shapes na Vista de trabalho.
Inserindo shapes na Vista de trabalho.

Para facilitar o trabalho, renomeie cada camada inserida na ToC (clique com o botão direito do mouse sobre o nome da camada na ToC, e clique na opção “Renomear“, de modo a refletir o que cada camada representa (Estado, Mesorregiões, Microrregiões e Municípios).

mapalocaliza03
Camadas renomeadas

Exportando feições selecionadas como shapes

Com isso preparado, podemos começar a separar os shapes que usaremos para compor os mapas. Em primeiro lugar, vamos separar o shape do município que iremos localizar no nosso mapa. Aqui, estou separando o município de Ivorá, RS. Selecione a camada dos Municípios na ToC, e deixe ela por cima das outras camadas, ou então desabilite a visão das outras camadas, para que possamos visualizar apenas a camada dos municípios.

Com a camada Municípios selecionada, utilize a ferramenta de seleção simples (“Seleção > Seleção simples“, ou o ícone “Seleção simples“) para selecionar o município desejado. Se estiver difícil de localizar o município desejado, utilize as ferramentas de Zoom para navegar na camada, e faça uso da ferramenta de consulta “Informação por ponto” (“Camada > Consulta > Informação por ponto” ou no ícone “Informação por ponto“), que mostra os atributos do ponto selecionado:

Utilizando a ferramenta de consulta "Informação do ponto"
Utilizando a ferramenta de consulta “Informação do ponto”

Selecionado o município, vamos exportá-lo como arquivo shape individual através do menu “Camada > Exportar para…“, salvando o arquivo como “Ivora.shp” (para maiores detalhes sobre como exportar uma feição selecionada como arquivo shape, acesse o tutorial). Não é necessário inserir a camada resultante na Vista de trabalho.

Repita esse processo com a camada Microrregiões, salvando a Microrregião Restinga Seca, e com a camada Mesorregiões, salvando a Mesorregião Centro Ocidental Rio Grandense, que são as regiões onde está inserido o município objeto do nosso estudo.

Recortando camadas

Para que tenhamos um incremento visual em nosso mapa, vamos precisar recortar da nossa camada de municípios, os municípios que fazem parte da Microrregião Restinga Seca e da Mesorregião Centro Ocidental Rio Grandense. Para isso, vamos utilizar o geoprocesso Cortar,  presente na Caixa de ferramentas de Geoprocessos do gvSIG.

Vamos começar pela Microrregião: habilite novamente a visualização da camada Microrregiões na ToC e, se ainda não estiver, posicione ela acima da camada Municípios, para que possamos vê-la na área de trabalho da Vista. Utilizando novamente a ferramenta de Seleção simples, clique na Microrregião Restinga Seca, para deixá-la selecionada. Em seguida, clique no menu Ferramentas > Geoprocessos > Caixa de Ferramentas, e dê um duplo clique no geoprocesso Cortar (Algoritmos > Geoprocessos do gvSIG > Camadas vetoriais > Cortar).

Janela do geoprocesso Cortar
Janela do geoprocesso Cortar

Na janela do geoprocesso Cortar que se abre, defina os parâmetros para que sejam recortados os municípios da Camada de entrada Municípios, com a máscara da microrregião selecionada da Camada de recorte Microrregiões.  Para maiores detalhes sobre o geoprocesso Cortar,  visite o artigo Geoprocesso Cortar (Clip) no gvSIG 2.x.

Ao encerrar o geoprocesso Cortar, teremos inseridas na Vista três novas camadas: uma de linhas, uma de pontos, e uma de polígonos, que é a que nos interessa. Descarte as duas primeiras e exporte a camada de polígonos como Microrregião_municipios.shp através do menu Camadas > Exportar para…

Repita esse procedimento com a camada Mesorregiões, criando um shape dos municípios abrangidos pela Mesorregião Centro Ocidental Riograndense.

Terminada esta fase, temos todos os arquivos necessários para criarmos as Vistas que farão parte do nosso mapa de localização, mas isso é assunto para a parte 2 deste artigo. Salve o seu projeto para que possamos continuar do ponto onde paramos.

Nos vemos em breve!

Geoprocesso Cortar (Clip) no gvSIG 2.x

O geoprocesso Cortar (também conhecido como Clip) é utilizado quando queremos recortar uma camada vetorial (pontos, linhas e/ou polígonos) utilizando outra camada como área de recorte.

Para exemplificar este geoprocesso, vamos recortar os municípios que fazem parte de uma Microrregião do Estado do Rio Grande do Sul. Para tanto, vamos usar duas camadas: a camada dos Municípios do RS, e a camada das Microrregiões do RS. Ambos os shapes podem ser obtidos no ftp do IBGE, na malha digital dos municípios.

Inseridas as duas camadas na Vista, vamos selecionar na camada das Microrregiões, a microrregião de nosso interesse (no caso, a Microrregião de Restinga Seca). Em seguida, abrimos o menu das ferramentas de geoprocessamento do gvSIG (menu Ferramentas > Geoprocessamento > Caixa de ferramentas), e clicamos no geoprocesso Cortar (Algoritmos > Geoprocessos do gvSIG > Camadas vetoriais > Cortar).

Acessando o geoprocesso Cortar
Acessando o geoprocesso Cortar

Abrirá a janela do geoprocesso Cortar, onde poderemos definir os parâmetros do recorte que queremos fazer:

Janela do geoprocesso Cortar
Janela do geoprocesso Cortar

Na seção Entradas, selecionamos como Camada de entrada, a camada que desejamos recortar (Municipios, no nosso caso); como Camada de recorte, selecionamos a camada que servirá como máscara de recorte (Microrregiões, no exemplo).

Como queremos cortar da camada Municípios apenas aqueles municípios que fazem parte da Microrregião de Restinga Seca, selecionada anteriormente na camada Microrregiões, na seção Opções, selecionamos a opção “Feições selecionadas (Camada de recorte)“.

Obs.: Caso quiséssemos selecionar todas as feições da camada de entrada que são cobertas por todas as feições presentes presentes na camada de recorte, deixamos esta segunda opção sem selecionar (interessante quando temos apenas uma feição na camada de recorte). A primeira opção desta seção (“Feições selecionadas (Camada de entrada)“) serve para que sejam recortadas apenas aquelas feições que estão selecionadas na camada de entrada. Seria o caso, por exemplo, de que quiséssemos selecionar apenas alguns municípios que fazem parte da microrregião selecionada como máscara de recorte.

Finalmente, na seção Saídas, selecionamos os arquivos que queremos gerar. A opção padrão é Salvar em arquivo temporário, mas podemos selecionar ou criar o arquivo de saída clicando no botão “” ao lada da opção. Podemos ver também que serão criados três tipos de arquivos vetoriais: Polígonos, Linhas e Pontos. Como neste caso só nos interessam os polígonos, criei apenas o arquivo shape correspondente. Mesmo assim, as outras duas camadas serão inseridas na ToC, devendo ser eliminadas posteriormente.

Clicando no botão “Aceitar” o geoprocesso Cortar é aplicado conforme os parâmetros definidos e as camadas criadas são inseridas na Vista atual.

Resultado final do geoprocesso Cortar
Resultado final do geoprocesso Cortar

 

Exportar feição selecionada no gvSIG 2.x

Este é um dos procedimentos básicos de qualquer GIS, e hoje vamos ver como fazer essa operação no gvSIG 2.x (o procedimento é semelhante para as versões anteriores do gvSIG, mudando apenas algumas partes na interface).

Para esse exercício, vamos utilizar o shape dos municípios do Estado do Rio Grande do Sul, que pode ser obtido na malha digital dos municípios, no ftp do IBGE. Inserido a camada em uma Vista do gvSIG, vamos selecionar o município de nosso interesse, que queiramos exportar para um novo shape contendo apenas as informações referentes daquela feição.

Tenha certeza de que a camada contendo a feição que você queira exportar está ativa na ToC, e em seguida, utilize a ferramenta de seleção simples (“Seleção > Seleção simples“, ou o ícone “Seleção simples“) para selecionar o município desejado.

Selecionando município a exportar
Selecionando município a exportar

Se estiver difícil de localizar o município desejado, utilize as ferramentas de Zoom para navegar na camada, e faça uso da ferramenta de consulta “Informação por ponto” (“Camada > Consulta > Informação por ponto” ou no ícone “Informação por ponto“), que mostra os atributos do ponto selecionado:

Utilizando a ferramenta de consulta "Informação do ponto"
Utilizando a ferramenta de consulta “Informação do ponto”

Conforme podemos verificar, estamos selecionando o município de Santa Maria para exportar. Podemos conferir que a feição está selecionada pelo fato da mesma mudar de cor (para amarelo, neste caso. A cor da feição selecionada pode ser alterada nas preferências).

Com a feição selecionada, vamos exportá-lo como arquivo shape individual. Para tanto, acessamos o menu “Camada > Exportar para…” e, na janela que se abre, selecionamos a opção “Formato shape“, clicando em seguida no botão “Seguinte“.

Janela "Exportar para..."
Janela “Exportar para…”

Na sequencia, abrimos o botão “” para navegar até o nosso diretório de trabalho, e nomeamos o nosso novo arquivo (no caso, SantaMaria.shp), clicando no botão “Abrir” e depois, novamente em “Seguinte“.

Definindo o nome do arquivo a exportar
Definindo o nome do arquivo a exportar

Na aba de “Opções de exportação” que se abre, cuidar para selecionar a opção “Os registros selecionados” na seção “Indique quais registros quer exportar”. Feito isso, basta clicar no botão “Exportar” para terminar o processo.

Exportando apenas as feições selecionadas
Exportando apenas as feições selecionadas

Ao clicarmos em “Exportar”, a exportação será realizada para o arquivo definido anteriormente e abrirá uma janela perguntando se queremos inserir a nova camada na Vista atual.

Definir se queremos inserir a nova camada na Vista atual
Definir se queremos inserir a nova camada na Vista atual

Definido se queremos ou não inserir a nova camada na Vista, podemos terminar o processo clicando em “Fechar” na janela de Exportação, com o que voltamos à janela da Vista onde estávamos trabalhando.

Links #gvSIG da Semana [23/2014]

Buenas, pessoal!

Experimentando um novo formato de posts aqui no blog, destacando os principais links sobre o gvSIG que foram notícia nas redes sociais durante a semana. Por favor, se tiverem outros links para indicar, usem o espaço dos comentários logo abaixo, que eu incluo no corpo do artigo.
Iniciamos com os links da 23ª semana de 2014 (de 19 a 25/05/2014):


Continue lendo Links #gvSIG da Semana [23/2014]

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Webinar gvSIG 2.0 – Um convite para a comunidade #GEO

Buenas, pessoal!

O iDea Plus Geo vem fazer companhia a Associação gvSIG e ao MundoGEO para convidar toda a comunidade de geotecnologia a participar de um seminário online em Português sobre o novo gvSIG Desktop 2.0.

Com inscrições gratuitas, este webinar destina-se a todos os usuários, desenvolvedores e profissionais que utilizam o gvSIG como ferramenta GIS ou que pretendem utilizá-lo, e apresentará as funcionalidades da versão 2.0 e o seu futuro.

Os participantes poderão interagir com o apresentador, enviando suas questões através do chat. Após o webinar, serão enviados certificados digitais de participação a todos que estiverem online na sessão.

Detalhes do Webinar:

  • Webinar: gvSIG Desktop 2.0 – Em Português
  • Data: 24 de Julho de 2013
  • Horário: 11:00 (horário de Brasília) – 14:00 (UTC)
  • Hora local: http://www.timeanddate.com/worldclock/fixedtime.html?msg=gvSIG+Desktop+2.0+-+Em+Portugu%C3%AAs&iso=20130724T11&p1=45
  • Linguagem: Português
  • Palestrantes: Eliazer Kosciuk, Engenheiro Agrônomo, Extensionista Rural da Emater/RS e coordenador do blog iDea Plus Geo; e Wilson Holler, Engenheiro Cartógrafo, Supervisor do Núcleo de Análises Técnicas da Embrapa Gestão Territorial.
  • Requisitos de Sistema:
    • PC – Windows 7, Vista, XP ou 2003 Server
    • Macintosh – Mac OS X 10.4.11 (Tiger) ou mais recente
    • Mobile iPhone/iPad/Android
    • (pois é… infelizmente não há opção para a plataforma Linux 🙁 )

Fica aqui o nosso convite: participe do nosso Webinar, e venha conhecer as novidades do gvSIG 2.0. As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas!

Reserve já seu espaço neste seminário online: https://www2.gotomeeting.com/register/251500890

fundo_msx

Minha homenagem a um balzaqueano

Buenas, pessoal! Hoje eu vou sair um pouco da programação “normal” do nosso iDea Plus Geo para fazer uma homenagem a alguém que está completando 30 anos exatamente nesta data.

Peço desculpas aos nossos leitores pela leve alteração de rumo, mas depois de vocês lerem este pequeno artigo certamente vão concordar comigo que a homenagem é merecida. Afinal, se não fosse pelo que aprendi com ele, dificilmente eu estaria escrevendo neste blog hoje…

Como eu não gosto de muita enrolação, vou revelar logo a identidade do homenageado: o padrão MSX de computadores!

–  O quê??!!? O que é que é isso? Uma brincadeira? Que bicho é esse?

Não se assustem! Como eu disse, ele está fazendo 30 aninhos… Exatamente a 30 anos atrás, no dia 27 de junho de 1983, era anunciado o padrão MSX de computadores. Não vou entrar em maiores detalhes aqui sobre este microcomputador de 8 bits, 64 Kb de memória (e você reclamando que o seu PC “só tem 4 Gb”…), cujo “monitor” era uma tela de TV. HD, DVD, pendrive? Nops… só um gravador de fita K7 (o famoso “datacassete”). Só bem mais tarde é que ele adotou os disquetes (primeiro o de 5 1/4 e só depois os de 3 1/2, que alguns dos que leem esse blog talvez conheceram…).

–  Tá bom, mas, o que isso tem a ver com gvSIG e Geoprocessamento?

Nada, ué… e… tudo, também! Porquê através desse “senhor” que está entrando na meia-idade eu comecei a conhecer o fantástico mundo da informática.

Já ouviram falar daquela história de que tudo de importante que a gente precisa aprender nos é ensinado no Jardim da Infância? Aqui o paralelo é verdadeiro: foi nesse “micrinho” que eu aprendi sobre lógica de programação, processadores de textos, planilhas de cálculos e bancos de dados. E podem ter a certeza de que esse aprendizado tem servido em todas as áreas da minha vida…

Mas, mais importante até que esse aprendizado técnico, tem sido o aprendizado social. Foi através do MSX, e da grande comunidade de usuários entusiastas que se criou ao redor dele, que eu aprendi a buscar por contra própria soluções para os problemas enfrentados, a superar dificuldades com os recursos disponíveis (tínhamos que, literalmente, tirar leite de pedra!), a compartilhar o conhecimento e as descobertas que íamos fazendo, a unir forças com outros usuários para transpor barreiras… Ou seja: valores da comunidade open source que já eram praticados antes mesmo que esse termo fosse cunhado!

Se você ficou curioso sobre o MSX, que também é conhecido como “o mais mágico dos microcomputadores”, basta fazer uma pesquisa no Google. Você vai se espantar com a quantidade de links… Mas, como início dessa jornada, recomendo o podcast Retrocomputaria, que tem vários episódios dedicados a esse micro. Aproveite para aprender um pouco sobre a história da computação, e outras linhas de microcomputadores que fizeram parte desses primórdios (Sinclair, ZX Spectrum, TRS, TRS-Color, Amiga, Commodore 64, TK82, ZX-81, TK90X serão alguns nomes que você vai lembrar/conhecer). Não posso deixar de citar o meu próprio blog sobre o MSX, o Klax MSX… está passando por reformas, mas ainda tem alguns conteúdos por lá. (Em breve ele vai voltar a ter todo o conteúdo que estava disponível antigamente. Aguardem!)

E, se você for o feliz possuidor de um MSX, em qualquer dos seus “sabores” (MSX 1, MSX 2, MSX 2+ ou MSX TurboR), faça um favor a você mesmo: tire ele da caixa, dê um abraço de felicitações nele, e passe um bom tempo com o seu amigo!

Agora, se você tem um MSX em casa (ou qualquer outro microcomputador clássico, ou qualquer material relacionado com ele, como livros, revistas, mídias, periféricos), e acha que ele está apenas ocupando espaço, faça um msxzeiro feliz: aproveite o dia, faça uma doação, e dê um destino mais nobre para ele! Se quiser um voluntário para receber essas doações, pode usar o nosso formulário de contato para isso, que eu dou um jeito…  😉

Um abraço a todos, e voltemos a nossa programação normal!

P.S.1: eu tenho alguns “fãs” do meu mascote/avatar, o pinguim que aparece no cabeçalho do site. Muitos pensam que ele foi inspirado no Tux, do Linux. Ledo engano! Sinto muito em informar, mas o meu avatar foi inspirado em um pinguim gaudério, que por sua vez foi inspirado no Pentarou, o pinguim que foi criado pela Konami, e que apareceu pela primeira vez no jogo “Konami’s Ping Pong”, de 1985, e que ficou famoso quando teve seu próprio jogo, o “Penguin Adventure”:

tuxs

P.S.2: muitos não irão acreditar, mas podem conferir: nesses 30 anos o MSX é notícia novamente! Podem conferir, por exemplo, a reportagem no The Wall Street Journal, que saiu ontem… Esse press release foi organizado e divulgado pela turma que organiza o portal msx.org