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Aprendendo SIG com Game of Thrones (V): Edição de tabelas

Continuamos com o mini-curso de introdução ao SIG com Game of Thrones. No artigo de hoje começaremos a revisar as ferramentas de edição alfanumérica. Iniciando da camada “Political” que contém os reinos do continente denominado “Westeros” ou “Os Sete Reinos” vamos completar a informação alfanumérica original com a frase da casa reinante e dos campos que servirão para vermos (em um próximo exercício) como funciona a ferramenta de “Hyperlinks”.

Preparados?

Depois de abrirmos nosso projeto, ativamos a camada “Political” e abrimos sua tabela de atributos, como vimos anteriormente no exercício “Tabelas”. Esta tabela de atributos tem 3 campos: id, name (nome do reino) e ClaimedBy (Casa dominante). Vamos começar a edição e adicionar 3 campos adicionais.

Para começar a edição vamos ao menu “Tabela/Iniciar edição” ou clicamos no ícone correspondente:

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Se a Vista estiver visível podemos conferir que o nome da camada (“Political”) assumiu a cor vermelho, o que nos mostra que a mesma está em edição.

figura05_02Vamos adicionar as 3 colunas, uma a uma. Existem várias formas de fazer isto, vamos a ver a mais simples, utilizando a ferramenta do menu “Tabela/Adicionar coluna” ou seu ícone correspondente:

figura05_03

Ao clicarmos no ícone aparecerá uma nova janela na qual devemos definir: o nome do campo, o tipo, o tamanho (número de caracteres permitidos), precisão (somente para campos numéricos) e valor padrão (opcional, se não for preenchido as células aparecerão vazias).

figura05_04

Os valores dos 3 campos novos a criar serão:

  • Nome: Words, Tipo: String, Tamanho: 50
  • Nome: Shield, Tipo: String, Tamanho: 100
  • Nome: Web, Tipo: String, Tamanho: 100

Após adicionarmos os 3 campos nossa tabela ficará assim:

figura05_05

Agora já podemos passar a preencher com valores as células de cada um deles. Para isto basta dar um duplo clique na célula na qual queremos adicionar dados e começar a escrever. Com este procedimento vamos preenchendo cada uma das células.

Para o campo “Words” adicionaremos as seguintes frases para cada uma das Casas Reinantes:

  • Tully: “Family, Duty, Honor”
  • Stark: “Winter is Coming”
  • Greyhoy: “What Is Dead May Never Die”
  • Martell: “Unbowed, Unbent, Unbroken”
  • Baratheon: “Ours is the Fury”
  • Arryn: “As High as Honor”
  • Lannister: “A Lannister Always Pays His Debts”
  • Targaryen: “Fire and Blood”
  • Tyrell: “Growing Strong”

O resultado deve ser similar a este:

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Como já comentamos, os outros dois campos serão trabalhados em no próximo exercício, relacionado com os hyperlinks. Por ora finalizamos a edição da tabela no menu “Tabela/Terminar edição” ou clicando em seu ícone correspondente:

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Antes de finalizar é importante comentar que há uma ferramenta que nos permite editar os valores alfanuméricos dos elementos de uma camada a partir da Vista. Em algumas ocasiões esta característica pode nos economizar tempo em nossas tarefas de atualização de dados.
Para experimentá-la, devemos abrir nossa Vista e, com a camada “Political” ativada, clicamos no ícone “Editor de atributos”:

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Em seguida, devemos clicar no elemento a editar e será aberta uma janela com seus atributos alfanuméricos, onde poderemos modificá-los.

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Experimente e comprove o seu funcionamento. Para terminar, devemos clicar no ícone “Terminar edição”, dessa mesma janela.

Continuaremos aprendendo no próximo artigo…

Aprendendo SIG com Game of Thrones (IV): Ferramentas de Seleção

As ferramentas de seleção são muito importantes em qualquer SIG, entre outras razões, porque há muitas ferramentas que são executadas sobre os elementos selecionados. Além disso, servem também para localizarmos facilmente elementos com determinadas características.

Como vimos no artigo sobre Tabelas, quando selecionamos elementos de uma camada, os mesmos também são selecionados em sua tabela de atributos (e vice-versa).

As ferramentas de seleção podem ser encontradas no menu “Seleção” ou em sua barra de ícones correspondente:

figura04_01

A maior parte das ferramentas de seleção são gráficas e seu funcionamento é similar (e muito simples). Vamos explicar este funcionamento e os incentivamos a experimentar as diferentes ferramentas de seleção gráfica.

Geralmente para aplicar as ferramentas de seleção gráfica devemos clicar com o botão primário do mouse sobre o ponto de início da seleção, arrastrar e soltar para finalizar a seleção. No caso da seleção por polígono, por exemplo, clicamos em cada vértice do polígono e damos um duplo clic para finalizar a seleção. No caso da seleção simples apenas precisamos clicar uma vez sobre o elemento para selecioná-lo.

Para adicionar entidades a uma seleção existente, devemos manter pressionada a tecla “Control” enquanto selecionamos as entidades. Para remover uma ou mais entidades de uma seleção de várias entidades, devemos manter pressionada a tecla “Control” e clicar nas que desejamos remover. Os elementos selecionados são mostrados na cor amarela.

Já experimentou?

Vamos ver agora, com mais detalhes, as ferramentas de seleção não gráficas. Antes de começar, abra novamente o projeto de “Game of Thrones”…

Seleção por atributos

Esta ferramenta se encontra no menu “Seleção/Seleção por atributos” ou através do seu ícone:

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Permite selecionar entidades através de uma consulta de atributos.

A interface é a seguinte:

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  1. Campos. Listagem dos campos de atributos da camada. Ao darmos um duplo clique em um campo o incorporamos à consulta de seleção.
  2. Operadores lógicos. Permite inserir, clicando sobre eles, uma expressão lógica à consulta.
  3. Valores conhecidos. Mostra uma lista com os diferentes valores que constam no campo selecionado. Ao fazer duplo clique sobre um valor o incorporamos à consulta.
  4. Consulta. Área onde é representada a consulta a executar. Permite escreve-la diretamente.
  5. Opções de seleção:
  • Novo conjunto. Cria uma nova seleção.
  • Adicionar ao conjunto. Adiciona à seleção já existente o resultado da nova consulta.
  • Selecionar do conjunto. Cria a seleção a partir do conjunto selecionado. Realiza a consulta sobre os elementos previamente selecionados e não sobre toda a camada.

Agora vamos aplicar a ferramenta de “Seleção por atributo” para selecionar todos os castelos de nossa cartografia. Para isto ativamos a camada “Locations” (clicamos sobre ela e seu nome ficará em negrito). Abrimos a ferramenta de “Seleção por atributo” e realizamos a seguinte consulta: type = ‘Castle’

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Ao clicarmos no botão de “Novo conjunto” serão selecionados todos os castelos da camada. Agora já podemos consultar a tabela de atributos da camada para comprovarmos (conforme visto no exercício “Tabelas”) ou podemos navegar pela Vista para vermos a localização destes castelos (conforme visto no exercício “Ferramentas de navegação”).

Seleção por camada

Esta ferramenta está disponível no menu “Seleção/Seleção por camada” ou em seu ícone correspondente:

figura04_05

Permite selecionar elementos de uma camada em função de sua relação espacial com elementos de outra camada.

A interface é a seguinte:

figura04_06

  1. Selecionar das camadas ativas os elementos que… Menu suspenso que permite indicar o método de seleção.figura04_07
  2. Elementos selecionados da camada. Permite selecionar através de um menu suspenso a camada com a qual faremos a relação espacial. Essa camada deve ter selecionados os elementos que queremos que sejam considerados. Se quisermos que a relação espacial seja sobre toda a camada deveremos ter selecionados todos os elementos dessa camada.
  3. Opções de seleção. Similares às de “Seleção por atributos”.

Vamos fazer um exercício que consiste em selecionar todos os elementos da camada de localizações (“Locations”) localizados no reino das Terras do Oeste (“The Westerlands”). Para isto ativamos a camada “Political” que contém os diferentes reinos de Game of Thrones e utilizando a ferramenta de “Seleção por atributos” realizamos a seguinte consulta: name = ‘The Westerlands’

Também poderíamos ter selecionado o polígono graficamente, mas assim repassamos a ferramenta que acabamos de conhecer. O resultado será:

figura04_08

Já temos o elemento selecionado de nossa camada de referência. Agora ativamos a camada “Locations” e clicamos a ferramenta de “Seleção por camada”. Na janela que se abre indicamos o seguinte:

figura04_09

Clicamos no botão “Novo conjunto” e como resultado serão selecionadas todas as localizações contidas em “The Westerlands”:

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Até o próximo artigo…

Aprendendo SIG com Game of Thrones (III): Ferramentas de navegação

Quando falamos em ferramentas de navegação nos referimos àquelas que nos permitirão percorrer a cartografia e aqui estão incluídos desde os típicos zooms para aproximar e afastar a imagem (isto é, para alterar sua escala de visualização) até outras ferramentas mais elaboradas.

Neste artigo veremos estas ferramentas, detendo-nos naquelas menos conhecidas e, sem dúvida, muito úteis.

As ferramentas de navegação estão agrupadas no menu Vista, submenu Navegação, estando também disponíveis como ícones.

figura03_01

figura03_02

Não vamos entrar em detalhe no funcionamento das ferramentas básicas porque são muito intuitivas e seu uso é similar ao de outras aplicações gráficas. Por ordem de aparecimento na barra de ícones temos as ferramentas básicas de navegação: deslocamento, ícones para aproximar e afastar a área de visualização, zoom na extensão máxima que ocupa a cartografia, voltar a um enquadramento anterior, mostrar a extensão máxima dos elementos selecionados, e três ferramentas mais avançadas ou de uso menos comum: gerenciador de enquadramentos, centralizar a Vista sobre um ponto e localizador por atributo. Aprender a manejar as ferramentas básicas é tão simples como clicar em cada uma delas e interagir com a Vista, portanto não vamos comentar diretamente as outras ferramentas.

Antes de começar, abrir o último projeto salvo como resultado do exercício anterior.

A primeira coisa que faremos é adicionar duas novas camadas (revise o primeiro exercício se tiveres dúvidas): “Wall” e “Locations”.

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Já temos o muro e localizações importantes (cidades, castelos,…) em nosso projeto.

Se clicarmos com o botão secundário do mouse sobre a camada “Wall” e selecionarmos “Zoom na camada” veremos a extensão máxima que ocupa o muro.

figura03_04

Podemos observar que a camada “Locations” alterou sua simbologia para este nível de zoom; o gvSIG permite fazer este tipo de legendas que se alteram em função da escala.

Agora vamos a utilizar a ferramenta “Localizador por atributo”, que pode ser encontrada no menu “Vista/Navegação/Localizador por atributo” ou por seu ícone correspondente.

figura03_02

Esta ferramenta permite centralizar a Vista no elemento ou elementos de uma camada que tenham um determinado atributo. Em nosso caso vamos utilizá-la para visitar algumas localizações destacadas de Game of Thrones. Ao selecionar esta ferramenta será aberta uma nova janela na qual podemos selecionar, através de menus desdobráveis, a camada, o campo e o valor que queremos localizar.

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Podemos localizar, por exemplo “Winterfell”.

Outra ferramenta de navegação pouco conhecida e muito útil é o “Gerenciador de enquadramentos”, que permite guardar um enquadramento para uma determinada zona da Vista com o fim de voltar nela a qualquer momento.

Esta ferramenta está disponível no menu “Vista/Navegação/Gerenciador de enquadramentos“ ou em seu ícone correspondente.

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Será aberta uma nova janela, na qual podemos dar um nome ao enquadramento que queremos salvar e, ao clicarmos em “Salvar”, o adicionará à lista de enquadramentos favoritos. Como estamos em “Winterfell”, vamos salvar este enquadramento. Agora repetimos a ação de “Zoom na camada” com a camada de “Wall” e guardamos o novo enquadramento. Podemos salvar tantos enquadramentos quanto quisermos. Se os passos foram seguidos corretamente teremos algo assim:

figura03_07

Agora cada vez que queremos voltar a um destes enquadramentos teremos apenas de clicar no botão de “Gerenciador de enquadramentos” para que apareça esta janela. Selecionar na listagem o enquadramento que queremos utilizar e clicar no botão “Selecionar”.

Com esta ferramenta acabamos este visita rápida às ferramentas de navegação. Já podemos percorrer e explorar nosso mapa de Game of Thrones.

Não se esqueça de salvar o seu projeto. Nos vemos no próximo artigo

Aprendendo SIG com Game of Thrones (II): Tabelas de atributos

Continuamos com este mini curso de introdução aos Sistemas de Informações Geográficas com Game of Thrones. Hoje iremos ver como acessar a tabela de atributos de uma camada.

Em primeiro lugar abrimos nosso projeto, que salvamos depois de finalizar o primeiro exercício. Na continuação vamos adicionar uma nova camada (tal como vimos no primeiro exercício), denominada “Political” e que contém os diferentes reinos do continente de “Westeros”, também conhecido por “Sete Reinos”. A nova camada tem uma legenda que a mostra sem preenchimento e com uma linha de borda de cor preta e mais grossa.

Para ver a informação alfanumérica contida nesta camada clicamos com o botão direito sobre o nome da camada na Tabela de Conteúdos. Será aberto um menu no qual devemos selecionar a opção “Tabela de atributos”.

figura02_01

A tabela de atributos nos mostra a informação sobre a divisão política do continente, com o nome dos diferentes territórios e suas casas governantes:

figura02_02

As regiões são Dorne, Stormlands (Terra da Tormenta), The Reach (O Domínio), Crownsland (Terra da Coroa), The Westerlands (Terras do Oeste), The Vale (O Vale de Arryn) e Riverlands (Terra dos Rios). Completam os territórios do continente The Iron Islands (As Ilhas do Ferro), The North (O Norte), as zonas New Gift e Bran’s Gift da Guarda da Noite e a área de mais além do muro. Em outro exercício veremos como editar esta tabela e completá-la com as casas governantes em diferentes momentos da saga.

Algo importante que devemos saber é que a tabela de atributos e a camada com elementos gráficos são duas formas de ver a mesma informação. Cada linha da tabela corresponde a uma geometria (linha, ponto ou polígono, segundo o caso na camada). Uma forma muito gráfica de ver isto é selecionando um elemento na Tabela de atributos; para isto devemos clicar sobre a linha que queremos selecionar. De forma automática será selecionada também a geometria correspondente.

Por exemplo, se selecionarmos a linha da região The North, obteremos esta seleção gráfica:

figura02_03

Podemos ir selecionando as diferentes linhas da Tabela e ver sua correspondência na cartografia. Se quisermos eliminar qualquer seleção devemos utilizar a opção “Limpar” do menu “Seleção” ou seu ícone correspondente:

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Simples, não é verdade? Não se esqueça de salvar o projeto, e continuaremos aprendendo no próximo artigo.

Aprendendo SIG com Game of Thrones (I): Adicionar dados a um projeto

Esta série de artigos pretende que, sem conhecimentos prévios e através de uma série de exercícios práticos, aprendamos a trabalhar com um SIG (Sistema de Informações Geográficas). Para tornar mais amena a aprendizagem vamos utilizar uma série de camadas relacionadas com o mundo ficcional de Game of Thrones (também conhecido no Brasil como Crônicas de Gelo e Fogo). Como software utilizaremos o gvSIG Desktop, um SIG livre utilizado em mais de 160 países. Serão artigos muito simples e iremos pouco a pouco nos aprofundando nas ferramentas fundamentais de um Sistema de Informações Geográficas. Começaremos hoje com algo muito básico, adicionar arquivos com dados  cartográficos.

Tanto os instaladores como as versões portables para os diferentes sistemas operacionais podem ser baixados na página web da Associação gvSIG. Se ocorrer qualquer problema com a instalação ou com o uso do software você pode utilizar a lista de usuários para se comunicar com o restante da comunidade e receber suporte.

Os dados que utilizaremos durante esta série de artigos podem ser descarregados aqui.

Em primeiro lugar, abrimos nosso gvSIG. Veremos a interface com os seguintes componentes:

figura01_01

  1. Barra de menus.
  2. Barra de ícones.
  3. Gerenciador de projeto. Permite gerenciar todos os documentos que compõem um projeto.
  4. Área de trabalho. Neste espaço podemos ter abertos os diferentes documentos de um projeto e trabalhar com os mesmos.
  5. Barra de status. Espaço destinado a fornecer informações ao usuário.

O documento que nos interessa é o chamado “Vista”. Permite trabalhar com dados gráficos. Em uma Vista a informação geográfica é representada como um conjunto de camadas.

Por padrão o documento “Vista” está selecionado (está destacado), e tão somente precisamos clicar no botão “Novo” que aparecerá uma nova Vista. Maximizamos a janela.

Agora vamos adicionar camadas na nossa Vista. Para isto simplesmente devemos clicar no botão de “Adicionar camada”, que pode ser encontrado no menu “Vista” ou no ícone:

figura01_02

… e será aberta uma janela com várias abas, que nada mais são do que as diferentes fontes de informação cartográfica possíveis de serem utilizadas no gvSIG (vamos nos ater à primeira, “Arquivo”).

figura01_03

Vamos acionar o botão “Adicionar” para carregar nossa primeira camada. Para isso, vamos buscá-la em nossa pasta de dados, selecionando o arquivo “Land.shp”. Este arquivo (você pode comprovar através de um navegador de arquivos) está acompanhado de um outro denominado “Land.gvsleg”, que contém uma legenda predefinida. Por tanto, será carregado com a cor verde e sem fundo (mais adiante veremos em outro artigo como alterar uma legenda). Representa a zona de terra conhecida de Game of Thrones. Na parte esquerda da Vista (denominada Tabela de conteúdos), podemos conferir como aparece o nome da camada com sua legenda.

Clicando sobre o nome da camada com o botão direito aparecerá um menu contextual que inclui a opção “Adicionar ao localizador”. Selecionamos ela e veremos que a mesma camada aparecerá no canto inferior esquerdo. O localizador mostrará em um retângulo vermelho a área visível da Vista.

Agora que já sabemos como adicionar camadas, vamos adicionar as camadas Islands, Landscape, Lakes, e Rivers. Arrastando e soltando cada uma das camadas na Tabela de conteúdos podemos alterar sua ordem de visualização. Com isto,  já teremos um mapa físico de Game of Thrones.

Por último vamos alterar a cor de fundo da Vista de branco para um tom azulado, o que nos permitirá identificá-lo visualmente como o mar. No menu “Vista” selecionamos a opção “Propriedades”. Na nova janela que se abre veremos que há uma opção que nos permite alterar a cor de fundo.

O resultado final será similar a esse:

figura01_04

Salvem o projeto e nos vemos no próximo exercício

Composição de bandas de imagens Landsat-8 no gvSIG 2.x

Buenas, pessoal!

Recebemos um pedido de um tutorial sobre composição de bandas de imagens Landsat-8 com o gvSIG 2.x, e resolvemos experimentar um novo formato. Dividimos o tutorial em dois vídeos:

No primeiro, explicamos como reprojetar as bandas da imagem Landsat-8, já que as mesmas estão originalmente orientadas para o Norte verdadeiro (neste exemplo, WGS 84 UTM 21 N, EPSG 32621), e precisamos reprojetá-las para o sistema de referência que iremos trabalhar (SIRGAS 2000 UTM 22 S, EPSG 31982), conforme podemos ver no vídeo:

No segundo vídeo, mostramos como inserir as bandas da imagem do Landsat-8 para fazer uma composição (no exemplo, Cor Natural, bandas 4, 3 e 2), como recortar essa imagem a partir de um arquivo shape (limite de um município) e como salvar o raster resultante.

Maiores informações sobre as diferentes combinações de bandas de imagens do satélite Landsat-8 podem ser encontradas no artigo Landsat-8: Novas Combinações de Bandas e Informações Técnicas, do nosso blog parceiro Processamento Digital.

Espero termos resolvido as dúvidas do questionamento que originou esse artigo, e nos colocamos à disposição para maiores esclarecimentos. Podem usar os comentários deste artigo para postar as suas dúvidas, que responderemos.

Peço desculpas pelo vídeo sem som. Com o tempo iremos melhorando 😉

5as Jornadas Brasileiras de gvSIG – Palestra: Utilização do gvSIG para análise das variáveis população, renda e densidade demográfica nos limites dos setores censitários

Buenas, pessoal!

Volto a postar por aqui, trazendo neste momento o vídeo de uma das palestras que foi ministrada durante a realização das 5as Jornadas Brasileiras de gvSIG. Trata-se da palestra “Utilização do gvSIG para análise das variáveis população, renda e densidade demográfica nos limites dos setores censitários”, e foi ministrada pelo Jorge Santos, do blog Processamento Digital, e parceiro e colaborador de longa data do nosso blog.

Nessa palestra, o Jorge nos mostra como pesquisar os dados do Censo 2010 no site do IBGE, como preparar os dados para serem analisados, e como analisar as informações obtidas utilizando o gvSIG.

Aproveitem o vídeo, e nos vemos em breve!

Criando um mapa de localização no gvSIG – Parte 3

E chegamos ao ponto máximo do nosso artigo! Na primeira parte, obtemos e preparamos os dados que queremos mostrar no nosso mapa de localização; na segunda parte do artigo, preparamos as Vistas que serão mostradas no mapa de localização; e agora, finalmente, vamos à pratica com o modo Mapa do gvSIG. Lembrando que nosso objetivo final é publicar um mapa semelhante a esse:

Resultado final do mapa de localização executado através do gvSIG
Resultado final do mapa de localização executado através do gvSIG

Para começar, vamos abrir o projeto que salvamos ao final do último artigo. Você deverá ter uma área de trabalho semelhante a essa:

Situação atual do trabalho
Situação atual do trabalho

Acesse o modo Mapa do gvSIG, clicando no ícone Mapa na janela do Gerenciador de projetos.

Modo Mapa no Gerenciador de projetos
Modo Mapa no Gerenciador de projetos

Ao clicarmos no botão “Novo“, abrirá a janela Configurar página:

Configurando a página
Configurando a página

Vamos estudar um pouco as opções:

  • Em Tamanho da página, vamos selecionar A4. As opções vão de A0 a A4, ou personalizado, quando podemos utilizar a próxima opção para digitar manualmente a Largura e a Altura da nossa página (não usei esta última opção porque ela tem um pequeno bug que não permite selecionar a Orientação da página).
  • Em Orientação, vamos selecionar a orientação da página, se em modo paisagem (Horizontal) ou modo porta-retrato (Vertical). Para este mapa selecionei Horizontal, mas, se você selecionar Vertical com um Tamanho de página A4, irá obter a mesma largura de página que tem uma folha tamanho A5, conforme usada no post do Narcélio de Sá, citado na primeira parte deste artigo.
  • Em Resolução do resultado, vamos selecionar a qualidade de impressão da nossa página, que pode ser:
    • Baixa: 72 pontos por polegada, ideal para ser usado para exibição em páginas web ou como rascunho;
    • Normal: 300 pontos por polegada, adequada para impressões gerais, que é a qualidade que vamos selecionar neste trabalho; e
    • Alta: 600 pontos por polegada, adequada para impressões de alta qualidade, e em grandes formatos.
  • Na próxima seção, podemos decidir qual Vista vamos inserir no nosso Mapa quando aberto pela primeira vez. Muito interessante se queremos inserir apenas uma Vista, vamos deixar desmarcado desta vez, pois vamos trabalhar com várias Vistas em um mesmo Mapa.
  • E na última seção, Personalizar margens, podemos personalizar as margens da nossa página, de modo a refletir nossas configurações. Deixei 3,0 cm na margem esquerda e 2,0 cm na margem direita, que são os padrões para artigos na norma ABNT.

Definidas as configurações da página do nosso Mapa, podemos clicar em Aceitar, e abrirá a janela do modo Mapa. Ainda no Gerenciador de projetos, podemos Renomear o nosso mapa, para facilitar a identificação.

Área de trabalho do modo Mapa
Área de trabalho do modo Mapa

Podemos notar que o gvSIG coloca uma moldura na nossa folha, delimitando a área útil definida pelas margens que configuramos anteriormente.

Vamos agora inserir a nossa Vista Estado no mapa. Para tanto, acesse o menu Mapa > Inserir > Vista, ou clique no ícone Inserir Vista da barra de ferramentas. Em seguida, clique na página, no local onde deseja inserir a Vista. Será aberta uma nova janela, onde poderemos definir as Propriedades do marco da Vista:

Janela Propriedades do marco da Vista
Janela Propriedades do marco da Vista

Vamos selecionar a Vista Estado, que é a que queremos inserir neste momento. Se você ainda não aplicou Transparência ao fundo da Vista, conforme explicado na segunda parte deste artigo, poderá clicar no botão Configurar Vista e fazer esse procedimento agora. Não é necessário alterar as demais configurações. Podemos clicar no botão Aceitar para inserirmos a Vista no nosso Mapa.

Inserindo uma Vista no Mapa
Inserindo uma Vista no Mapa

Podemos notar que a Vista é inserida com vários pontos de manipulação, que aparecerão ao redor da Vista sempre que ela estiver selecionada. Quando a Vista estiver neste modo, poderemos movê-la e redimensioná-la utilizando estes manipuladores. Vamos aproveitar para reposicionar esta Vista no canto esquerdo da página, e aumentarmos o tamanho de modo que possamos visualizar o contorno do Estado.

Redimensionando a Vista
Redimensionando a Vista

Notamos também a presença da Tabela de Conteúdos (ToC) no lado esquerdo da janela Mapa, onde podemos ver as camadas que estão presentes na Vista que está selecionada, e podemos alterar as suas configurações. Vamos fazer isso agora. Dê um duplo clique no símbolo logo abaixo da camada dos municípios da Mesorregião na ToC, e será aberta a sua janela do Seletor de simbologia, onde iremos alterar as configurações de simbologia da camada, para que o mapa seja melhor visualizado ao imprimí-lo.

Configurações de simbologia da camada
Configurações de simbologia da camada

Nas Opções, continuamos a deixar desabilitada a Cor do preenchimento, e a Cor da borda também continua como preta. O que vamos alterar é a Largura da borda, que estava em “2,0” “Pixels” “no mundo”, vamos alterar para “0,50” “Milímetros” “no papel“. Com isso, vamos obter uma linha mais grossa, destacando a camada de municípios. Feita a alteração, basta clicar em Aceitar para que as alterações sejam aplicadas e voltemos para a janela Mapa.

Repita este procedimento, agora sobre a camada do Estado, alterando a Largura da borda para “0,25” “Milímetros” “no papel“, obtendo assim uma linha um pouco mais fina.

Terminamos de inserir a Vista Estado no nosso mapa. Vamos agora repetir esse procedimento para inserir as Vistas Mesorregião, Microrregião e Município no mapa, cuidando para repetir as alterações que fizemos na simbologia das camadas. Ao final, devemos ter nossa área de trabalho semelhante a essa:

Janela Mapa com todas as Vistas inseridas
Janela Mapa com todas as Vistas inseridas

Vamos agora deslocar nossas Vistas e redimensioná-las, para obter uma distribuição mais agradável. Se em algum momento você precisar que uma Vista sobreponha outra, você pode definir quem estará na camada superior selecionando a Vista e utilizando o menu Mapa > Gráficos > Colocar à frente ou Mapa > Gráficos > Colocar atrás. Na próxima imagem podemos visualizar o mapa com as Vistas melhor posicionadas:

Vistas posicionadas no Mapa
Vistas posicionadas no Mapa

Depois de obter uma distribuição que nos agrada visualmente, vamos agora para os detalhes. Primeiramente, vamos fazer as linhas que ligam visualmente uma Vista à Vista anterior. Para isso, vamos usar a ferramenta Polilinha (menu Mapa > Inserir > Polilinha ou através do ícone Inserir polilinha da barra de ferramentas). Clicamos no primeiro ponto onde vamos inserir a polilinha, clicamos no segundo ponto, e em seguida clicamos com o botão direito e, no menu que se abre, selecionamos Finalizar. Teremos a nossa primeira linha traçada:

Traçando linhas com a ferramenta polilinha
Traçando linhas com a ferramenta polilinha

Como podemos notar, a linha é criada já com os manipuladores vinculados a ela.  Com um duplo clique sobre a linha abrimos a janela Propriedades do gráfico, onde devemos alterar a sua Cor para preta,  e redefinir sua Largura para “0,40” “Milímetros” “no papel“, clicando em seguida em Aceitar.

Redefinindo propriedades da linha
Redefinindo propriedades da linha

Repetimos este processo, desenhando as demais linhas necessárias:

Todas as linhas adicionadas
Todas as linhas adicionadas

Próximo passo: inserir os textos do nosso mapa. Devemos acessar o menu Mapa > Inserir > Texto, ou clicar no ícone Inserir texto da barra de ferramentas. Em seguida clicamos na janela Mapa, no local onde desejamos inserir o texto, e será aberta a janela Propriedades do texto, onde vamos inserir o texto que desejamos, e definir suas propriedades.

Janela Propriedades do texto
Janela Propriedades do texto

Digitamos o texto, selecionamos o alinhamento, digitamos o Tamanho da fonte e em seguida clicamos em Aceitar, e o texto será inserido em nosso Mapa.

Texto inserido no Mapa
Texto inserido no Mapa

Repetimos o processo com os outros textos, alterando o tamanho da fonte para obtermos o efeito desejado:

Todos os textos posicionados
Todos os textos posicionados

E agora, vamos ao último detalhe do nosso mapa: a inserção da Rosa de Ventos. Acessamos o menu Mapa > Inserir > Norte, ou clicamos no ícone Inserir norte da barra de ferramentas. Em seguida, clicamos no local onde desejamos inserir a Rosa de Ventos no Mapa. Abrirá a janela Propriedades do marco de imagens, onde poderemos selecionar o modelo de Rosa de Ventos que queremos inserir, bem como em selecionar qual a Vista que a Rosa de Ventos será vinculada.

Selecionando a Rosa de Ventos
Selecionando a Rosa de Ventos

Selecionada a Rosa de Ventos que nos agrada, basta clicar no botão Aceitar, e ela será inserida no nosso Mapa.

Resultado final do trabalho
Resultado final do trabalho

E está pronto o nosso Mapa de Localização! Agora, só falta imprimir o nosso trabalho (menu Mapa > Imprimir, ou através do ícone Imprimir da barra de ferramentas), ou ainda exportá-lo para PDF (esta opção só está disponível na barra de ferramentas, através do ícone Exportar para PDF).

Infelizmente não localizei a opção Exportar para JPG, ou Exportar para imagem. Parece que ainda não foi implantada nas versões 2.x do gvSIG. Enquanto essa característica não é implementada, você pode usar a ferramenta Exportar para PDF para gerar um arquivo PDF do mapa, abrindo depois este arquivo no GIMP, onde você pode gerar a imagem JPG sem problemas.

E chegamos ao final do nosso artigo. Já sabemos como gerar um Mapa de Localização no gvSIG. Espero que tenhamos aprendido um pouco mais a lidar com este excelente programa GIS Open Source. Qualquer dúvida, use os comentários!

Nos vemos em breve!

Criando um mapa de localização no gvSIG – Parte 2

Buenas, pessoal! Voltamos com a segunda parte do artigo sobre como elaborar um mapa de localização utilizando o compositor de Mapas do gvSIG.

Dando continuidade ao trabalho que iniciamos na primeira parte deste artigo, abra o projeto que salvamos no final do nosso trabalho. Devemos ter nele uma Vista nomeada Trabalho, onde estão as camadas Município, Microrregiões, Mesorregiões e Estado, referentes ao Estado do RS. Além disso, criamos também os arquivos shapes referentes às divisas do município de Ivorá, a Microrregião de Restinga Seca e a Mesorregião Centro Ocidental Riograndense, além dos arquivos shapes contendo os municípios abrangidos por essas Micro e Meso regiões. Com esses arquivos em mãos, podemos dar continuidade ao nosso labor. O próximo passo será definirmos as Vistas que farão parte do nosso mapa.

Definindo as Vistas que farão parte do mapa

Com o projeto restaurado, acesse novamente a janela do Gerenciador de projetos (“menu Exibir > Gerenciador de projetos” ou “Alt + P“). Selecione o Tipo de documento > Vista, e crie quatro novas Vistas, com as mesmas configurações da Vista já existente, renomeando elas para Estado, Mesorregião, Microrregião e Município. A nossa área de trabalho deverá ficar semelhante a essa:

Área de trabalho com as Vistas criadas
Área de trabalho com as Vistas criadas

Agora vamos popular estas Vistas. Abra a Vista Estado, e adicione o shape do Estado do Rio Grande do Sul (baixado do IBGE) e o shape dos municípios abrangidos pela Mesorregião Centro Ocidental Riograndense. Altere as propriedades da camada, de forma que os polígonos fiquem sem preenchimento e com a cor da borda preta. Na camada referente aos municípios, selecione a Largura da borda em “2.0″ “pixels” “no mundo” para dar um destaque maior.

Definindo estilo para os polígonos
Definindo estilo para os polígonos

O resultado final deve ficar semelhante a esse:

Vista "Estado"
Vista “Estado”

Em seguida, repita o processo na Vista Mesorregião, inserindo o shape da Mesorregião Centro Ocidental Riograndense (que foi exportada na primeira parte do artigo) e o shape dos municípios que são abrangidos pela Microrregião de Restinga Seca, aplicando os mesmos estilos da Vista anterior aos polígonos.

Vista "Mesorregião"
Vista “Mesorregião”

A próxima será a Vista Microrregião. Nela vamos inserir o shape da Microrregião de Restinga Seca e o shape do município de Ivorá, sempre repetindo os mesmos estilos anteriores.

Vista "Microrregião"
Vista “Microrregião”

Finalmente, na Vista Município, vamos inserir apenas o shape do município.

Vista "Município"
Vista “Município”

E agora, um último detalhe, que é o “pulo do gato”, e que nos permitirá sobrepor as Vistas sem nos preocuparmos com o fato de que uma Vista poderia esconder outra Vista que estivesse abaixo dela. Vamos alterar a transparência da Cor de fundo da Vista. Para tanto, acesse novamente a seção Vista no Gerenciador de projetos, selecione a Vista Municípios, e clique no botão Propriedades. Será aberta a janela Propriedades da Vista. Nela, clique no botão “” ao lado da opção Cor de fundo, para que possamos aplicar transparência à cor de fundo da Vista.

Janela "Propriedades da Vista"
Janela “Propriedades da Vista”

Na janela Cor de fundo que se abre, clique na aba HSV, e na opção Transparência deixe o valor em 100%. Com isso, estamos deixando o fundo da nossa Vista totalmente transparente. Em seguida, clique em OK para aplicar os valores e fechar esta janela, voltando para a janela Propriedades da Vista, onde devemos clicar no botão Aplicar e em seguida no botão Aceitar.

Janela "Cor de fundo"
Janela “Cor de fundo”

Esse procedimento deve ser repetido nas Vistas Estado, Mesorregião e Microrregião. Com isto, estaremos com todas as Vistas prontas para serem usadas na composição do nosso Mapa de Localização. Mas isso é assunto para a terceira parte do artigo…

Não se esqueça de salvar o projeto, para que possamos continuar a partir daqui. Nos vemos em breve!

Criando um mapa de localização no gvSIG – Parte 1

Buenas, pessoal!

Para marcar a volta às atividades no blog, nada melhor do que um artigo abordando o modo Mapa do gvSIG, esse incompreendido e muitas vezes mal falado compositor de mapas. A inspiração para o artigo veio através da postagem do Narcélio de Sá, que desenvolveu o tema de como criar um mapa de localização com muita desenvoltura utilizando as facilidades que o QGIS oferece através do seu compositor de mapas.

Muito embora o gvSIG não ofereça um modo de Mapa tão avançado, que disponibilize todos os recursos apresentados no referido artigo, ainda assim é possível criar um mapa de localização que não fica devendo nada para o que foi apresentado, como podemos conferir na imagem abaixo, que mostra o resultado final do nosso exercício:

Resultado final do mapa de localização executado através do gvSIG
Resultado final do mapa de localização executado através do gvSIG

Nesta primeira parte vamos tratar da obtenção dos arquivos necessários e da preparação das camadas e das Vistas que iremos utilizar para compor o nosso mapa. Na segunda parte deste artigo iremos tratar da composição do mapa em si, e dos “truques” que utilizamos para alcançar o nosso objetivo final.

Obtenção dos dados

Todos os arquivos utilizados para compor este mapa foram obtidos  no site do IBGE, da malha digital de Municípios de 2014, que pode ser obtida acessando o ftp do IBGE. Estarei utilizando os arquivos referentes ao Rio Grande do Sul, mas sinta-se livre para baixar e utilizar os dados do seu Estado…

Dentro da pasta de cada Estado existem quatro arquivos compactados, contendo os arquivos shape referentes ao contorno do Estado, suas mesorregiões, microrregiões e a divisão municipal. Baixe todos os arquivos e descompacte na sua pasta de trabalho.

Preparação do ambiente de trabalho

De posse dos arquivos necessários, vamos começar a preparar nosso ambiente para montar as Vistas que serão usadas na composição do nosso mapa. Para isso, abra o gvSIG, crie um novo projeto e adicione uma nova Vista (pode deixar a projeção padrão, EPSG 4326 – WGS 84, que é muito semelhante a projeção SIRGAS 2000, utilizada pelo IBGE). Eu renomeei esta Vista como “Trabalho”.

Criada a Vista, acesse a mesma e vamos inserir os quatro arquivos shape que baixamos (“Vista > Adicionar camada“, ou “Alt + O” ou no ícone “Adicionar camada“). Pode adicionar os quatro arquivos simultaneamente.

Inserindo shapes na Vista de trabalho.
Inserindo shapes na Vista de trabalho.

Para facilitar o trabalho, renomeie cada camada inserida na ToC (clique com o botão direito do mouse sobre o nome da camada na ToC, e clique na opção “Renomear“, de modo a refletir o que cada camada representa (Estado, Mesorregiões, Microrregiões e Municípios).

mapalocaliza03
Camadas renomeadas

Exportando feições selecionadas como shapes

Com isso preparado, podemos começar a separar os shapes que usaremos para compor os mapas. Em primeiro lugar, vamos separar o shape do município que iremos localizar no nosso mapa. Aqui, estou separando o município de Ivorá, RS. Selecione a camada dos Municípios na ToC, e deixe ela por cima das outras camadas, ou então desabilite a visão das outras camadas, para que possamos visualizar apenas a camada dos municípios.

Com a camada Municípios selecionada, utilize a ferramenta de seleção simples (“Seleção > Seleção simples“, ou o ícone “Seleção simples“) para selecionar o município desejado. Se estiver difícil de localizar o município desejado, utilize as ferramentas de Zoom para navegar na camada, e faça uso da ferramenta de consulta “Informação por ponto” (“Camada > Consulta > Informação por ponto” ou no ícone “Informação por ponto“), que mostra os atributos do ponto selecionado:

Utilizando a ferramenta de consulta "Informação do ponto"
Utilizando a ferramenta de consulta “Informação do ponto”

Selecionado o município, vamos exportá-lo como arquivo shape individual através do menu “Camada > Exportar para…“, salvando o arquivo como “Ivora.shp” (para maiores detalhes sobre como exportar uma feição selecionada como arquivo shape, acesse o tutorial). Não é necessário inserir a camada resultante na Vista de trabalho.

Repita esse processo com a camada Microrregiões, salvando a Microrregião Restinga Seca, e com a camada Mesorregiões, salvando a Mesorregião Centro Ocidental Rio Grandense, que são as regiões onde está inserido o município objeto do nosso estudo.

Recortando camadas

Para que tenhamos um incremento visual em nosso mapa, vamos precisar recortar da nossa camada de municípios, os municípios que fazem parte da Microrregião Restinga Seca e da Mesorregião Centro Ocidental Rio Grandense. Para isso, vamos utilizar o geoprocesso Cortar,  presente na Caixa de ferramentas de Geoprocessos do gvSIG.

Vamos começar pela Microrregião: habilite novamente a visualização da camada Microrregiões na ToC e, se ainda não estiver, posicione ela acima da camada Municípios, para que possamos vê-la na área de trabalho da Vista. Utilizando novamente a ferramenta de Seleção simples, clique na Microrregião Restinga Seca, para deixá-la selecionada. Em seguida, clique no menu Ferramentas > Geoprocessos > Caixa de Ferramentas, e dê um duplo clique no geoprocesso Cortar (Algoritmos > Geoprocessos do gvSIG > Camadas vetoriais > Cortar).

Janela do geoprocesso Cortar
Janela do geoprocesso Cortar

Na janela do geoprocesso Cortar que se abre, defina os parâmetros para que sejam recortados os municípios da Camada de entrada Municípios, com a máscara da microrregião selecionada da Camada de recorte Microrregiões.  Para maiores detalhes sobre o geoprocesso Cortar,  visite o artigo Geoprocesso Cortar (Clip) no gvSIG 2.x.

Ao encerrar o geoprocesso Cortar, teremos inseridas na Vista três novas camadas: uma de linhas, uma de pontos, e uma de polígonos, que é a que nos interessa. Descarte as duas primeiras e exporte a camada de polígonos como Microrregião_municipios.shp através do menu Camadas > Exportar para…

Repita esse procedimento com a camada Mesorregiões, criando um shape dos municípios abrangidos pela Mesorregião Centro Ocidental Riograndense.

Terminada esta fase, temos todos os arquivos necessários para criarmos as Vistas que farão parte do nosso mapa de localização, mas isso é assunto para a parte 2 deste artigo. Salve o seu projeto para que possamos continuar do ponto onde paramos.

Nos vemos em breve!