Arquivo mensais:Março 2018

Livro gratuito: “Aprendendo SIG com Game of Thrones”

Talvez você que gostaria de aprender a trabalhar com um Sistema de Informações Geográficas e não sabia por onde começar… Aproveitando o fato de que a série (e os livros) “Game of Thrones” está em evidência na mídia, recomendamos que você faça uso do livro que estamos disponibilizando neste momento: “Aprendendo SIG com Game of Thrones”.

Este livro é uma compilação de uma série de artigos que foram publicados originalmente no blog oficial do gvSIG (em espanhol e em inglês), e que foram traduzidos para o português por mim (com a devida autorização, é claro). O objetivo é que qualquer pessoa, sem conhecimentos prévios e através de uma série de exercícios práticos, aprenda a trabalhar com um SIG de uma forma leve e divertida.

Todo o material necessário para seguir o curso está disponibilizado de forma livre e gratuita, tanto o software gvSIG Desktop – um SIG livre utilizado em mais de 160 países – como os dados (os links para download estão no livro), e este tutorial está distribuído sob licença Creative Commons.

No final do livro foram adicionados uma série de links para quem quiser se aprofundar na aprendizagem do trabalho com Sistemas de Informações Geográficas.

O livro pode ser baixado em: http://downloads.gvsig.org/download/documents/books/Livro_gvSIG_GoT_pt-BR.pdf

Faça um bom uso!

Observação: se você não conseguiu acompanhar a série de artigos traduzidos, aqui estão os links para o material:

Georreferenciando uma imagem do Google Earth no gvSIG 2.x

Buenas, pessoal!

A partir da versão 2 do gvSIG é possível inserir uma imagem do Google Earth (ou do Bing Maps) diretamente através da opção “Vista > Inserir camada“,  e na janela que se abre, acessando a aba “WebMaps“, onde estaremos inserindo uma imagem diretamente dos servidores do Google Earth, e poderemos salvá-la, já georreferenciada automaticamente, através da opção “Vista > Exportar > Exportar Vista para imagem” (ou através do atalho Ctrl + Alt + V).

Mesmo assim, outro dia surgiu uma pergunta de como deveríamos fazer para georreferenciar no gvSIG uma imagem salva através do programa Google Earth. Esse tutorial pretende dar uma das soluções possíveis, e que eu achei ser uma das mais diretas e mais fáceis. Pode haver outras soluções… se você souber de outra, sinta-se a vontade para usar os comentários mais abaixo.

Um esclarescimento: esse não será um tutorial completo sobre como georreferenciar imagens no gvSIG (talvez em outro momento eu faça um, se houver demanda). Portanto, se você não está familiarizado com o processo de georreferenciamento no gvSIG, talvez seja interessante dar uma revisada no manual: http://downloads.gvsig.org/download/web/es/build/html/user_manual/2.3/manual/037.html, na seção de georreferenciamento.

Dito isso, vamos ao trabalho: em primeiro lugar, abra o Google Earth, e selecione a imagem que você quer salvar. Cuide para que o Norte esteja para cima, pois facilitará nosso trabalho depois. Vá em “Arquivo > Salvar > Salvar imagem“, remova todas as “firulas” e salve a sua imagem.

Em seguida, crie uma pasta na seção “Meus Lugares”, e com essa pasta selecionada, adicione vários pontos de controle dentro da imagem que você está trabalhando (no mínimo de 4 a 6 pontos). Salve novamente a imagem, agora com os pontos de controle.

Para encerrar o trabalho no Google Earth, clique com o botão direito do mouse sobre a pasta que você criou, no menu que aparece clique na opção “Salvar lugar como“, e salve como arquivo .kml os pontos de controle que criamos.

Agora, no gvSIG, crie uma nova vista com EPSG 4326, e adicione a segunda imagem (a dos pontos) e o arquivo kml dos pontos de controle. Se os pontos não estiverem aparecendo, clique com o botão direito sobre a camada no ToC, e escolha a opção “Zoom na camada“.

Em seguida, vamos acessar o georreferenciamento: com a camada da imagem selecionada no ToC, clique em “Camada > Transformações Geográficas > Georreferenciamento“, ou através dos ícones correspondentes:

Abrirá uma nova janela, onde configuraremos o nosso geoprocesso:

Em “Tipo de georreferenciamento“, selecionamos a opção “Com cartografia de referência“, e no menu suspenso logo abaixo selecionamos a Vista onde estão os pontos que inserimos (isso se houver mais de uma Vista em nosso projeto).

Em “Arquivo de georreferenciamento” clicamos no botão “Selecionar” e selecionamos a nossa imagem que queremos georreferenciar (a que tem os pontos de controle).

Em “Arquivo de saída” não precisamos alterar e, finalmente, em “Algoritmo de georreferenciamento“, deixamos selecionada a opção “Transformação afim“. Finalmente, clicamos no botão “Aceitar“, e seremos apresentado à nossa janela de georreferenciamento:

Como dito anteriormente, não vou explicar como fazer o georreferenciamento. Estou assumindo que você já sabe fazê-lo. O truque aqui é deslocar cada ponto de controle para o centro da visualização e dar zoom até que seja possível posicionar o ponto de controle do georreferenciamento de maneira precisa. Posicione primeiramente o ponto da imagem, depois posicione o ponto da camada de pontos. Nessa você deverá dar o máximo de zoom, pois você estará diminuindo a margem de erro. Feitas as aproximações, clique no ícone de adicionar novo ponto, e clique no centro do ponto da camada de pontos e depois na base do pino da imagem do Google Earth:

Feito isso, desloque-se para o próximo ponto e repita o processo. No caso da camada de pontos, é melhor dar zoom menos até aparecerem todos os pontos novamente, para você ter certeza para onde você estará se deslocando. Faça isso com todos os pontos de controle que você havia inserido na imagem.

Terminado todo o processo, é de bom tom salvarmos nosso trabalho. Clicamos no ícone de “Salvar pontos de controle no arquivo de metadados anexo ao raster (RMF)“: e respondemos “Sim” ao aviso que aparece:

Garantido que os pontos estão salvos e que não iremos correr o risco de perder nosso trabalho, o próximo passo será clicar no ícone “Testar o georreferenciamento“:

que aplicará a transformação e carregará a imagem transformada na Vista de georreferenciamento:

Podemos conferir se está tudo ok com os pontos que inserimos. Se não estiver, podemos fazer as devidas correções. Se estiver tudo ok, podemos clicar no ícone para “Finalizar o georreferenciamento“:

Seremos questionados se queremos finalizar a aplicação de georreferenciamento, ao que devemos clicar em “Sim“, e abrirá uma nova janela de confirmação, perguntando “Deseja salvar a transformação resultante como padrão para este raster?“, ao que também devemos responder afirmativamente, e finalmente seremos questionados se queremos inserir a imagem resultante na Vista, ao que também podemos responder “Sim”. Terminamos o georreferenciamento e já estamos com a imagem devidamente georreferenciada, o que podemos comprovar observando que os pontos de controle da camada kml agora estão sobre os pontos de controle da imagem do Google Earth, conforme era de se esperar:

Agora é que vem o “pulo do gato”: removemos a imagem que tinha os pontos de controle do ToC e, no gerenciador de arquivos, renomeamos o arquivo .rmf que acabamos de gerar, para que fique com o mesmo nome da imagem do Google Earth sem os pontos de controle. Feito isso, podemos inserir essa imagem no nosso trabalho, que ela já estará georreferenciada, conforme podemos comprovar pelos pontos de controle do kml:

Buenas, é isso aí… espero não ter complicado demais, pois o processo é bem simples para quem já domina o georreferenciamento. Se tiver dúvidas, use os comentários logo abaixo. Nos vemos em um próximo momento! 😉

Aprendendo SIG com Game of Thrones (XV e final): Instalação de complementos

Dedicaremos este último artigo ao “Gerenciador de complementos”, uma ferramenta que todo usuário de gvSIG Desktop deveria conhecer.

O gerenciador de complementos é uma funcionalidade que permite personalizar o gvSIG, instalando novas extensões, quer sejam funcionais ou de outro tipo (bibliotecas de símbolos, por exemplo). É executado através do menu “Ferramentas/Gerenciador de complementos”, embora também possamos acessá-lo durante o processo de instalação.

Graças ao “Gerenciador de complementos” podemos acessar, além dos plugins não instalados por padrão, a todas as novas ferramentas que são publicadas posteriormente.

Na janela que aparece, a primeira opção que devemos selecionar é a fonte de instalação dos complementos:

Os complementos podem ter 3 origens:

  • O próprio binário de instalação. O arquivo de instalação que baixamos contém um grande número de complementos ou plugins, alguns dos quais não são instalados por padrão, mas estão disponíveis para sua instalação. Isto nos permite poder personalizar o gvSIG sem dispor de uma conexão com a internet.
  • Instalação a partir de um arquivo. Podemos ter um arquivo com um conjunto de extensões prontas para serem instaladas no gvSIG.
  • A partir de uma URL. Através de uma conexão com a Internet podemos acessar a todos os complementos disponíveis no servidor do gvSIG e instalar aqueles que necessitamos. A única diferença desta opção em relação a primeira é que pode ter ocorrido a publicação de complementos adicionais ou a atualização de complementos existentes depois da publicação da versão final do gvSIG.

Após selecionarmos a fonte de instalação, devemos clicar no botão “Próximo”, e será apresentada uma listagem dos complementos disponíveis.

A interface do administrador de complementos se divide em 4 partes:

  1. Listagem dos complementos disponíveis. É indicado o nome do complemento, a versão e o tipo. As caixas de verificação permitem diferenciar entre os complementos já instalados (cor verde) e os disponíveis (cor branca). Pode ser interessante revisar o significado de cada um dos ícones.
  2. Área de informação referente ao complemento selecionado em “1”.
  3. Área que mostra as “Categorias” e os “Tipos” em que se classificam os complementos. Clicando nos botões de “Categorias” e “Tipos” são atualizadas as informações desta coluna. Ao selecionar uma categoria ou tipo da listagem é executado um filtro que mostrará em “1” apenas os complementos relacionados com essa categoria ou tipo.
  4. Filtro rápido. Permite realizar um filtro a partir de uma cadeia de texto que o usuário introduza.

Em nosso caso vamos instalar uma nova biblioteca de símbolos. Para isto clicaremos na categoria “Symbols”, filtrando entre os plugins que são “bibliotecas de símbolos”:

Em seguida marcamos a biblioteca “G-Maps”:

Clicamos no botão “Próximo” e, terminada a instalação, no botão “Finalizar”. Uma mensagem indicará que é necessário reiniciar (no caso de instalar plugins funcionais isso é necessário, mas não quando instalamos bibliotecas de símbolos).

Agora vamos alterar a simbologia de alguma das nossas camadas, por exemplo “Locations”, e veremos os novos símbolos já estão disponíveis:

Podemos visualizar as bibliotecas de símbolos disponíveis na documentação.

E com este último exercício acabamos este atípico curso de introdução aos SIG. Esperamos que tenha servido para o aprendizado e, além disso, o resultado tenha sido tão divertido como foi para nós fazê-lo.

A partir daqui você já está preparado para se aprofundar na aplicação e ir descobrindo todo seu potencial. Um último conselho: utilize as lista de usuários para esclarecer qualquer dúvida ou para comunicar-nos qualquer problema que tenham encontrado:

http://www.gvsig.com/es/comunidad/listas-de-correo

E lembrem-se: gvSIG is coming!