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Minha homenagem a um balzaqueano

Buenas, pessoal! Hoje eu vou sair um pouco da programação “normal” do nosso iDea Plus Geo para fazer uma homenagem a alguém que está completando 30 anos exatamente nesta data.

Peço desculpas aos nossos leitores pela leve alteração de rumo, mas depois de vocês lerem este pequeno artigo certamente vão concordar comigo que a homenagem é merecida. Afinal, se não fosse pelo que aprendi com ele, dificilmente eu estaria escrevendo neste blog hoje…

Como eu não gosto de muita enrolação, vou revelar logo a identidade do homenageado: o padrão MSX de computadores!

–  O quê??!!? O que é que é isso? Uma brincadeira? Que bicho é esse?

Não se assustem! Como eu disse, ele está fazendo 30 aninhos… Exatamente a 30 anos atrás, no dia 27 de junho de 1983, era anunciado o padrão MSX de computadores. Não vou entrar em maiores detalhes aqui sobre este microcomputador de 8 bits, 64 Kb de memória (e você reclamando que o seu PC “só tem 4 Gb”…), cujo “monitor” era uma tela de TV. HD, DVD, pendrive? Nops… só um gravador de fita K7 (o famoso “datacassete”). Só bem mais tarde é que ele adotou os disquetes (primeiro o de 5 1/4 e só depois os de 3 1/2, que alguns dos que leem esse blog talvez conheceram…).

–  Tá bom, mas, o que isso tem a ver com gvSIG e Geoprocessamento?

Nada, ué… e… tudo, também! Porquê através desse “senhor” que está entrando na meia-idade eu comecei a conhecer o fantástico mundo da informática.

Já ouviram falar daquela história de que tudo de importante que a gente precisa aprender nos é ensinado no Jardim da Infância? Aqui o paralelo é verdadeiro: foi nesse “micrinho” que eu aprendi sobre lógica de programação, processadores de textos, planilhas de cálculos e bancos de dados. E podem ter a certeza de que esse aprendizado tem servido em todas as áreas da minha vida…

Mas, mais importante até que esse aprendizado técnico, tem sido o aprendizado social. Foi através do MSX, e da grande comunidade de usuários entusiastas que se criou ao redor dele, que eu aprendi a buscar por contra própria soluções para os problemas enfrentados, a superar dificuldades com os recursos disponíveis (tínhamos que, literalmente, tirar leite de pedra!), a compartilhar o conhecimento e as descobertas que íamos fazendo, a unir forças com outros usuários para transpor barreiras… Ou seja: valores da comunidade open source que já eram praticados antes mesmo que esse termo fosse cunhado!

Se você ficou curioso sobre o MSX, que também é conhecido como “o mais mágico dos microcomputadores”, basta fazer uma pesquisa no Google. Você vai se espantar com a quantidade de links… Mas, como início dessa jornada, recomendo o podcast Retrocomputaria, que tem vários episódios dedicados a esse micro. Aproveite para aprender um pouco sobre a história da computação, e outras linhas de microcomputadores que fizeram parte desses primórdios (Sinclair, ZX Spectrum, TRS, TRS-Color, Amiga, Commodore 64, TK82, ZX-81, TK90X serão alguns nomes que você vai lembrar/conhecer). Não posso deixar de citar o meu próprio blog sobre o MSX, o Klax MSX… está passando por reformas, mas ainda tem alguns conteúdos por lá. (Em breve ele vai voltar a ter todo o conteúdo que estava disponível antigamente. Aguardem!)

E, se você for o feliz possuidor de um MSX, em qualquer dos seus “sabores” (MSX 1, MSX 2, MSX 2+ ou MSX TurboR), faça um favor a você mesmo: tire ele da caixa, dê um abraço de felicitações nele, e passe um bom tempo com o seu amigo!

Agora, se você tem um MSX em casa (ou qualquer outro microcomputador clássico, ou qualquer material relacionado com ele, como livros, revistas, mídias, periféricos), e acha que ele está apenas ocupando espaço, faça um msxzeiro feliz: aproveite o dia, faça uma doação, e dê um destino mais nobre para ele! Se quiser um voluntário para receber essas doações, pode usar o nosso formulário de contato para isso, que eu dou um jeito…  😉

Um abraço a todos, e voltemos a nossa programação normal!

P.S.1: eu tenho alguns “fãs” do meu mascote/avatar, o pinguim que aparece no cabeçalho do site. Muitos pensam que ele foi inspirado no Tux, do Linux. Ledo engano! Sinto muito em informar, mas o meu avatar foi inspirado em um pinguim gaudério, que por sua vez foi inspirado no Pentarou, o pinguim que foi criado pela Konami, e que apareceu pela primeira vez no jogo “Konami’s Ping Pong”, de 1985, e que ficou famoso quando teve seu próprio jogo, o “Penguin Adventure”:

tuxs

P.S.2: muitos não irão acreditar, mas podem conferir: nesses 30 anos o MSX é notícia novamente! Podem conferir, por exemplo, a reportagem no The Wall Street Journal, que saiu ontem… Esse press release foi organizado e divulgado pela turma que organiza o portal msx.org

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gvSIG: Processamento em Lote no Sextante

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Conheça algumas ferramentas do Sextante que podem ser utilizadas no pré-processamento de um Modelo Digital de Elevação (MDE). Neste tutorial em vídeo, vamos  produzir alguns procedimentos manuais para tratamento do DEM. Os próximos vídeos farão uso do Processamento em Lote e Construtor de Modelos (Model Builder).

Assista o Vídeo no Youtube: http://youtu.be/AvmWnx0BWAs

gvSIG: Processamento de um Modelo Digital de Elevação (MDE)

Informações Adicionais

Este tutorial foi realizado no gvSIG 1.12 Portable. Faça o download  desta versão através do site oficial: http://goo.gl/wzep1 | Disponível para os Sistemas Windows e Linux.

Códigos EPSG Nacionais

É preciso conhecer o código EPSG associado a um Datum para definir a projeção da Vista (Viewer) e realizar operações de troca de projeções no gvSIG. No Brasil, os códigos EPSG mais utilizados foram catalogados na tabela abaixo.

CÓDIGO EPSG PROJEÇÃO/DATUM
4225 GCS Corrego Alegre
4618 GCS SAD69
4674 GCS SIRGAS 2000
4326 GCS WGS84
22521 Corrego Alegre / UTM zone 21S
22522 Corrego Alegre / UTM zone 22S
22523 Corrego Alegre / UTM zone 23S
22524 Corrego Alegre / UTM zone 24S
22525 Corrego Alegre / UTM zone 25S
29168 SAD69 / UTM zone 18N
29188 SAD69 / UTM zone 18S
29169 SAD69 / UTM zone 19N
29189 SAD69 / UTM zone 19S
29170 SAD69 / UTM zone 20N
29190 SAD69 / UTM zone 20S
29191 SAD69 / UTM zone 21S
29192 SAD69 / UTM zone 22S
29193 SAD69 / UTM zone 23S
29194 SAD69 / UTM zone 24S
29195 SAD69 / UTM zone 25S
31972 SIRGAS 2000 / UTM zone 18N
31978 SIRGAS 2000 / UTM zone 18S
31973 SIRGAS 2000 / UTM zone 19N
31979 SIRGAS 2000 / UTM zone 19S
31974 SIRGAS 2000 / UTM zone 20N
31980 SIRGAS 2000 / UTM zone 20S
31981 SIRGAS 2000 / UTM zone 21S
31982 SIRGAS 2000 / UTM zone 22S
31983 SIRGAS 2000 / UTM zone 23S
31984 SIRGAS 2000 / UTM zone 24S
31985 SIRGAS 2000 / UTM zone 25S
32618 WGS 84 / UTM zone 18N
32718 WGS 84 / UTM zone 18S
32619 WGS 84 / UTM zone 19N
32719 WGS 84 / UTM zone 19S
32620 WGS 84 / UTM zone 20N
32720 WGS 84 / UTM zone 20S
32721 WGS 84 / UTM zone 21S
32722 WGS 84 / UTM zone 22S
32723 WGS 84 / UTM zone 23S
32724 WGS 84 / UTM zone 24S
32725 WGS 84 / UTM zone 25S

Sobre o GDAL

GDAL (http://www.gdal.org/) é uma biblioteca de dados geoespaciaais utilizada para interpretação e processamento de vários tipos de arquivos raster. As últimas versões do GDAL são atualizadas constantemente no site Mapserver and GDAL. Fiz um download de um executável para Windows 64 Bits e coloquei no Dropbox.

O GDAL opera através de linha de comando. Estes são os comandos utilizados no tutorial: http://goo.gl/0tfYH

Sobre o DEM Topodata

TOPODATA (http://www.dsr.inpe.br/topodata) é um MDE baseado no SRTM e processado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Possui Resolução Espacial de 30 metros com cobertura para o território brasileiro. Faça o download da Grade Topodata Escala 1:250.000 | http://goo.gl/jlTjM | Formato Shapefile.