Arquivo mensais:março 2011

Fim do mistério: Saiba o que é o Projeto FOSSGIS Brasil

Chegou a hora de acabar com o mistério e revelar o que realmente é o
projeto FOSSGIS Brasil. Muitos apostaram que era um evento, ou uma
organização, mas ninguém chegou a acertar o que realmente é este
projeto.

Nos últimos anos as Geotecnologias Livres tem crescido e se destacado
como real opção no mercado corporativo, e com isso houve um aumento na
procura por essas tecnologias. Hoje existem diversos blogs, listas de
discussão e fóruns em português que tratam de diversos assuntos
relacionados e prestam suporte gratuito a essas tecnologias. Porém até
hoje não existia uma revista especializada nas Geotecnologias Livres.

Com esse intuito nasce a Revista FOSSGIS Brasil, na busca de preencher
essa lacuna existente. Para viabilizar este projeto alguns dos principais
nomes do cenário das Geotecnologias Livres se uniram para criar um
material de alta qualidade, baseado nos princípios do software livre.

Nesta primeira edição falaremos sobre iniciativas como o OL4JSF, um
projeto 100% brasileiro, que já está fazendo sucesso lá fora. Além dos
padrões OGC, a história da Geotecnologias Livres, gvSIG, aplicativos
GIS para dispositivos móveis, entre outros. Há também nesta edição uma
entrevista exclusiva com Gilberto câmara, diretor geral do INPE
(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A revista é inteiramente grátis, sem necessidade de se realizar
cadastros, pagar taxas ou algo do gênero. Para obter o seu exemplar da
revista é necessário apenas acessar o nosso site oficial
(http://www.fossgisbrasil.com.br) e realizar o download na seção
correspondente.

Esperamos que você goste desta novidade.

Atenciosamente,

Equipe FOSSGIS Brasil
http://www.fossgisbrasil.com.br
revista@fossgisbrasil.com.br

Junção Espacial (Spatial Join) no gvSIG

Buenas, pessoal!

Semana passada surgiu na Lista gvSIG_BR a dúvida se o gvSIG tem a opção de executar o geoprocesso Junção Espacial (Spatial Join). A necessidade que gerou a dúvida era a seguinte situação: havia um shape de polígonos, com a sua tabela de atributos vinculada, e um shape de pontos, sobrepostos aos polígonos. O que precisava ser feito era transferir os dados do shape de polígonos para o shape de pontos, de forma que os pontos que caem dentro de um polígono assumam os valores daquele polígono.

Esta situação pode ser resolvida com o geoprocesso Junção Espacial (Spatial Join), que está disponibilizado em todas as versões do gvSIG. Este geoprocesso é similar a um Join entre tabelas alfanuméricas, permite transferir os atributos de uma camada para outra com base em uma característica comum. A diferença entre o “Join Tradicional” e um Join Espacial é que as características comuns consideradas, não são que “um” ou “muitos” atributos das tabelas possuam o mesmo valor (ex: chaves primárias), mas sim as características espaciais. A junção de tabelas já foi muito bem explicada pelo Esdras no artigo Relacionar tabelas no gvSIG. Vamos ao tutorial, então:

Aberto o gvSIG, no Gestor de Projetos, criamos uma nova Vista, com as devidas configurações de suas propriedades. Para os fins do tutorial estou chamando esta vista de “Junção Espacial”.

juncao01 - Share on Ovi

Abrimos a Vista, e vamos adicionar os shapes em questão, clicando em Vista > Adicionar camada (ou utilizar o atalho Alt+O, ou ainda clicando no ícone correspondente). Na janela que se abre, na aba Arquivos, clicar em Adicionar, escolher o caminho onde estão armazenados os shapes e selecionar os dois shapes. Aqui estou usando um shape de polígonos, contendo a divisão municipal do RS, e um shape de pontos, com alguns pontos indicando as sedes dos municípios de meu interesse.

juncao03 - Share on Ovi

Só para facilitar o entendimento, essa é a tabela de atributos do shape de polígonos (visualizada através da opção Camada > Ver tabela de atributos, ou do ícone Ver tabela de atributos).

juncao04 - Share on Ovi

E essa é a tabela de atributos do shape de pontos:

juncao05 - Share on Ovi

Como pode ser visto, não há nenhum campo em comum entre as tabelas, pelo qual pudéssemos fazer a junção das tabelas.
Vamos ao geoprocesso: clicamos em Vista > Gestor de geoprocessos e, na árvore de geoprocessos que está a esquerda da janela que se abre, vamos abrindo as opções, até encontrar a desejada: Geoprocessos > Análises > Proximidade > Junção espacial

juncao06 - Share on Ovi

No lado direito da janela aparece uma descrição do geoprocesso, explicando a sua aplicação e as opções existentes. Clicamos em Abrir geoprocesso, na parte debaixo da janela. Abrirá uma nova janela: Ferramentas de análise.

juncao07 - Share on Ovi

Aqui é que está o coração do processo, No primeiro campo, Camada de entrada, definimos qual a camada que servirá como origem (a camada que irá receber os atributos, neste caso, a camada do shape de pontos). Se deixarmos marcada a opção “Usar somente os elementos selecionados” o geoprocesso será realizado somente para os elementos que estiverem previamente selecionados na camada. Não selecionaremos esta opção, pois queremos que a Junção espacial seja feita para todos os pontos do shape.

No segundo campo, Camada de recorte, selecionamos a camada que será juntada a primeira, cedendo os atributos de sua tabela. No nosso caso, a camada do shape de polígonos. Deixamos a opção “Usar o mais próximo” marcada, indicando que queremos uma relação 1 -> 1.

Por último, no campo Camada de saída, clicamos em Abrir e escolhemos o nome do shape que será gerado e o local de armazenamento do mesmo. Definido este ítem, basta clicar em Aceitar para que o geoprocesso seja executado.

De volta a janela principal, teremos a nova camada já inserida na Vista, como um novo shape.

juncao08 - Share on Ovi

Se abrirmos a tabela de atributos do novo shape, veremos que ocorreu a junção das tabelas, que era o nosso objetivo inicialmente proposto.´

juncao09 - Share on Ovi

Por enquanto é isso, pessoal…
Até a próxima! ;)

Tradução do gvSIG para o Pt-Br, um trabalho coletivo

Buenas, pessoal!

Como prometido torno a trazer este assunto, agora para contar com maiores detalhes o porque deste trabalho, e como ele foi desenvolvido desta vez.

Já comentei diversas vezes os motivos que me levarm a me envolver com a tradução do gvSIG ([1], [2] e [3], para quem quiser recordar). Todo este envolvimento terminou em um convite para participar da tradução “oficial” do gvSIG, que se dá no próprio site gvsig.org, em um ambiente semelhante ao do Launchpad.

O primeiro trabalho de revisão da tradução foi um pouco “solitário”. Tive o apoio de vários usuários, que deram suas opiniões em diversos assuntos mas, de uma forma geral, o trabalho foi desenvolvido sozinho, e o resultado final foi divulgado aqui mesmo no blog e no twitter, tendo alcançado uma boa repercussão, e originado diversos contatos de pessoas interessadas em participar da tradução.

Tudo ficou em compasso de espera até o momento que recebi um email do Mario Carrera, da equipe do gvSIG, convidando para traduzir algumas strings novas que haviam sido introduzidas recentemente, visando o lançamento da versão 1.11 do programa. Pensando em aproveitar o momento para fazer uma revisão geral na tradução brasileira, lancei um apelo aqui no blog, que foi replicado no twitter, e que recebeu divulgação em blogs parceiros. Paralelamente, lancei também o desafio na Gvsig-br, a lista de emails da Comunidade Brasileira de Usuários do gvSIG, desafio este que foi muito bem recebido pela comunidade.

A partir daí, começaram duas discussões paralelas:
– Como organizar os trabalhos, de forma que todos os interessados tivessem acesso aos arquivos da tradução; e
– Como organizar a discussão sobre quais os termos a serem adotados na tradução.

O primeiro ponto foi resolvido, após algumas dificuldades técnicas, com a adoção de uma planilha hospedada no GoogleDocs contendo a relação de todas as strings do gvSIG a serem traduzidas (atualmente 5.472 strings), com uma coluna reservada para a linha de código do programa, uma coluna para a tradução brasileira atual e outras duas colunas contendo as traduções em espanhol e em inglês, para servirem de referência. Além dessas, adotamos outra coluna destinada a acolher a nova tradução brasileira ou, se fosse o caso de haver dúvidas, servir de local para anotações de dúvidas e sugestões de termos alternativos.

Essa planilha foi compartilhada entre todos os usuários que se voluntariaram a participar, e todos eles tinham permissão de editá-la. No primeiro momento, cada voluntário recebia um intervalo de 300 strings para revisar, e a medida que terminava a sua tarefa, eram alocados novos intervalos para trabalharem.

Para facilitar o trabalho em equipe adotamos um código de cores: strings revisadas e que estavam corretas ou que haviam sido traduzidas sem problemas eram marcadas com amarelo, enquanto que aquelas strings que continham termos a serem discutidos mais tarde ou que haviam dúvidas quanto a tradução eram marcadas com vermelho e as sugestões/dúvidas eram anotadas na coluna correspondente.

Com a participação massiva da comunidade essa primeira etapa foi vencida em dois dias! Restava então o segundo ponto: a discussão sobre os termos polêmicos a traduzir. Por exemplo: qual termo adotar para traduzir “capa”? Camada, layer ou tema? Ou manteríamos o uso de capa, mesmo?

Neste momento a Gvsig-br foi fundamental como local concentrador das discussões. Foi feita uma lista com os principais termos em que havia dúvidas na tradução, e foi apresentado à lista. A partir daí, com a experiência dos usuários em cada área de conhecimento, eram sugeridas as alternativas existentes e, então, colocado em votação. Desta forma, conseguimos uma lista de termos traduzidos.

A partir daí, o trabalho voltou novamente ao GoogleDocs: as strings que continham os termos que já haviam sido discutidos foram revisados e corrigidos, adotando-se outra cor para destacar essa situação (laranja, no caso). Nesta fase foi de muita valia outra característica do GoogleDocs: a discussão online. Todos os que estavam acessando o documento naquele momento podiam conversar e trocar idéias, agilizando muito o processo. Foram realizadas várias reuniões online desta forma, chegando a estar presentes mais de dez usuários ao mesmo tempo.

E no GoogleDocs foi feita também a rodada final desta etapa: a definição dos termos que ficaram sem tradução. Foi mais uma passada em todas as strings, no mesmo padrão: consulta a lista e debate online, sendo que neste momento foi mais importante a presença online, principalmente pelo pouco tempo que restava para vencermos o prazo que nos fora dado.

Paralelamente a esse trabalho eu estava postando as strings já revisadas no sistema do gvsig.org, adiantando o serviço, já que não havia maneira de importar diretamente a planilha em que estávamos trabalhando, o que também servia como uma revisão paralela, reforçando o resultado final.

E foi desta maneira que terminamos o trabalho de revisão da tradução das 5.472 strings do gvSIG para o português brasileiro. Participaram deste trabalho em equipe, seja colaborando com a divulgação, com sugestões, partipando do debate ou diretamente na edição e revisão das strigs, os seguintes voluntários, em ordem alfabética:
Alexandre Donato
Allan Monteiro
Anderson Medeiros
André Rodrigo Farias
Antonio Carlos Leite de Borba
Arlei Macedo
Benjamim Pereira Vilela
Carlos Almeida
Edmar Moretti
Eliazer Kosciuk
Esdras Andrade
Fábio Rodrigo
Gilberto Cugler
Jarbas Nunes Vidal
Jorge Getulio Vargas Freitas
Jorge P. Santos
José Carlos Jr.
Julio Marchi
Marcelus Oliveira de Jesus
Maria Augusta Doetzer Rosot
Pedro Bittencourt
Vinicius Battistelli Lemos
Wilson Holler

Destaco novamente a forma voluntária e participativa que o trabalho foi realizado, demonstrando o amadurecimento da Comunidade Brasileira de Usuários do gvSIG. Mesmo sabendo que não podemos dar a tradução como acabada, até porque o programa está em constante evolução, temos a certeza de que a continuação do trabalho será muito mais fácil. Há muita coisa a aprimorarmos, o que só virá pelo nosso retorno depois de usarmos ela no dia-a-dia de trabalho.

Deixo aqui novamente o agradecimento a todos os que, de uma forma ou de outra, participaram deste processo. E bom proveito com a nova tradução!

Tradução do gvSIG para o Pt-Br – resultado final

Buenas, pessoal!

Estou a dias sumido aqui do blog, mas foi por uma boa causa! Como comentei outro dia aqui mesmo, ao pedir a sua ajuda na tradução do gvSIG para o Pt-Br, eu estava envovido até o pescoço neste processo…

Mas hoje, depois de muitas noites em claro, muito trabalho, discussão, debate e tomadas de decisão, entregamos, em primeira mão, o resultado final de todo esse esforço: o arquivo da tradução do gvSIG para o Pt-Br!

Para instalar, para quem não lembra, basta seguir os passos do tutorial aqui no blog, mesmo (ou neste outro artigo, com um vídeo explicando o processo).

Esse arquivo é para ser usado com as versões 1.9 e 1.10 do gvSIG (deve funcionar com a versão 1.2 também, mas não tenho certeza… instale por sua conta e risco! ;) ). A nova versão 1.11 já deve vir com a nova tradução incorporada.

Não estamos declarando a tradução como acabada, pelo contrário. Há muita coisa a aprimorarmos, o que só virá pelo nosso retorno depois de usarmos ela no dia-a-dia de trabalho. Por favor, anotem todas as sugestões e correções, por menores que sejam, e enviem para a Gvsig_br – Lista de emails da Comunidade gvSIG-BR.

E, por falar na Gvsig_br, é imprtante ressaltar que esse não foi um trabalho “solitário”, muito pelo contrário! Desta vez contamos com o apoio e a participação de um grande número de voluntários, que se cotizaram em todas as tarefas da tradução.

Estamos todos de parabéns pela forma voluntária e participativa que o trabalho foi realizado! Isso demonstra o amadurecimento da Comunidade Brasileira de Usuários do gvSIG e, certamente, servirá de incentivo para muitas outras Comunidades.

Vou parar por aqui e deixar vocês experimentarem a tradução… Outro dia eu escrevo um artigo contando toda a nossa façanha e também divulgando os nomes de toda a equipe que trabalhou na tradução. Por enquanto, deixo o nosso “muito obrigado!” a todos os que, de uma forma ou de outra, participaram deste processo, E bom proveito com a nova tradução!