Bem vindos [de volta] ao iDea Plus Geo

Buenas, pessoal!

Depois de quase um ano sem postar nada por aqui, por razões as mais diversas, e que não é o momento de explicar, volto a dar uma atenção ao iDea Plus Geo.

Nesse meio tempo em que fiquei “fora”, andei me estressando com o WordPress, plataforma em que o blog funciona. Pois bem, parece que o WP resolveu me sacanear de vez, e sumir com os meus posts! Deu muito trabalho, mas consegui recuperar praticamente tudo (tenham paciência com as imagens… eu prometo que vou recuperá-las!). Como eu já estou “por aqui” com ele, estou fazendo alguns testes para ver qual caminho tomar.

Desculpem pelo transtorno, e nos vemos em breve!

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Webinar gvSIG 2.0 – Um convite para a comunidade #GEO

Buenas, pessoal!

O iDea Plus Geo vem fazer companhia a Associação gvSIG e ao MundoGEO para convidar toda a comunidade de geotecnologia a participar de um seminário online em Português sobre o novo gvSIG Desktop 2.0.

Com inscrições gratuitas, este webinar destina-se a todos os usuários, desenvolvedores e profissionais que utilizam o gvSIG como ferramenta GIS ou que pretendem utilizá-lo, e apresentará as funcionalidades da versão 2.0 e o seu futuro.

Os participantes poderão interagir com o apresentador, enviando suas questões através do chat. Após o webinar, serão enviados certificados digitais de participação a todos que estiverem online na sessão.

Detalhes do Webinar:

  • Webinar: gvSIG Desktop 2.0 – Em Português
  • Data: 24 de Julho de 2013
  • Horário: 11:00 (horário de Brasília) – 14:00 (UTC)
  • Hora local: http://www.timeanddate.com/worldclock/fixedtime.html?msg=gvSIG+Desktop+2.0+-+Em+Portugu%C3%AAs&iso=20130724T11&p1=45
  • Linguagem: Português
  • Palestrantes: Eliazer Kosciuk, Engenheiro Agrônomo, Extensionista Rural da Emater/RS e coordenador do blog iDea Plus Geo; e Wilson Holler, Engenheiro Cartógrafo, Supervisor do Núcleo de Análises Técnicas da Embrapa Gestão Territorial.
  • Requisitos de Sistema:
    • PC – Windows 7, Vista, XP ou 2003 Server
    • Macintosh – Mac OS X 10.4.11 (Tiger) ou mais recente
    • Mobile iPhone/iPad/Android
    • (pois é… infelizmente não há opção para a plataforma Linux :( )

Fica aqui o nosso convite: participe do nosso Webinar, e venha conhecer as novidades do gvSIG 2.0. As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas!

Reserve já seu espaço neste seminário online: https://www2.gotomeeting.com/register/251500890

Cálculo de área entre curvas de nível – voltando ao assunto

Buenas, pessoal!

A algum tempo atrás publicamos um tutorial sobre Cálculo de área entre curvas de nível, onde procuramos resolver uma dúvida que surgiu na lista de usuários do gvSIG através da aplicação de vários geoprocessos, e onde pudemos aprender várias técnicas do gvSIG. No entanto, no referido artigo trabalhamos com uma simplificação dos dados, e quando fomos trabalhar com dados “reais”, num segundo momento, percebemos que estavam ocorrendo alguns problemas com o procedimento, e não estava sendo gerado o resultado esperado.

Uma das vantagens de trabalhar em comunidade é que o conhecimento é compartilhado, bem como as tentativas de resolver os problemas que aparecem. E foi com a ajuda do Gustavo Agüero Córdoba, que mantém o excelente blog GvSig Consultores AA, que conseguimos não apenas resolver o problema que apareceu, mas também ampliar os conhecimentos não só sobre o gvSIG, mas também sobre os geoprocessos, o Sextante e outras ferramentas que estão disponíveis para a nossa utilização. O objetivo desse artigo é compartilhar esse conhecimento que foi gerado. Vamos aos fatos:

Revisando a questão geradora apresentada, nosso objetivo será calcular a área existente entre uma série de curvas de nível, que foram digitalizadas na forma de um arquivo shape de linhas. Para isso, teremos que transformar essas linhas em polígonos, para que seja possível medir a área.

Para trabalharmos com dados reais, estarei utilizando os arquivos shapes das curvas de nível do estado do Rio Grande do Sul, obtidos do DVD Base Vetorial Contínua do Rio Grande do Sul – Escala 1:50.000, material editado pelo Laboratório de Geoprocessamento do Centro de Ecologia da URGS. Por razões de direitos autorais, e também de tamanho do arquivo, não estarei disponibilizando o arquivo total, e sim apenas um arquivo com os shapes da área de interesse e as respectivas curvas de nível que estão contidas na área de interesse que iremos trabalhar.

Nessa primeira parte do tutorial iremos trabalhar no gvSIG passo-a-passo, executando cada um dos algoritmos necessários para alcançar o nosso objetivo. Em um próximo tutorial mostraremos como automatizar o processo através da execução de um modelo do sextante, que iremos  criar.

Buenas… chega de conversa e vamos botar a mão na massa! Em primeiro lugar, vamos criar um projeto, e nele inserir uma nova vista, com projeção WGS84/UTM zone 22S (EPSG 32722), que é o sistema de referência utilizado pelo shape que iremos trabalhar. Nesta vista, inseri o shape das curvas de nivel do RS, e também o shape da área de interesse que queremos trabalhar, conforme pode ser visualizado abaixo:

curvas01

Neste tutorial iremos utilizar apenas os geoprocessos disponibilizados pelo Sextante, muito embora alguns dos algoritmos também estejam disponíveis nas ferramentas de geoprocessamento do gvSIG.

O primeiro processo que iremos aplicar é o Cortar (ou Clip), para podermos selecionar apenas as curvas de nível que estão dentro da nossa área de interesse.

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 Para tanto, abrimos o Sextante e procuramos pelo geoprocesso Cortar (Clip). Na janela que abre, selecionamos a camada das curvas de nível como Camada a recortar, e a camada da área de interesse como Camada de recorte. Em seguida, selecionamos o local e o nome do arquivo que iremos gerar, no campo Camada recortada [vetorial], e clicamos em OK. O geoprocesso Cortar será aplicado, e teremos uma nova camada no nosso TOC, com o resultado: uma camada shape (vetorial) de linhas que representam as curvas de nível existentes na nossa área de interesse. A partir de agora podemos descartar a camada de curvas de nível total, e aproveitar para renomear a camada de resultado para algo mais significativo, de forma a não nos perdermos no processo. Lembramos que o arquivo que está disponibilizado para download contém exatamente esses dois shapes, portanto, você poderá executar o processo com esse material.

curvas03

 Muito bem. Teoricamente poderíamos aplicar o geoprocesso Poligonar linhas (Polygonize) diretamente sobre essa nova camada gerada, que teríamos o resultado que buscamos. Vejamos o que acontece. Primeiramente, os dados de entrada:

curvas04

E o resultado obtido:

curvas05

Como podemos ver, não obtivemos o que esperávamos! Mas, por quê? A resposta é simples, e está contida na descrição da rotina que utilizamos: “Este algoritmo converte  linhas em polígonos, considerando apenas as bordas (limites ou fronteiras), as quais descrevem áreas fechadas, e sem retornar polígonos sobrepostos”. Ou seja: o algoritmo aplicado fez apenas o que ele foi programado para fazer… converteu apenas as linhas cujas áreas estavam fechadas. As demais não puderam ser transformadas em polígonos por não estarem fechadas.

Para contornarmos esse problema precisamos forçar o fechamento dessas curvas. Como fazer isso? Utilizando o polígono definido pela área de interesse, que contorna a nossa área, e unindo ele com as curvas de nível. Esse processo deve ser feito em dois passos, pois a área de interesse é um polígono, e precisaremos antes transformá-la em uma polilinha, para depois podermos finalmente uni-la com as curvas de nível. Para converter um polígono em polilinhas utilizaremos o geoprocesso… Converter polígono em polilinha (Polygons to polylines):

curvas06

 Na seção Entradas, Camada vetorial, definimos como camada de Polígono a ser convertida a camada que contém a área de interesse, e definimos em Resultados, Linhas [vetorial], o caminho e o nome para o arquivo shape que será gerado pelo algoritmo. Ao clicarmos em OK o geoprocesso será aplicado e obteremos como resultado uma nova camada, que contém a nossa área de interesse, agora como uma flamante polilinha:

curvas07

Agora podemos passar para o próximo passo: juntar as duas camadas de polilinhas, de modo a forçar o fechamento das curvas de nível, utilizando o geoprocesso Juntar (Merge):

curvas08

 Na janela do algoritmo Juntar (Merge), na seção Entrada, Camada vetorial, definimos como Camada principal a camada que contém as curvas de nível, e como Camadas adicionais selecionamos a camada que geramos no passo anterior, contendo a nossa área de interesse transformada em polilinha. Ao clicarmos em OK o geoprocesso será aplicado e obteremos como resultado uma nova camada contendo a junção das duas camadas que especificamos:

curvas09

Mais uma vez, teoricamente, agora já poderíamos aplicar o geoprocesso Poligonar linhas (Polygonize) e teríamos o nosso resultado esperado. Se os dados com os quais estivermos trabalhando estiverem corrigidos topologicamente, poderíamos estar acabando o nosso trabalho. No entanto, não é esse o caso, como pode ser visto na figura abaixo, que mostra o resultado da aplicação do algoritmo Poligonar linhas (Polygonize) na camada que obtemos no passo anterior:

curvas09a

Isso acontece porque os nossos dados não foram tratados topologicamente, conforme pode ser conferido na próxima figura, onde demos um zoom na área de curvas de nível e selecionamos algumas delas:

curvas10

Como podemos observar, algumas linhas estão “rompidas”. São linhas que, embora pertençam a mesma curva de nível, estão separadas, mas não conseguíamos visualizar isso pela simples observação. Possivelmente esse erro foi gerado no processo de digitalização das curvas de nível. Para alcançarmos o nosso objetivo precisamos aplicar um algoritmo que consiga unir estas linhas, deixando assim o nosso arquivo topologicamente correto.

O algoritmo a ser usado neste caso será o Juntar linhas adjacentes (Join adjacent lines):

curvas11

 Na seção Entrada, Camada vetorial, definimos como Camada de entrada a camada que obtivemos no último passo realizado, isto é, a camada de polilinhas resultante da junção das curvas de nível com a área de interesse. Em Opções, definimos o valor de 1.0 para Tolerância. Por último, definimos em Resultados, Resultados[vetorial], o caminho e o nome que será usado para o shape resultante do processo. Clicamos em OK, e teremos o geoprocesso aplicado e obteremos no TOC uma nova camada, agora com as polilinhas das curvas de nível devidamente corrigidas.

curvas12

Finalmente poderemos aplicar o geoprocesso Poligonar linhas (Polygonize) sobre a camada resultante:

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E obteremos a nossa camada de polígonos, contendo a área entre as curvas de nível:

curvas14

Se selecionarmos alguns dos polígonos poderemos comprovar que agora obtemos os mesmos corretamente:

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No entanto, não obstantemente… ainda teremos um passo a realizar antes de calcularmos a área entre cada curva de nível:

Como havíamos comentado anteriormente, algumas curvas de nível tinham erros de restituição, o que gerava problemas de topologia. Ao corrigirmos esses erros com a junção de linhas próximas, conseguimos solucionar os problemas de topologia, mas algumas vezes a aplicação desse processo pode gerar alguns polígonos extras que, mesmo pequenos, alteram a área resultante. Como esse arquivo em que estamos trabalhando parece ter sido afetado por todas as instâncias possíveis da Lei de Murphy, também tivemos presente este problema, como podemos observar neste zoom da aplicação da área de interesse sobre a nossa camada de polígonos final (área em amarelo):

curvas16

Para corrigir este problema basta aplicar novamente o geoprocesso Cortar (Clip), agora usando como Camada a recortar a camada de polígonos que acabamos de gerar, e como Camada de recorte, a camada que contém o polígono da área de interesse. Com isso, conseguimos delimitar os polígonos apenas dentro da área de interesse, conforme podemos visualizar abaixo:

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Agora poderemos, finalmente, obter o dado que buscávamos no início do nosso tutorial: calcular qual a área dos intervalos entre as curvas. Para tanto, basta acessarmos o menu Camada > Adicionar informação geométrica e, na janela que se abre, selecionar em Camada a camada relativa aos polígonos das curvas de nível corrigidas e, em seguida, selecionar Área na coluna da esquerda e clicar na seta para a direita, de forma a passá-la para a coluna da direita.

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Clicando em Aceitar, a informação referente a área de cada um dos polígonos será acrescentada na tabela de atributos do shape:

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Sempre é interessante, em qualquer trabalho que façamos, comprovar a confiança dos resultados obtidos. Neste caso, essa comprovação está diretamente relacionada com a área total da nossa área de interesse. Sendo assim, é importante verificarmos se a soma das áreas das curvas de nível individuais é igual a área da nossa área de interesse (podem ocorrer pequenas variações para mais ou para menos, em virtude das abstrações que foram aplicadas, mas essas diferenças não podem ser significativas).

Para obtermos essa comprovação devemos utilizar uma das ferramentas que nos possibilitam obter a soma de um campo de uma tabela, como por exemplo, as estatísticas de tabela. Conforme podemos visualizar abaixo, no nosso caso está tudo “nos conformes” (a diferença está na :

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Antes de encerrarmos essa parte do tutorial, cabe uma pequena mas importante observação: muito embora todos esses procedimentos tenham sido executado no gvSIG 1.12, eles podem ser completamente reproduzidos utilizando o gvSIG 2.0, pois todos os recursos aqui utilizados estão disponíveis e funcionais na nova versão do gvSIG.

E por hoje é só, pessoal! No próximo artigo veremos como utilizar o modelador do sextante para fazermos o mesmo processo de forma automatizada. Voltamos em breve!

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Minha homenagem a um balzaqueano

Buenas, pessoal! Hoje eu vou sair um pouco da programação “normal” do nosso iDea Plus Geo para fazer uma homenagem a alguém que está completando 30 anos exatamente nesta data.

Peço desculpas aos nossos leitores pela leve alteração de rumo, mas depois de vocês lerem este pequeno artigo certamente vão concordar comigo que a homenagem é merecida. Afinal, se não fosse pelo que aprendi com ele, dificilmente eu estaria escrevendo neste blog hoje…

Como eu não gosto de muita enrolação, vou revelar logo a identidade do homenageado: o padrão MSX de computadores!

–  O quê??!!? O que é que é isso? Uma brincadeira? Que bicho é esse?

Não se assustem! Como eu disse, ele está fazendo 30 aninhos… Exatamente a 30 anos atrás, no dia 27 de junho de 1983, era anunciado o padrão MSX de computadores. Não vou entrar em maiores detalhes aqui sobre este microcomputador de 8 bits, 64 Kb de memória (e você reclamando que o seu PC “só tem 4 Gb”…), cujo “monitor” era uma tela de TV. HD, DVD, pendrive? Nops… só um gravador de fita K7 (o famoso “datacassete”). Só bem mais tarde é que ele adotou os disquetes (primeiro o de 5 1/4 e só depois os de 3 1/2, que alguns dos que leem esse blog talvez conheceram…).

–  Tá bom, mas, o que isso tem a ver com gvSIG e Geoprocessamento?

Nada, ué… e… tudo, também! Porquê através desse “senhor” que está entrando na meia-idade eu comecei a conhecer o fantástico mundo da informática.

Já ouviram falar daquela história de que tudo de importante que a gente precisa aprender nos é ensinado no Jardim da Infância? Aqui o paralelo é verdadeiro: foi nesse “micrinho” que eu aprendi sobre lógica de programação, processadores de textos, planilhas de cálculos e bancos de dados. E podem ter a certeza de que esse aprendizado tem servido em todas as áreas da minha vida…

Mas, mais importante até que esse aprendizado técnico, tem sido o aprendizado social. Foi através do MSX, e da grande comunidade de usuários entusiastas que se criou ao redor dele, que eu aprendi a buscar por contra própria soluções para os problemas enfrentados, a superar dificuldades com os recursos disponíveis (tínhamos que, literalmente, tirar leite de pedra!), a compartilhar o conhecimento e as descobertas que íamos fazendo, a unir forças com outros usuários para transpor barreiras… Ou seja: valores da comunidade open source que já eram praticados antes mesmo que esse termo fosse cunhado!

Se você ficou curioso sobre o MSX, que também é conhecido como “o mais mágico dos microcomputadores”, basta fazer uma pesquisa no Google. Você vai se espantar com a quantidade de links… Mas, como início dessa jornada, recomendo o podcast Retrocomputaria, que tem vários episódios dedicados a esse micro. Aproveite para aprender um pouco sobre a história da computação, e outras linhas de microcomputadores que fizeram parte desses primórdios (Sinclair, ZX Spectrum, TRS, TRS-Color, Amiga, Commodore 64, TK82, ZX-81, TK90X serão alguns nomes que você vai lembrar/conhecer). Não posso deixar de citar o meu próprio blog sobre o MSX, o Klax MSX… está passando por reformas, mas ainda tem alguns conteúdos por lá. (Em breve ele vai voltar a ter todo o conteúdo que estava disponível antigamente. Aguardem!)

E, se você for o feliz possuidor de um MSX, em qualquer dos seus “sabores” (MSX 1, MSX 2, MSX 2+ ou MSX TurboR), faça um favor a você mesmo: tire ele da caixa, dê um abraço de felicitações nele, e passe um bom tempo com o seu amigo!

Agora, se você tem um MSX em casa (ou qualquer outro microcomputador clássico, ou qualquer material relacionado com ele, como livros, revistas, mídias, periféricos), e acha que ele está apenas ocupando espaço, faça um msxzeiro feliz: aproveite o dia, faça uma doação, e dê um destino mais nobre para ele! Se quiser um voluntário para receber essas doações, pode usar o nosso formulário de contato para isso, que eu dou um jeito…  ;)

Um abraço a todos, e voltemos a nossa programação normal!

P.S.1: eu tenho alguns “fãs” do meu mascote/avatar, o pinguim que aparece no cabeçalho do site. Muitos pensam que ele foi inspirado no Tux, do Linux. Ledo engano! Sinto muito em informar, mas o meu avatar foi inspirado em um pinguim gaudério, que por sua vez foi inspirado no Pentarou, o pinguim que foi criado pela Konami, e que apareceu pela primeira vez no jogo “Konami’s Ping Pong”, de 1985, e que ficou famoso quando teve seu próprio jogo, o “Penguin Adventure”:

tuxs

P.S.2: muitos não irão acreditar, mas podem conferir: nesses 30 anos o MSX é notícia novamente! Podem conferir, por exemplo, a reportagem no The Wall Street Journal, que saiu ontem… Esse press release foi organizado e divulgado pela turma que organiza o portal msx.org

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gvSIG: Processamento em Lote no Sextante

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Conheça algumas ferramentas do Sextante que podem ser utilizadas no pré-processamento de um Modelo Digital de Elevação (MDE). Neste tutorial em vídeo, vamos  produzir alguns procedimentos manuais para tratamento do DEM. Os próximos vídeos farão uso do Processamento em Lote e Construtor de Modelos (Model Builder).

Assista o Vídeo no Youtube: http://youtu.be/AvmWnx0BWAs

gvSIG: Processamento de um Modelo Digital de Elevação (MDE)

Informações Adicionais

Este tutorial foi realizado no gvSIG 1.12 Portable. Faça o download  desta versão através do site oficial: http://goo.gl/wzep1 | Disponível para os Sistemas Windows e Linux.

Códigos EPSG Nacionais

É preciso conhecer o código EPSG associado a um Datum para definir a projeção da Vista (Viewer) e realizar operações de troca de projeções no gvSIG. No Brasil, os códigos EPSG mais utilizados foram catalogados na tabela abaixo.

CÓDIGO EPSG PROJEÇÃO/DATUM
4225 GCS Corrego Alegre
4618 GCS SAD69
4674 GCS SIRGAS 2000
4326 GCS WGS84
22521 Corrego Alegre / UTM zone 21S
22522 Corrego Alegre / UTM zone 22S
22523 Corrego Alegre / UTM zone 23S
22524 Corrego Alegre / UTM zone 24S
22525 Corrego Alegre / UTM zone 25S
29168 SAD69 / UTM zone 18N
29188 SAD69 / UTM zone 18S
29169 SAD69 / UTM zone 19N
29189 SAD69 / UTM zone 19S
29170 SAD69 / UTM zone 20N
29190 SAD69 / UTM zone 20S
29191 SAD69 / UTM zone 21S
29192 SAD69 / UTM zone 22S
29193 SAD69 / UTM zone 23S
29194 SAD69 / UTM zone 24S
29195 SAD69 / UTM zone 25S
31972 SIRGAS 2000 / UTM zone 18N
31978 SIRGAS 2000 / UTM zone 18S
31973 SIRGAS 2000 / UTM zone 19N
31979 SIRGAS 2000 / UTM zone 19S
31974 SIRGAS 2000 / UTM zone 20N
31980 SIRGAS 2000 / UTM zone 20S
31981 SIRGAS 2000 / UTM zone 21S
31982 SIRGAS 2000 / UTM zone 22S
31983 SIRGAS 2000 / UTM zone 23S
31984 SIRGAS 2000 / UTM zone 24S
31985 SIRGAS 2000 / UTM zone 25S
32618 WGS 84 / UTM zone 18N
32718 WGS 84 / UTM zone 18S
32619 WGS 84 / UTM zone 19N
32719 WGS 84 / UTM zone 19S
32620 WGS 84 / UTM zone 20N
32720 WGS 84 / UTM zone 20S
32721 WGS 84 / UTM zone 21S
32722 WGS 84 / UTM zone 22S
32723 WGS 84 / UTM zone 23S
32724 WGS 84 / UTM zone 24S
32725 WGS 84 / UTM zone 25S

Sobre o GDAL

GDAL (http://www.gdal.org/) é uma biblioteca de dados geoespaciaais utilizada para interpretação e processamento de vários tipos de arquivos raster. As últimas versões do GDAL são atualizadas constantemente no site Mapserver and GDAL. Fiz um download de um executável para Windows 64 Bits e coloquei no Dropbox.

O GDAL opera através de linha de comando. Estes são os comandos utilizados no tutorial: http://goo.gl/0tfYH

Sobre o DEM Topodata

TOPODATA (http://www.dsr.inpe.br/topodata) é um MDE baseado no SRTM e processado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Possui Resolução Espacial de 30 metros com cobertura para o território brasileiro. Faça o download da Grade Topodata Escala 1:250.000 | http://goo.gl/jlTjM | Formato Shapefile.

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gvSIG: Construtor de Modelos do Sextante (Model Builder)

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Olá pessoal,
Neste tutorial vamos conhecer o Construtor de Modelos do Sextante. Através deste modelador, é possível pode construir sistemáticos procedimentos para processamento de dados vetoriais e matriciais em cadeia.

O desafio consiste em estruturar tarefas de geoprocessamento de modo que diversas interações possam gerar produtos, e estes, novos dados. Ao executar o modelo, o operador tem a opção de manter ou suprimir os dados intermediários resultantes destas interações.

ModelodoSextante

Para ser bem sucedido durante a construção dos modelos, é fundamental conhecer os algoritmos do Sextante para alcançar um resultado satisfatório. Nós utilizamos como exemplo as ferramentas para realizar uma conversão de Float 32 bits para Signed Integer 16 bits, Reprojeção, Mosaico e Cálculo de Estatísticas no Modelos Digitais de Elevação (MDEs). Utilize esta dica para construir modelos e agilizar suas tarefas de geoprocessamento.

Assista o Vídeo no Youtube: http://youtu.be/AvmWnx0BWAs

Informações Adicionais

Este tutorial foi realizado no gvSIG 1.12 Portable. Esta versão pode ser acessada através do site oficial: http://goo.gl/wzep1 | Disponível para os Sistemas Windows e Linux.

Códigos EPSG Nacionais

No Brasil temos uma lista dos códigos EPSG mais utilizados. Acesse a lista através desse link: http://goo.gl/WLncr | É preciso conhecer o código EPSG associado a um Datum para definir a projeção da Vista (Viewer) e realizar operações de troca de projeções no gvSIG.

Sobre o DEM Topodata

TOPODATA (http://www.dsr.inpe.br/topodata) é um MDE baseado no SRTM e processado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Possui Resolução Espacial de 30 metros com cobertura para o território brasileiro. Faça o download da Grade Topodata Escala 1:250.000 | http://goo.gl/jlTjM | Formato Shapefile.

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[maio/2013] Atualização da Coletânea de Links Sobre o gvSIG

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Buenas, pessoal

Depois de mais de um ano sem mexer na Coletânea de Links Sobre o gvSIG, voltamos à carga, trazendo uma nova atualização. Desta vez fiz uma revisão completa, corrigindo links quebrados, duplicados e/ou com problemas. Além disso, procurei acrescentar todos os links que consegui coletar neste meio tempo.

Terminado o trabalho, deixo aqui algumas constatações:

  • A lista cresceu! Não só em número, mas principalmente em qualidade. Podemos constatar um amadurecimento muito grande nos tutoriais que vem sido disponibilizados, o que só vem a colaborar para o crescimento da comunidade.
  • Por outro lado, o número de colaboradores não aumentou na mesma proporção. Precisamos reverter esta situação, incentivando cada vez mais o compartilhamento de conhecimentos.
  • Com o crescimento do número de links, tive que fazer uma reestruturação na divisão da classificação. Procurei reproduzir o máximo possível a estrutura do Manual do usuário do gvSIG, acrescentando algumas categorias complementares, a maioria já existente na coletânea anterior.
  • Após esta reestruturação, resolvi retirar aquele efeito “sanfona” entre as categorias. Muito embora a lista tenha ficado com uma aparência mais extensa, facilita o trabalho de quem quer pesquisar alguma referência através da busca do navegador (o famoso CTRL+F).
  • Por falar em pesquisa, observem que procurei manter o título original do artigo, inclusive preservando a língua no qual ele foi escrito. Levem isso em consideração em suas buscas, pois temos tutoriais em português, espanhol, inglês, francês, italiano, …
  • Com o lançamento da aguardada versão 2.0 do gvSIG, estão surgindo muitos tutoriais voltados para esta versão, principalmente vindos do Blog do gvSIG. Em princípio, todos os artigos que apareceram por lá até o dia de hoje sobre esta versão estão listados. Procurarei atualizar a lista conforme forem sendo lançados outros artigos, sem maiores avisos aqui no blog…
  • Na medida do possível procurei destacar quando o link é referente a uma versão específica do gvSIG, ou é aplicável a partir de uma certa versão. Por exemplo, todos os links para artigos referentes ao gvSIG 2.0 levam o nome da versão no texto descritivo do link. Não venci colocar esta informação em todos os links, mas irei padronizando com o passar do tempo.
  • Por favor, se encontrarem algum link quebrado ou qualquer outro erro, me avisem! Usem o formulário de contato, ou até mesmo o sistema de comentários do blog. E, como sempre, sugestões são sempre bem vindas!

Creio que para o momento é isso, pessoal. Por favor, usufruam da Coletânea de Links sobre o gvSIG, que já é um verdadeiro “FAQ” sobre o gvSIG ou, em outras palavras, um ponto de partida para quem quer descobrir a resposta para a pergunta: “Como eu faço isso no gvSIG?”…

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Novidades no iDea Plus Geo

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Buenas, pessoal!

Vamos iniciar as notícias da semana com o anúncio de um novo colaborador aqui no site. Afinal, já diziam os antigos: a união faz a força! Estamos unindo forças com o Jorge Santos, do conceituado blog Processamento Digital.

O Jorge é um amigo de longa data, e sempre participou ativamente da comunidade gvSIG, tanto nas diferentes forums quanto com os seus tutoriais, sempre muito explicativos e didáticos. Como ele está querendo voltar o foco do seu blog para o seu assunto original, isto é, o processamento digital de imagens, ofereci para ele o espaço aqui no iDea Plus Geo para que ele pudesse continuar a compartilhar seu extenso conhecimento no gvSIG, e ele prontamente aceitou. Portanto, nos próximos dias já contaremos com os artigos do Jorge.

Outra novidade que teremos em breve será uma nova atualização da Coletânea de Links sobre o gvSIG. Está dando um trabalho bem grande, mas certamente irá valer a pena.

Como última novidade do dia, quero fazer o pré-anúncio da disponibilização de um curso online de gvSIG, do qual serei o instrutor, através da plataforma de cursos do portal Geocursos, com início programado para o próximo mês de julho. Nos próximos dias estarei divulgando maiores detalhes, mas para quem quiser se adiantar pode conferir a página do curso.

Por hoje é isso, pessoal! Em breve nos vemos por aqui, com novos tutoriais. E deixo às boas vindas ao Jorge Santos, desejando uma longa e frutífera parceria compartilhando o geoconhecimento em formato aberto! ;-)

Acrescentando novas rampas de cores ao gvSIG

Buenas, pessoal! Procurando manter ao menos uma postagem semanal sobre o gvSIG ;-)

Uma das grandes reclamações dos usuários do gvSIG é quanto as rampas de cores (ou gradientes de cores, como soa melhor em português): embora funcionais, os gradientes disponibilizados por padrão no gvSIG não são um primor de beleza. Mesmo com o lançamento do gvSIG 2.0 essa situação não mudou.

A um tempo atrás o usuário Kevin Weels havia liberado um novo arquivo na lista de usuários do gvSIG, com novas rampas de cores, que complementavam as nativas do gvSIG, e o nosso amigo Jorge Santos, do blog Processamento Digital criou um tutorial ensinando a instalar essas novas rampas de cor. Infelizmente o arquivo anexo a lista não está mais disponível, e ficamos novamente “a ver navios”…

Depois de algum trabalho de garimpagem, o Jorge conseguiu localizar um backup do referido artigo, e me repassou. Aproveitando a boa vontade do nosso amigo, estudei um pouco o formato utilizado para criar os gradientes, e acrescentei aos esquemas por ele disponibilizados todos os gradientes de cores que estão no site Colorbrewer: Color  Advice for Maps, que é uma das principais referências quanto a esquemas de cores para mapas.

Pois bem. Chega de conversa e vamos aos fatos: para testar os novos gradientes, primeiramente baixe o arquivo palettes.zip e extraia o arquivo “palettes.xml” que está no mesmo. Em seguida, com o gvSIG fechado, acesse a pasta de configuração do gvSIG, cuja localização varia conforme o sistema operacional que você usa:

Windows XPC:\Documents and Settings\”username”\gvSIG
Windows SevenC:\Users\”username”\gvSIG
Linux:   /home/”username”/gvSIG

Substitua o arquivo “palettes.xml” existente nesta pasta pelo arquivo novo que foi baixado no passo anterior.

Por último, delete as pastas “colortable” e “ColorSchemes” que estão na mesma pasta (em algumas instalações a pasta “ColorSchemes” não está presente).

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Feito isso, já podemos abrir o gvSIG e desfrutar os novos gradientes de cores que estão disponíveis a partir de agora.

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É interessante ressaltar algumas observações que o Kevin fez, e que continuam pertinentes:

As rampas de cores são projetadas para trabalhar com dados raster e vetores, embora algumas sejam melhores para dados raster e algumas são melhores para dados vetoriais. O número de classes em cada rampa está entre parênteses como parte do nome da rampa.
No Windows, as rampas de cores são ordenadas alfabeticamente e sua visualização é agradável, durante a escolha de uma rampa. No Linux é diferente, pois não consigo ordenar as rampas de cores no Linux. Elas parecem aleatórias e sua visualização não é tão agradável quando as rampas são ordenadas como um grupo.
No entanto, eles estão completamente funcionais no Linux.
Para restaurar a cor padrão das rampas de cores, apague o arquivo “palettes.xml” e as pastas “ColorSchemes” e “Colortable”. Em seguida, reinicie gvSIG. O arquivo original “palettes.xml”e as pastas serão recriadas.

Espero que vocês gostem.

Calculando a área entre curvas de nível

Buenas, pessoal!

O artigo de hoje foi inspirado em uma dúvida que surgiu na Lista de Usuários do gvSIG: como calcular a área entre curvas de nível. Explicando de forma simples, temos um shape com diversas curvas de nível (que são concêntricas, obviamente), e queremos calcular a área da superfície existente entre duas cotas das curvas de nível.

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Para resolver essa questão, vamos lançar mão da ferramenta Sextante. No gvSIG 1.12 (e nas versões anteriores) o procedimento é o seguinte: Com o shape das curvas de nível selecionado no TOC, acesse o Sextante (Menu SEXTANTE > Caixa de Ferramentas). Navegue na árvore de processos até encontrar a ferramenta Polygonize (SEXTANTE > Tools for line layers > Polygonize)

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Com dois cliques sobre o nome do processo abrirá uma nova janela, onde poderemos preencher os parâmetros para a aplicação do mesmo. Em princípio, podemos aceitar as opções que vem preenchidas por padrão: Na aba “Parameters”, seção “Inputs”, selecionamos a nossa camada de curvas de nível como geradora das Polylines; na seção “Outputs”, estamos solicitando que o arquivo resultante seja gerado em um arquivo temporário (ou poderíamos selecionar o caminho e o nome do arquivo a ser gerado, se quisermos salvar o mesmo); Na aba “Output Region” podemos deixar na opção padrão, “Fit to input layers”.

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Ao clicarmos em “OK”, o processo é aplicado e obtemos uma nova camada, com os polígonos referentes a superfície entre as curvas de nível.

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Para calcularmos a área, com a nova camada selecionada no TOC, clicamos em Menu > Camadas > Adicionar informação geométrica.

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Abrirá uma nova janela, onde poderemos selecionar a informação geométrica que queremos adicionar à tabela de atributos do shape, neste caso, apenas a Área:

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Clicando em “Aceitar“, o processo será aplicado, aparecendo então uma janela comunicando este fato.

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Clicando novamente em “Aceitar” voltamos a nossa Vista. Podemos então conferir na tabela de atributos do shape que a informação da área foi adicionada na tabela (Menu Camada > Ver tabela de atributos).

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Observe que o valor da Área estará na unidade de área selecionada nas preferências da Vista. Então, devemos ter selecionado esta unidade no formato desejado, antes de executarmos esse processo.

Para os que já estão utilizando o gvSIG 2.0 o procedimento será um pouco diferente, devido ao diferente agrupamento de ferramentas adotado. Vejamos como proceder:

Em primeiro lugar, a ferramenta Sextante mudou de endereço: encontraremos ela agora no menu Tools > Geoprocessing > Toolbox (utilizarei a tradução em inglês, já que a tradução para o pt-br ainda não está completa):

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Aberta a Caixa de ferramentas de geoprocessamento, observe que todos os geoprocessos foram agrupados nesta janela. Esta é uma das novidades do gvSIG 2.0. Devemos navegar novamente na árvore de geoprocessos, até encontrar a ferramenta desejada (ou utilizar a ferramenta de busca, na parte de baixo da janela). O detalhe é que se tentarmos utilizar o processo Polygonize ocorre um erro, conforme pode ser visto abaixo:

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Felizmente temos outro processo que faz o mesmo trabalho: “Polylines to polygons“. Navegue na árvore de processos até encontrar o mesmo (Sextante > Tools for line layers > Polylines to polygons):

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Selecionado o processo, os passos são os mesmos anteriormente seguidos: preencher os parâmetros

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e clicar em “OK” para aplicar o processo. Obteremos o mesmo resultado:

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Agora, mais uma mudança: para calcularmos a área, devemos selecionar a nova camada criada e clicar no menu Table > Add measure > Area:

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Abrirá uma janela de alerta, avisando que será criado um novo campo na tabela e solicitando a nossa anuência. Basta clicar em “Yes“.

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Aplicado o processo, podemos conferir o resultado na tabela de atributos do shape:

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É isso aí, pessoal! Por hoje é só… ;)